Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3083767 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Gases nobres: a química oculta dos elementos inertes

Imperceptíveis, mas onipresentes, os gases nobres permeiam silenciosamente nosso cotidiano. Estão contidos no ar que respiramos, dão luz aos letreiros de néon que adornam nossas ruas e até mesmo preenchem os balões de festa que decoram ocasiões especiais. Devido à sua relutância em reagir com outros elementos químicos, ganharam fama de 'inertes'. Hoje em dia, compreendemos as condições nas quais gases nobres formam compostos moleculares e conhecemos diversos de seus derivados, tanto em ambientes terrestres quanto extraterrestres.

Na Grécia Antiga, uma visão proeminente afirmava que toda a existência derivava de quatro elementos fundamentais: água, terra, fogo e ar. Em contraste com essa visão, a compreensão moderna da matéria se baseia em uma lista muito mais ampla de elementos.

Atualmente, reconhecemos os átomos como as unidades básicas de matéria conhecida e identificamos ao menos 118 tipos distintos deles. Cada um corresponde a um elemento − seja o hidrogênio (H), cuja fusão ocorre no coração do Sol e de todas as estrelas, ou o carbono (C), presente em todas as formas de vida que conhecemos.

Tudo o que vemos, tocamos e experimentamos é resultado da combinação desses 118 elementos, classificados e meticulosamente organizados segundo suas propriedades químicas e físicas na célebre Tabela Periódica.

Essa estrutura organizacional − indiscutivelmente, uma das maiores conquistas da humanidade − fornece um mapa valioso para navegar pela vasta diversidade e complexidade da matéria no universo.

Os gases nobres, encontrados no grupo 18 da Tabela Periódica, são tradicionalmente chamados 'inertes' ou 'raros', por causa da percepção inicial de suas incapacidades em formar compostos químicos. Ou seja, gases nobres pareciam não reagir com outros elementos.

Essa família de elementos inclui o hélio (He), neônio (Ne), argônio (Ar), criptônio (Kr), xenônio (Xe) e radônio (Rn). Suas propriedades físicas notáveis incluem não só uma densidade baixa, mas também uma emissão luminosa bem característica como resposta à absorção de energia de uma fonte.

Cada um dos 118 tipos de átomos, ao absorverem energia e passarem a um estado denominado 'excitado', emite luz em 'cores' (frequências) muito específicas. O conjunto dessas emissões − caracterizado por linhas finas, coloridas e descontínuas entre si − é chamado espectro luminoso (ou eletrônico).

Essas linhas espectrais atuam como uma 'impressão digital', o que possibilita a identificação precisa do elemento que a está emitindo. A origem dessas linhas espectrais está baseada no fato de os elétrons de cada elemento químico responderem de modo muito particular à energia que eles absorvem.

De modo geral, os elétrons, ao ganharem energia extra, 'saltam' para níveis de energia mais elevados, ou seja, mais distantes do núcleo atômico. Em seguida, retornam ao seu estado original, liberando a energia absorvida na forma de luz. Esse processo é realizado de forma única por cada tipo de elemento.

No cotidiano, a emissão luminosa intensa dos gases nobres é observada nos letreiros de 'luz néon' − no caso, a energia extra vem de uma fonte elétrica. Encontramos também, no dia a dia, aplicações da baixa densidade desses gases: os balões de hélio, que flutuam, por serem mais 'leves' que o ar.


Retirado e adaptado de: ARAUJO, Lucas. FANTUZZI, Felipe.; CARDOZO, Thiago Messias. Gases nobres: a química oculta dos elementos inertes. Ciência Hoje. https://cienciahoje.org.br/artigo/gases-nobres-a-quimica-oculta-dos-ele mentos-inertes/ 14 mar., 2024.
A partir da leitura do texto, analise as afirmações a seguir:

I. A lista de elementos, que antes era constituída por apenas quatro deles, hoje, sob novas perspectivas, já soma mais de uma centena de elementos.

II. Os elementos apresentados pela Grécia Antiga constituem tudo o que vemos, tocamos e experimentamos.

III. Gases nobres recebem esse nome justamente porque sua constituição é superior à dos outros, o que lhes dá esse título, como as famílias nobres entre os seres humanos.

IV. As linhas espectrais, que consistem na forma como os elementos reagem à luz, funcionam como "impressões digitais" dos gases.

V. Cada elemento reage de uma forma específica e característica à energia que absorve.


É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3083694 Português

Texto 01


    Toda cidade tem suas histórias, segredos, folclores e lendas. E, em se tratando de Olinda, isso só tende a se potencializar. Patrimônio Histórico e Cultural pela Unesco, Olinda é uma cidade que respira hábitos próprios, não só no Carnaval mas em todos os outros dias do ano.

    Tanta vivacidade está presente que seu nome já virou até verbo. “Olindar” é palavra fácil para aqueles que querem curtir seus casarões históricos, caminhar pelas suas ladeiras, comer uma tapioca no Alto da Sé ou bebericar uma cerveja em um dos vários bares e botecos do sítio histórico.

  E, para traduzir um pouco dessa magia, seguem abaixo algumas curiosidades que você provavelmente não sabia sobre Olinda.

   O primeiro cometa a ser observado na América Latina foi identificado em 1860 pelo astrônomo francês Emmanuel Liais no Observatório Meteorológico de Olinda localizado no Alto da Sé, que não se encontra mais em funcionamento. Até hoje é o único cometa descoberto no Brasil.

   Esqueça Tiradentes! Antes do movimento inconfidente de Minas Gerais, o sargento-mor Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em prol da independência nacional no Senado da Câmara de Olinda, no dia 10 de novembro de 1710, quase 80 anos antes dos mineiros.

    Fundada em 11 de agosto de 1827, a Faculdade de Direito de Olinda foi a primeira do gênero no Brasil. Todavia, há simultaneidade de criação de duas históricas instituições, porque a de São Paulo também foi criada em 1827. Entretanto, reconhece-se que ambas as faculdades, a de Olinda e a do Largo de São Francisco (São Paulo), são as mais antigas. Não é à toa que se comemora o Dia do Advogado na data de fundação do curso da instituição. Mais tarde, em 1854, a faculdade passou para a capital, Recife.

    O centro histórico da cidade já foi abastecido por uma caixa d’água, que hoje serve de mirante, localizada no Alto da Sé. A obra em questão teve a assinatura do engenheiro Joaquim Cardoso, o mesmo que assinou vários projetos de Oscar Niemeyer (incluindo boa parte de Brasília) e, por isso, surgiu uma lenda de que o projeto da caixa d’água foi um rabisco descartado pelo arquiteto e que foi aproveitado pelo engenheiro.


Disponível em: https://www.juntandomochilas.com/2016/03/curiosidades-olinda-pernambuco.html. Acesso em 21/09/2024

Assinale a alternativa cujos termos preenchem CORRETAMENTE as lacunas existentes no texto abaixo:

O ______ _________ tem por objetivo contar uma história através de uma sequência de acontecimentos que podem ser reais ou fictícios.
Alternativas
Q3083689 Português

Texto 01


    Toda cidade tem suas histórias, segredos, folclores e lendas. E, em se tratando de Olinda, isso só tende a se potencializar. Patrimônio Histórico e Cultural pela Unesco, Olinda é uma cidade que respira hábitos próprios, não só no Carnaval mas em todos os outros dias do ano.

    Tanta vivacidade está presente que seu nome já virou até verbo. “Olindar” é palavra fácil para aqueles que querem curtir seus casarões históricos, caminhar pelas suas ladeiras, comer uma tapioca no Alto da Sé ou bebericar uma cerveja em um dos vários bares e botecos do sítio histórico.

  E, para traduzir um pouco dessa magia, seguem abaixo algumas curiosidades que você provavelmente não sabia sobre Olinda.

   O primeiro cometa a ser observado na América Latina foi identificado em 1860 pelo astrônomo francês Emmanuel Liais no Observatório Meteorológico de Olinda localizado no Alto da Sé, que não se encontra mais em funcionamento. Até hoje é o único cometa descoberto no Brasil.

   Esqueça Tiradentes! Antes do movimento inconfidente de Minas Gerais, o sargento-mor Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em prol da independência nacional no Senado da Câmara de Olinda, no dia 10 de novembro de 1710, quase 80 anos antes dos mineiros.

    Fundada em 11 de agosto de 1827, a Faculdade de Direito de Olinda foi a primeira do gênero no Brasil. Todavia, há simultaneidade de criação de duas históricas instituições, porque a de São Paulo também foi criada em 1827. Entretanto, reconhece-se que ambas as faculdades, a de Olinda e a do Largo de São Francisco (São Paulo), são as mais antigas. Não é à toa que se comemora o Dia do Advogado na data de fundação do curso da instituição. Mais tarde, em 1854, a faculdade passou para a capital, Recife.

    O centro histórico da cidade já foi abastecido por uma caixa d’água, que hoje serve de mirante, localizada no Alto da Sé. A obra em questão teve a assinatura do engenheiro Joaquim Cardoso, o mesmo que assinou vários projetos de Oscar Niemeyer (incluindo boa parte de Brasília) e, por isso, surgiu uma lenda de que o projeto da caixa d’água foi um rabisco descartado pelo arquiteto e que foi aproveitado pelo engenheiro.


Disponível em: https://www.juntandomochilas.com/2016/03/curiosidades-olinda-pernambuco.html. Acesso em 21/09/2024

Observe o segmento “...surgiu uma lenda de que o projeto da caixa d’água foi um rabisco DESCARTADO pelo arquiteto...”.
Em relação ao termo destacado, assinale a alternativa cujo termo não tem o mesmo significado deste.
Alternativas
Q3083687 Português

Texto 01


    Toda cidade tem suas histórias, segredos, folclores e lendas. E, em se tratando de Olinda, isso só tende a se potencializar. Patrimônio Histórico e Cultural pela Unesco, Olinda é uma cidade que respira hábitos próprios, não só no Carnaval mas em todos os outros dias do ano.

    Tanta vivacidade está presente que seu nome já virou até verbo. “Olindar” é palavra fácil para aqueles que querem curtir seus casarões históricos, caminhar pelas suas ladeiras, comer uma tapioca no Alto da Sé ou bebericar uma cerveja em um dos vários bares e botecos do sítio histórico.

  E, para traduzir um pouco dessa magia, seguem abaixo algumas curiosidades que você provavelmente não sabia sobre Olinda.

   O primeiro cometa a ser observado na América Latina foi identificado em 1860 pelo astrônomo francês Emmanuel Liais no Observatório Meteorológico de Olinda localizado no Alto da Sé, que não se encontra mais em funcionamento. Até hoje é o único cometa descoberto no Brasil.

   Esqueça Tiradentes! Antes do movimento inconfidente de Minas Gerais, o sargento-mor Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em prol da independência nacional no Senado da Câmara de Olinda, no dia 10 de novembro de 1710, quase 80 anos antes dos mineiros.

    Fundada em 11 de agosto de 1827, a Faculdade de Direito de Olinda foi a primeira do gênero no Brasil. Todavia, há simultaneidade de criação de duas históricas instituições, porque a de São Paulo também foi criada em 1827. Entretanto, reconhece-se que ambas as faculdades, a de Olinda e a do Largo de São Francisco (São Paulo), são as mais antigas. Não é à toa que se comemora o Dia do Advogado na data de fundação do curso da instituição. Mais tarde, em 1854, a faculdade passou para a capital, Recife.

    O centro histórico da cidade já foi abastecido por uma caixa d’água, que hoje serve de mirante, localizada no Alto da Sé. A obra em questão teve a assinatura do engenheiro Joaquim Cardoso, o mesmo que assinou vários projetos de Oscar Niemeyer (incluindo boa parte de Brasília) e, por isso, surgiu uma lenda de que o projeto da caixa d’água foi um rabisco descartado pelo arquiteto e que foi aproveitado pelo engenheiro.


Disponível em: https://www.juntandomochilas.com/2016/03/curiosidades-olinda-pernambuco.html. Acesso em 21/09/2024

Assinale a alternativa que contém uma mensagem que NÃO está declarada no texto 01. 
Alternativas
Q3083575 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2024/10/gilmarfraga-uma-pequena-metafora-cm29ne5l0009g014u3fcruftd.html.

A palavra "pequena", presente na fala do personagem, é um adjetivo utilizado para qualificar o substantivo "metáfora". Qual das palavras abaixo é um antônimo de "pequena" no contexto da charge?
Alternativas
Q3083574 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2024/10/gilmarfraga-uma-pequena-metafora-cm29ne5l0009g014u3fcruftd.html.

A palavra "metáfora", usada pelo personagem, é um recurso linguístico que expressa um sentido figurado. Qual é a definição correta para a palavra "metáfora"?
Alternativas
Q3083573 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2024/10/gilmarfraga-uma-pequena-metafora-cm29ne5l0009g014u3fcruftd.html.

A frase escrita no quadro "Feliz dia do professor!" contrasta com a fala da criança ao entregar o abacaxi à professora. A relação entre a escrita no quadro e a fala do aluno sugere:
Alternativas
Q3083572 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2024/10/gilmarfraga-uma-pequena-metafora-cm29ne5l0009g014u3fcruftd.html.

Na charge, a criança oferece um abacaxi à professora e menciona que o presente é "uma pequena metáfora dos desafios de ensinar nos dias de hoje". Com base nessa fala, é correto afirmar que o abacaxi:
Alternativas
Q3083533 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Fonte: https://www.instagram.com/tirinhadearmandinho/

A construção da tirinha segue uma lógica que evolui de uma constatação para uma conclusão reflexiva. Qual recurso de coesão é utilizado para ligar as ideias dos três quadrinhos?
Alternativas
Q3083532 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Fonte: https://www.instagram.com/tirinhadearmandinho/

A tirinha explora um tema delicado sobre a insensibilidade diante da violência e da morte alheia. Qual é a ideia principal expressa pelo autor na última frase? 
Alternativas
Q3083492 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

A imagem apresenta duas crianças segurando um globo terrestre e expressando ideias sobre o mundo e o tempo verbal. As falas sugerem tanto uma reflexão sobre o presente quanto uma projeção de desejos futuros. Sobre o conteúdo da imagem, analise as assertivas:

I. A criança à esquerda faz uma pergunta sobre o presente, associando a palavra "presente" a conceitos abstratos como paz, saúde e justiça.
II. A criança à direita expressa o desejo de que exista um tempo verbal chamado "futuro próximo perfeito", fazendo um trocadilho com o desejo de um futuro ideal.
III. A imagem sugere que o conceito de "futuro próximo perfeito" já existe na gramática, mas as crianças não o conhecem.

Das assertivas acima, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3083265 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda a questão que a ele se referem.


Texto 03



Disponível em: https://www.elo7.com.br/poema-digital-frases-fernando-pessoa. Acesso em: 5 jun. 2024. 

De acordo com o texto 03, a solidão é 

Alternativas
Q3083263 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda a questão que a ele se refere.


Texto 02


Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/page/32/. Acesso em: 4 jun. 2024.

Infere-se que o texto 02

Alternativas
Q3083262 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão que a ele se refere.


Texto 01


“Tô péssima, mas tô linda”: quando a aparência atropela a saúde mental


Karla Dunder


“Tô péssima, mas tô linda: quando a aparência atropela a saúde mental” foi o tema da palestra da psiquiatra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Dra. Carmita Abdo, uma das palestrantes do 22.º Brain, Behavior and Emotions, congresso científico na área da Neurociência. A professora chamou a atenção para o impacto das redes sociais para a formação da autoimagem e da aceitação – ou não – da aparência.

No Brasil, 13% dos jovens de 12 a 17 anos relatam sofrer de depressão e 32% ansiedade. Para a professora, o número elevado pode estar associado ao uso das redes sociais. “A depressão está aumentando, particularmente entre as meninas. Pesquisadores sugerem que o aumento de doenças mentais está, pelo menos em parte, relacionado ao crescimento do uso de mídias sociais entre adolescentes e jovens adultos”, explica. “É uma preocupação também para os adultos jovens, já que 25% deles de 18 a 25 anos relatam ter algum tipo de doença mental.”

A imagem corporal é um problema maior para os jovens, afetando homens e mulheres, mas, principalmente, em mulheres na adolescência e jovens adultas (até nove em cada 10 afirmam que estão infelizes com seu corpo). Meninas que acessam as mídias sociais expressam maior desejo de mudar sua aparência, como rosto, cabelo e/ou pele, e fazer cirurgia estética para ter melhor aparência nas fotos (muitas vezes cirurgias invasivas e desnecessárias). O uso do Instagram tem sido apontado como fator de depressão, baixa autoestima, ansiedade com a aparência e insatisfação corporal entre as mulheres, principalmente quando expostas a imagens de beleza e fitness.

“Comparações com pessoas conhecidas podem aumentar os potenciais efeitos prejudiciais da mídia social sobre a imagem corporal de adolescentes, fornecendo imagens editadas (manipuladas) que retratam um padrão de beleza inatingível”, observa. “A comparação social com essas imagens idealizadas pode aumentar a diferença percebida entre sua aparência ideal e a real, resultando em insatisfação com o corpo.”

Estudo experimental com mulheres de 17 a 25 anos demonstrou humor mais negativo após apenas 10 minutos de navegação em sua conta do Facebook em comparação com aquelas que navegaram em um site de controle com aparências neutras. As participantes com alta tendência de comparação de aparências relataram maior desejo de mudar a aparência de seu rosto, cabelo ou pele, após passar um tempo no Facebook, em comparação com aquelas que navegaram no site de controle.

Pacientes com transtorno dismórfico corporal (TDC) têm preocupação extrema com defeitos físicos pessoais que não são percebidos pelos outros e podem levar a graves prejuízos na realização social e profissional. Está associado a várias comorbidades, principalmente a outros transtornos psiquiátricos: transtorno depressivo, transtorno de abuso de substâncias, fobia social, transtorno obsessivo-compulsivo e transtornos alimentares.

A professora orienta que os médicos discutam com os jovens e suas famílias os riscos conhecidos do uso de mídias sociais. “A comunicação com adolescentes é mais eficaz no contexto de uma aliança terapêutica aberta e sem julgamento, despertando confiança e oferecendo inclusão e autonomia. Incentivar os pais a se envolverem proativamente na limitação do uso de smartphones e mídias sociais por crianças e adolescentes pode ser útil (1 a 2 horas diárias é o limite)”.

Pacientes com sintomas sugestivos de TDC geralmente se apresentam em consultórios de cuidados primários ou clínicas especializadas, como dermatologia ou cirurgia plástica. É importante que esses profissionais reconheçam e encaminhem esses pacientes para avaliação especializada. 


Disponível em: https://vidasimples.co/saude-e-bem-estar/. Acesso em: 5 jun. 2024. Adaptado. 

Considere o trecho “Pacientes com transtorno dismórfico corporal (TDC) têm preocupação extrema com defeitos físicos pessoais que não são percebidos pelos outros e podem levar a graves prejuízos na realização social e profissional.” Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a organização morfossintática do referido trecho.


I- O verbo “têm” encontra-se acentuado para indicar a terceira pessoa do plural do presente do indicativo, concordância que faz com o núcleo do sujeito “pacientes”.


II- O termo “que” foi usado como elemento de coesão, uma vez que retoma o termo “defeitos físicos pessoais”, anteriormente expresso.


III- O termo “dismórfico” foi formado pelo processo de derivação prefixal e sufixal, já que os afixos -dis e -ico se juntam ao radical -morf.


IV- O termo “que” foi usado como elemento de coesão, pois se trata de uma conjunção integrante, a qual liga uma oração principal a uma oração subordinada substantiva.


V- O verbo “têm” foi acentuado porque as palavras monossílabas átonas devem ser acentuadas graficamente quando terminadas por -em.


Estão CORRETAS as afirmativas

Alternativas
Q3083261 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão que a ele se refere.


Texto 01


“Tô péssima, mas tô linda”: quando a aparência atropela a saúde mental


Karla Dunder


“Tô péssima, mas tô linda: quando a aparência atropela a saúde mental” foi o tema da palestra da psiquiatra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Dra. Carmita Abdo, uma das palestrantes do 22.º Brain, Behavior and Emotions, congresso científico na área da Neurociência. A professora chamou a atenção para o impacto das redes sociais para a formação da autoimagem e da aceitação – ou não – da aparência.

No Brasil, 13% dos jovens de 12 a 17 anos relatam sofrer de depressão e 32% ansiedade. Para a professora, o número elevado pode estar associado ao uso das redes sociais. “A depressão está aumentando, particularmente entre as meninas. Pesquisadores sugerem que o aumento de doenças mentais está, pelo menos em parte, relacionado ao crescimento do uso de mídias sociais entre adolescentes e jovens adultos”, explica. “É uma preocupação também para os adultos jovens, já que 25% deles de 18 a 25 anos relatam ter algum tipo de doença mental.”

A imagem corporal é um problema maior para os jovens, afetando homens e mulheres, mas, principalmente, em mulheres na adolescência e jovens adultas (até nove em cada 10 afirmam que estão infelizes com seu corpo). Meninas que acessam as mídias sociais expressam maior desejo de mudar sua aparência, como rosto, cabelo e/ou pele, e fazer cirurgia estética para ter melhor aparência nas fotos (muitas vezes cirurgias invasivas e desnecessárias). O uso do Instagram tem sido apontado como fator de depressão, baixa autoestima, ansiedade com a aparência e insatisfação corporal entre as mulheres, principalmente quando expostas a imagens de beleza e fitness.

“Comparações com pessoas conhecidas podem aumentar os potenciais efeitos prejudiciais da mídia social sobre a imagem corporal de adolescentes, fornecendo imagens editadas (manipuladas) que retratam um padrão de beleza inatingível”, observa. “A comparação social com essas imagens idealizadas pode aumentar a diferença percebida entre sua aparência ideal e a real, resultando em insatisfação com o corpo.”

Estudo experimental com mulheres de 17 a 25 anos demonstrou humor mais negativo após apenas 10 minutos de navegação em sua conta do Facebook em comparação com aquelas que navegaram em um site de controle com aparências neutras. As participantes com alta tendência de comparação de aparências relataram maior desejo de mudar a aparência de seu rosto, cabelo ou pele, após passar um tempo no Facebook, em comparação com aquelas que navegaram no site de controle.

Pacientes com transtorno dismórfico corporal (TDC) têm preocupação extrema com defeitos físicos pessoais que não são percebidos pelos outros e podem levar a graves prejuízos na realização social e profissional. Está associado a várias comorbidades, principalmente a outros transtornos psiquiátricos: transtorno depressivo, transtorno de abuso de substâncias, fobia social, transtorno obsessivo-compulsivo e transtornos alimentares.

A professora orienta que os médicos discutam com os jovens e suas famílias os riscos conhecidos do uso de mídias sociais. “A comunicação com adolescentes é mais eficaz no contexto de uma aliança terapêutica aberta e sem julgamento, despertando confiança e oferecendo inclusão e autonomia. Incentivar os pais a se envolverem proativamente na limitação do uso de smartphones e mídias sociais por crianças e adolescentes pode ser útil (1 a 2 horas diárias é o limite)”.

Pacientes com sintomas sugestivos de TDC geralmente se apresentam em consultórios de cuidados primários ou clínicas especializadas, como dermatologia ou cirurgia plástica. É importante que esses profissionais reconheçam e encaminhem esses pacientes para avaliação especializada. 


Disponível em: https://vidasimples.co/saude-e-bem-estar/. Acesso em: 5 jun. 2024. Adaptado. 

Analise os itens a seguir, tendo em vista os recursos de expressão que foram usados na construção do texto.


I- Citação direta.


II- Dados estatísticos.


III- Coloquialidade.


IV- Exemplificação.


V- Referência.



Estão CORRETOS os itens

Alternativas
Q3083260 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão que a ele se refere.


Texto 01


“Tô péssima, mas tô linda”: quando a aparência atropela a saúde mental


Karla Dunder


“Tô péssima, mas tô linda: quando a aparência atropela a saúde mental” foi o tema da palestra da psiquiatra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Dra. Carmita Abdo, uma das palestrantes do 22.º Brain, Behavior and Emotions, congresso científico na área da Neurociência. A professora chamou a atenção para o impacto das redes sociais para a formação da autoimagem e da aceitação – ou não – da aparência.

No Brasil, 13% dos jovens de 12 a 17 anos relatam sofrer de depressão e 32% ansiedade. Para a professora, o número elevado pode estar associado ao uso das redes sociais. “A depressão está aumentando, particularmente entre as meninas. Pesquisadores sugerem que o aumento de doenças mentais está, pelo menos em parte, relacionado ao crescimento do uso de mídias sociais entre adolescentes e jovens adultos”, explica. “É uma preocupação também para os adultos jovens, já que 25% deles de 18 a 25 anos relatam ter algum tipo de doença mental.”

A imagem corporal é um problema maior para os jovens, afetando homens e mulheres, mas, principalmente, em mulheres na adolescência e jovens adultas (até nove em cada 10 afirmam que estão infelizes com seu corpo). Meninas que acessam as mídias sociais expressam maior desejo de mudar sua aparência, como rosto, cabelo e/ou pele, e fazer cirurgia estética para ter melhor aparência nas fotos (muitas vezes cirurgias invasivas e desnecessárias). O uso do Instagram tem sido apontado como fator de depressão, baixa autoestima, ansiedade com a aparência e insatisfação corporal entre as mulheres, principalmente quando expostas a imagens de beleza e fitness.

“Comparações com pessoas conhecidas podem aumentar os potenciais efeitos prejudiciais da mídia social sobre a imagem corporal de adolescentes, fornecendo imagens editadas (manipuladas) que retratam um padrão de beleza inatingível”, observa. “A comparação social com essas imagens idealizadas pode aumentar a diferença percebida entre sua aparência ideal e a real, resultando em insatisfação com o corpo.”

Estudo experimental com mulheres de 17 a 25 anos demonstrou humor mais negativo após apenas 10 minutos de navegação em sua conta do Facebook em comparação com aquelas que navegaram em um site de controle com aparências neutras. As participantes com alta tendência de comparação de aparências relataram maior desejo de mudar a aparência de seu rosto, cabelo ou pele, após passar um tempo no Facebook, em comparação com aquelas que navegaram no site de controle.

Pacientes com transtorno dismórfico corporal (TDC) têm preocupação extrema com defeitos físicos pessoais que não são percebidos pelos outros e podem levar a graves prejuízos na realização social e profissional. Está associado a várias comorbidades, principalmente a outros transtornos psiquiátricos: transtorno depressivo, transtorno de abuso de substâncias, fobia social, transtorno obsessivo-compulsivo e transtornos alimentares.

A professora orienta que os médicos discutam com os jovens e suas famílias os riscos conhecidos do uso de mídias sociais. “A comunicação com adolescentes é mais eficaz no contexto de uma aliança terapêutica aberta e sem julgamento, despertando confiança e oferecendo inclusão e autonomia. Incentivar os pais a se envolverem proativamente na limitação do uso de smartphones e mídias sociais por crianças e adolescentes pode ser útil (1 a 2 horas diárias é o limite)”.

Pacientes com sintomas sugestivos de TDC geralmente se apresentam em consultórios de cuidados primários ou clínicas especializadas, como dermatologia ou cirurgia plástica. É importante que esses profissionais reconheçam e encaminhem esses pacientes para avaliação especializada. 


Disponível em: https://vidasimples.co/saude-e-bem-estar/. Acesso em: 5 jun. 2024. Adaptado. 

De acordo com o texto, o padrão de beleza veiculado nas redes sociais é “inatingível” porque as imagens são


I- neutras.

II- idealizadas.

III- forjadas.

IV- reais.

V- editadas.



Estão CORRETOS os itens

Alternativas
Q3083259 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão que a ele se refere.


Texto 01


“Tô péssima, mas tô linda”: quando a aparência atropela a saúde mental


Karla Dunder


“Tô péssima, mas tô linda: quando a aparência atropela a saúde mental” foi o tema da palestra da psiquiatra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Dra. Carmita Abdo, uma das palestrantes do 22.º Brain, Behavior and Emotions, congresso científico na área da Neurociência. A professora chamou a atenção para o impacto das redes sociais para a formação da autoimagem e da aceitação – ou não – da aparência.

No Brasil, 13% dos jovens de 12 a 17 anos relatam sofrer de depressão e 32% ansiedade. Para a professora, o número elevado pode estar associado ao uso das redes sociais. “A depressão está aumentando, particularmente entre as meninas. Pesquisadores sugerem que o aumento de doenças mentais está, pelo menos em parte, relacionado ao crescimento do uso de mídias sociais entre adolescentes e jovens adultos”, explica. “É uma preocupação também para os adultos jovens, já que 25% deles de 18 a 25 anos relatam ter algum tipo de doença mental.”

A imagem corporal é um problema maior para os jovens, afetando homens e mulheres, mas, principalmente, em mulheres na adolescência e jovens adultas (até nove em cada 10 afirmam que estão infelizes com seu corpo). Meninas que acessam as mídias sociais expressam maior desejo de mudar sua aparência, como rosto, cabelo e/ou pele, e fazer cirurgia estética para ter melhor aparência nas fotos (muitas vezes cirurgias invasivas e desnecessárias). O uso do Instagram tem sido apontado como fator de depressão, baixa autoestima, ansiedade com a aparência e insatisfação corporal entre as mulheres, principalmente quando expostas a imagens de beleza e fitness.

“Comparações com pessoas conhecidas podem aumentar os potenciais efeitos prejudiciais da mídia social sobre a imagem corporal de adolescentes, fornecendo imagens editadas (manipuladas) que retratam um padrão de beleza inatingível”, observa. “A comparação social com essas imagens idealizadas pode aumentar a diferença percebida entre sua aparência ideal e a real, resultando em insatisfação com o corpo.”

Estudo experimental com mulheres de 17 a 25 anos demonstrou humor mais negativo após apenas 10 minutos de navegação em sua conta do Facebook em comparação com aquelas que navegaram em um site de controle com aparências neutras. As participantes com alta tendência de comparação de aparências relataram maior desejo de mudar a aparência de seu rosto, cabelo ou pele, após passar um tempo no Facebook, em comparação com aquelas que navegaram no site de controle.

Pacientes com transtorno dismórfico corporal (TDC) têm preocupação extrema com defeitos físicos pessoais que não são percebidos pelos outros e podem levar a graves prejuízos na realização social e profissional. Está associado a várias comorbidades, principalmente a outros transtornos psiquiátricos: transtorno depressivo, transtorno de abuso de substâncias, fobia social, transtorno obsessivo-compulsivo e transtornos alimentares.

A professora orienta que os médicos discutam com os jovens e suas famílias os riscos conhecidos do uso de mídias sociais. “A comunicação com adolescentes é mais eficaz no contexto de uma aliança terapêutica aberta e sem julgamento, despertando confiança e oferecendo inclusão e autonomia. Incentivar os pais a se envolverem proativamente na limitação do uso de smartphones e mídias sociais por crianças e adolescentes pode ser útil (1 a 2 horas diárias é o limite)”.

Pacientes com sintomas sugestivos de TDC geralmente se apresentam em consultórios de cuidados primários ou clínicas especializadas, como dermatologia ou cirurgia plástica. É importante que esses profissionais reconheçam e encaminhem esses pacientes para avaliação especializada. 


Disponível em: https://vidasimples.co/saude-e-bem-estar/. Acesso em: 5 jun. 2024. Adaptado. 

Assinale a alternativa que está CORRETA, de acordo com as ideias que são defendidas no texto.  

Alternativas
Q3083258 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão que a ele se refere.


Texto 01


“Tô péssima, mas tô linda”: quando a aparência atropela a saúde mental


Karla Dunder


“Tô péssima, mas tô linda: quando a aparência atropela a saúde mental” foi o tema da palestra da psiquiatra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Dra. Carmita Abdo, uma das palestrantes do 22.º Brain, Behavior and Emotions, congresso científico na área da Neurociência. A professora chamou a atenção para o impacto das redes sociais para a formação da autoimagem e da aceitação – ou não – da aparência.

No Brasil, 13% dos jovens de 12 a 17 anos relatam sofrer de depressão e 32% ansiedade. Para a professora, o número elevado pode estar associado ao uso das redes sociais. “A depressão está aumentando, particularmente entre as meninas. Pesquisadores sugerem que o aumento de doenças mentais está, pelo menos em parte, relacionado ao crescimento do uso de mídias sociais entre adolescentes e jovens adultos”, explica. “É uma preocupação também para os adultos jovens, já que 25% deles de 18 a 25 anos relatam ter algum tipo de doença mental.”

A imagem corporal é um problema maior para os jovens, afetando homens e mulheres, mas, principalmente, em mulheres na adolescência e jovens adultas (até nove em cada 10 afirmam que estão infelizes com seu corpo). Meninas que acessam as mídias sociais expressam maior desejo de mudar sua aparência, como rosto, cabelo e/ou pele, e fazer cirurgia estética para ter melhor aparência nas fotos (muitas vezes cirurgias invasivas e desnecessárias). O uso do Instagram tem sido apontado como fator de depressão, baixa autoestima, ansiedade com a aparência e insatisfação corporal entre as mulheres, principalmente quando expostas a imagens de beleza e fitness.

“Comparações com pessoas conhecidas podem aumentar os potenciais efeitos prejudiciais da mídia social sobre a imagem corporal de adolescentes, fornecendo imagens editadas (manipuladas) que retratam um padrão de beleza inatingível”, observa. “A comparação social com essas imagens idealizadas pode aumentar a diferença percebida entre sua aparência ideal e a real, resultando em insatisfação com o corpo.”

Estudo experimental com mulheres de 17 a 25 anos demonstrou humor mais negativo após apenas 10 minutos de navegação em sua conta do Facebook em comparação com aquelas que navegaram em um site de controle com aparências neutras. As participantes com alta tendência de comparação de aparências relataram maior desejo de mudar a aparência de seu rosto, cabelo ou pele, após passar um tempo no Facebook, em comparação com aquelas que navegaram no site de controle.

Pacientes com transtorno dismórfico corporal (TDC) têm preocupação extrema com defeitos físicos pessoais que não são percebidos pelos outros e podem levar a graves prejuízos na realização social e profissional. Está associado a várias comorbidades, principalmente a outros transtornos psiquiátricos: transtorno depressivo, transtorno de abuso de substâncias, fobia social, transtorno obsessivo-compulsivo e transtornos alimentares.

A professora orienta que os médicos discutam com os jovens e suas famílias os riscos conhecidos do uso de mídias sociais. “A comunicação com adolescentes é mais eficaz no contexto de uma aliança terapêutica aberta e sem julgamento, despertando confiança e oferecendo inclusão e autonomia. Incentivar os pais a se envolverem proativamente na limitação do uso de smartphones e mídias sociais por crianças e adolescentes pode ser útil (1 a 2 horas diárias é o limite)”.

Pacientes com sintomas sugestivos de TDC geralmente se apresentam em consultórios de cuidados primários ou clínicas especializadas, como dermatologia ou cirurgia plástica. É importante que esses profissionais reconheçam e encaminhem esses pacientes para avaliação especializada. 


Disponível em: https://vidasimples.co/saude-e-bem-estar/. Acesso em: 5 jun. 2024. Adaptado. 

De acordo com o texto, o “transtorno dismórfico” está relacionado à preocupação excessiva com 

Alternativas
Q3083257 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão que a ele se refere.


Texto 01


“Tô péssima, mas tô linda”: quando a aparência atropela a saúde mental


Karla Dunder


“Tô péssima, mas tô linda: quando a aparência atropela a saúde mental” foi o tema da palestra da psiquiatra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Dra. Carmita Abdo, uma das palestrantes do 22.º Brain, Behavior and Emotions, congresso científico na área da Neurociência. A professora chamou a atenção para o impacto das redes sociais para a formação da autoimagem e da aceitação – ou não – da aparência.

No Brasil, 13% dos jovens de 12 a 17 anos relatam sofrer de depressão e 32% ansiedade. Para a professora, o número elevado pode estar associado ao uso das redes sociais. “A depressão está aumentando, particularmente entre as meninas. Pesquisadores sugerem que o aumento de doenças mentais está, pelo menos em parte, relacionado ao crescimento do uso de mídias sociais entre adolescentes e jovens adultos”, explica. “É uma preocupação também para os adultos jovens, já que 25% deles de 18 a 25 anos relatam ter algum tipo de doença mental.”

A imagem corporal é um problema maior para os jovens, afetando homens e mulheres, mas, principalmente, em mulheres na adolescência e jovens adultas (até nove em cada 10 afirmam que estão infelizes com seu corpo). Meninas que acessam as mídias sociais expressam maior desejo de mudar sua aparência, como rosto, cabelo e/ou pele, e fazer cirurgia estética para ter melhor aparência nas fotos (muitas vezes cirurgias invasivas e desnecessárias). O uso do Instagram tem sido apontado como fator de depressão, baixa autoestima, ansiedade com a aparência e insatisfação corporal entre as mulheres, principalmente quando expostas a imagens de beleza e fitness.

“Comparações com pessoas conhecidas podem aumentar os potenciais efeitos prejudiciais da mídia social sobre a imagem corporal de adolescentes, fornecendo imagens editadas (manipuladas) que retratam um padrão de beleza inatingível”, observa. “A comparação social com essas imagens idealizadas pode aumentar a diferença percebida entre sua aparência ideal e a real, resultando em insatisfação com o corpo.”

Estudo experimental com mulheres de 17 a 25 anos demonstrou humor mais negativo após apenas 10 minutos de navegação em sua conta do Facebook em comparação com aquelas que navegaram em um site de controle com aparências neutras. As participantes com alta tendência de comparação de aparências relataram maior desejo de mudar a aparência de seu rosto, cabelo ou pele, após passar um tempo no Facebook, em comparação com aquelas que navegaram no site de controle.

Pacientes com transtorno dismórfico corporal (TDC) têm preocupação extrema com defeitos físicos pessoais que não são percebidos pelos outros e podem levar a graves prejuízos na realização social e profissional. Está associado a várias comorbidades, principalmente a outros transtornos psiquiátricos: transtorno depressivo, transtorno de abuso de substâncias, fobia social, transtorno obsessivo-compulsivo e transtornos alimentares.

A professora orienta que os médicos discutam com os jovens e suas famílias os riscos conhecidos do uso de mídias sociais. “A comunicação com adolescentes é mais eficaz no contexto de uma aliança terapêutica aberta e sem julgamento, despertando confiança e oferecendo inclusão e autonomia. Incentivar os pais a se envolverem proativamente na limitação do uso de smartphones e mídias sociais por crianças e adolescentes pode ser útil (1 a 2 horas diárias é o limite)”.

Pacientes com sintomas sugestivos de TDC geralmente se apresentam em consultórios de cuidados primários ou clínicas especializadas, como dermatologia ou cirurgia plástica. É importante que esses profissionais reconheçam e encaminhem esses pacientes para avaliação especializada. 


Disponível em: https://vidasimples.co/saude-e-bem-estar/. Acesso em: 5 jun. 2024. Adaptado. 

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias que se podem inferir do texto.


I- 45% dos jovens brasileiros entre 12 e 17 anos têm problemas de saúde mental.

II- 25% dos adultos jovens declaram ter algum tipo de problema com a saúde mental.

III- As doenças mentais nos adolescentes e jovens adultos brasileiros têm aumentado.

IV- A preocupação com a aparência do corpo afeta principalmente as mulheres jovens.

V- O uso das redes sociais prejudica a saúde mental de adolescentes e jovens adultos.



Estão CORRETAS as afirmativas

Alternativas
Q3083214 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.


Texto 01


Com gostinho de infância


Mariana Chagas

Quais eram suas brincadeiras preferidas quando criança? Parece até bobagem, mas o que gostávamos de fazer diz muito sobre quem somos hoje. É que a infância é o momento de maior desenvolvimento neurológico da vida. Todas as interações com outras pessoas e com o ambiente durante essa fase são essenciais para moldar as principais estruturas de quem essa pessoa vai se tornar. E, por isso, as brincadeiras e as atividades educacionais são de tamanha importância.

Esses passatempos servem para estimular os sentimentos intrínsecos da infância: a curiosidade, o encantamento, a diversão. São essas emoções que deixam a criança tão interessada pela vida e fascinada com coisas que parecem simples, mas, para elas, são um universo realmente novo.

Conforme crescemos, é comum que esses sentimentos diminuam. A autora Kasey Tross trouxe um questionamento importante em seu texto “Subindo o escorregador”. Ela aponta que muitas crianças tentam subir pelo escorregador dos parquinhos, sendo que estes foram feitos apenas para descer. Seja por curiosidade, ou apenas para testar a própria capacidade, elas continuam mesmo após cair e levar bronca dos adultos. Então ela questiona por que perdemos essa curiosidade tão determinante depois que viramos adultos.

É importante tentar resgatar, preservar e manter essas emoções atreladas a nossa infância, mesmo durante a vida adulta.

Quem explica isso é Patrícia Stankowich, psicanalista com ênfase nas temáticas sobre infância, adolescência e inclusão.

“Essa pode ser uma forma de manter a espontaneidade e alegria no viver, apesar dos percalços e dos imprevistos que a vida nos traz”, argumenta.

De acordo com a psicanalista, os sentimentos característicos da infância, como o encantamento, a curiosidade e a criatividade, são fundamentais no nosso dia a dia porque estão associados aos aspectos fundamentais do desenvolvimento emocional e cognitivo.

“Manter o encantamento, a curiosidade e a criatividade podem trazer benefícios, como um melhor bem-estar emocional”, elucida a profissional. “O encantamento, por exemplo, nos conecta com a capacidade de nos maravilharmos com as pequenas coisas da vida, promovendo uma sensação de alegria e de admiração”, relata.

Também é importante o estímulo à criatividade. A pesquisadora explica que ela é útil não só para a resolução de problemas, mas também para a inovação e para o desenvolvimento pessoal. Quem diria que a infância poderia nos ajudar a encontrar soluções originais na vida adulta?

Já a curiosidade nos impulsiona a buscar conhecimento e explorar novas experiências. “Ela pode levar a um contínuo desenvolvimento pessoal intelectual, essencial para o crescimento durante toda a vida”, complementa a psicanalista.

Mesmo na vida adulta, existem brincadeiras e atividades que podem ser realizadas, sozinho ou acompanhado, para manter o encantamento pela vida e cultivar o mundo de forma mais positiva. [...]


Disponível em: https://vidasimples.co/emocoes/com-gostinho-de-infancia. Acesso em: 4 jun. 2024. Adaptado.

Está em desacordo com o texto a afirmativa de que as crianças  

Alternativas
Respostas
2961: C
2962: D
2963: D
2964: A
2965: B
2966: C
2967: A
2968: B
2969: D
2970: C
2971: A
2972: C
2973: E
2974: B
2975: A
2976: C
2977: D
2978: B
2979: E
2980: E