Uma mulher de 25 anos, com programação
de correção de hérnia inguinal bilateral, relata
ausência de alergias ou comorbidades, descreve
como cirurgias realizadas duas cesarianas, tendo
relato cefaleia pós-raquianestesia nas duas ocasiões. Hemograma e coagulograma normais, beta
HCG negativo. Solicitou que não fosse realizada
raquianestesia e a proposta anestésica foi um bloqueio peridural, o que foi prontamente aceito. No
centro cirúrgico, sinais vitais normais, IMC 35kg/
m2, ansiosa. Realizada sedação com Midazolam
2mg, colocada em decúbito lateral esquerdo, agulha 16 Tuohy, L3/L4. Depois da quarta tentativa,
acessado compartimento peridural, Dogliotti positivo, aspiração negativa para sangue ou LCR, realizada injeção de bupivacaína 0,5%, 100mg, dose
única. Colocada em decúbito dorsal, a cirurgia
teve início em aproximadamente 20 minutos após
a realização do bloqueio, com nível sensitivo em
T10. Cerca de trinta minutos após o início da cirurgia, a paciente começou a apresentar-se hipotensa e queixando-se de dispnéia leve. A ausculta
mostrou-se sem alterações, realizada fenilefrina
50 microgramas lentamente, dose única. A hipotensão se agravou, foi iniciada infusão de fenilefrina, 0,5microgramas/kg/mim, paciente relatou dificuldade de “respirar”, que evoluiu em minutos
para apnéia e inconsciência. Intubada, iniciada
a ventilação controlada e mantidos parâmetros
hemodinâmicos com infusão de fenilefrina.
Marque a opção que indica a hipótese diagnóstica mais adequada sobre a situação descrita.