Questões de Concurso
Para segurança do trabalho
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Ao se tratar da segurança do trabalhador, não se pode deixar desassociadas as condições inseguras, sendo necessário que todas as atividades sejam analisadas de maneira sistemática, para se evitar futuros acidentes no trabalho. Assim, a Análise Preliminar de Riscos (APR) é uma ferramenta que pode auxiliar na detecção e prevenção de potenciais riscos no ambiente de trabalho. Segundo Jeronimo et al. (2013), a APR trata-se de uma metodologia indutiva, estruturada em observações das condições ambientais e atividades realizadas pelos trabalhadores, tendo como objetivo analisar as formas em que os componentes do processo podem operar fora de controle e de maneira inesperada, elencando para cada situação, as causas, formas de detecção e possíveis consequências geradas. Vale ressaltar que a APR também pode ser empregada como ferramenta de melhoria contínua, possibilitando avaliar periodicamente os riscos do processo, até mesmo aqueles não observados anteriormente. Assinale a alternativa CORRETA quanto à metodologia para aplicação da ferramenta APR, segundo Torrecilhas (2020):
De 1959 a 1966, a Luckens Steel estabeleceu um programa de análise de 75.000 acidentes ou eventos envolvendo danos patrimoniais, e 15.000 acidentes pessoais com lesões. Após essas investigações, Bird (s.d.) propôs a adoção do Programa de Controle de Perdas e Danos, sem se descuidar dos acidentes com danos pessoais. Da mesma forma que, seu antecessor, definiu quatro aspectos principais que seriam balizadores na compreensão das causas das ocorrências. Assinale a alternativa CORRETA, que indica os quatro aspectos indicados por Bird.
Segundo a NR 10, o Prontuário de Instalações Elétricas (PIE) deve ser organizado e mantido atualizado pelo empregador ou pessoa formalmente designada pela empresa, devendo permanecer à disposição dos trabalhadores. Quanto aos documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas, assinale a alternativa CORRETA.
O Guia de Análise de Acidentes (2010) reforça os fatores relacionados com a ocorrência de eventos adversos de natureza variada e que podem interagir entre si. O que geralmente é atribuído ao acaso ou azar (“estar no lugar errado na hora errada”) pode, durante a análise, ser evidenciado como resultado de uma rede de fatores em interação.
Assinale a alternativa CORRETA, que indica os fatores relacionados à ocorrência de eventos adversos, segundo o Guia de Análise de Acidentes (2010).
O paradigma cultural predominante no Brasil em relação à SST (Segurança e Saúde no Trabalho) baseia-se na visão de que o sistema técnico é confiável e o ser humano constitui o elo frágil da corrente. As falhas humanas são consideradas decorrentes de fatores individuais e do desrespeito às normas prescritas, fruto de decisões “conscientes” dos trabalhadores. Nesse contexto, as medidas adotadas quase sempre se resumem a punições e a treinamentos. A realidade brasileira, em termos de segurança e saúde no trabalho, é extremamente heterogênea. Gera desde eventos adversos de diagnóstico evidente até situações complexas que demandam estudos aprofundados. Em situações de incidência elevada de acidentes do trabalho, geralmente os problemas são identificados com relativa facilidade. Nesses casos, o desrespeito à legislação é flagrante e as ações de prevenção são óbvias.
Com relação ao texto acima, assinale a alternativa CORRETA que define evento adverso.
Os modelos de maturidade de segurança podem ser aplicados em inúmeras organizações, podendo identificar diferenças e, em seguida, ajudar a resolver quaisquer problemas comportamentais e culturais, com o objetivo de melhorar a maturidade da cultura de segurança ao longo do tempo. Embora essa abordagem seja sensata, sua eficácia pode ser limitada por diferenças na cultura de segurança das organizações, principalmente nos estágios iniciais de desenvolvimento de sua cultura, que exigirão técnicas diferentes daquelas com culturas mais fortes. (KAASSIS; BADRI, 2018). Para que as organizações assimilem seu próprio nível de maturidade da cultura de segurança, foram criados três estágios de cultura organizacional por Westrum (1993), fundamentados nas considerações de como o fluxo de informação é conduzido. Assinale a alternativa CORRETA que indica os três estágios criados por Westrum (1993).
Cultura de segurança é uma área de conhecimento complexa, que pode ser descrita como interdisciplinar e orientada para a prática. Experiências e boas práticas devem ser compartilhadas pelas equipes, entre organizações e partes interessadas (clientes, fornecedores e comunidade). Assim, os profissionais da área de segurança precisam ter uma visão ampla e a compreensão do contexto, em combinação com competências específicas da referida área de conhecimento (NILSSON; VÄNJE, 2018). Neste contexto, compreende-se que as pessoas necessitam descrever seu ambiente de trabalho cotidiano, demonstrando, em termos práticos, positivamente ou não, o modo pelo qual os fatores pontuados possam a ser examinados para identificar os perigos e os riscos associados às atividades (BLEY; TURBAY; JUNIOR, 2005; BRANDÃO, 2009). O conceito de “cultura de segurança” surge em 1988, no primeiro relatório técnico realizado pelo International Nuclear Safety Advisory Group - INSAG, com uma abordagem de fatores organizacionais na análise do acidente, onde se apresenta o resultado da análise das origens do acidente da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986 (AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA ATÔMICA - AIEA, 1991). Assinale a alternativa CORRETA, que indica o conceito de cultura de segurança segundo o INSAG:
O Anexo I da NR 9 estabelece os requisitos para a avaliação da exposição ocupacional às vibrações de corpo inteiro e de mãos e braços, quando identificada no Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR, previsto na NR01, e subsidiá-lo quanto às medidas de prevenção. A partir da NHO 09 – Avaliação Ocupacional a Vibrações de Corpo Inteiro, assinale a alternativa CORRETA, que corresponde à aceleração média resultante representativa da exposição ocupacional diária, considerando os três eixos ortogonais e os diversos componentes de exposição identificada.
De acordo com pesquisas publicadas, o nascimento da ergonomia ocorreu em 12 de julho de 1949, quando um grupo de cientistas e pesquisadores se reuniu na Inglaterra para discutir e formalizar a existência desse novo ramo de aplicação interdisciplinar da ciência. Na segunda reunião realizada por esse mesmo grupo, ocorrida em 16 de fevereiro de 1950, foi proposto o termo ergonomia, formado pelas palavras gregas “ergon” que significa trabalho e “nomos” que significa regras (MURREL, 1965; IIDA, 2005; MERINO, 2011). Dentre as diversas definições do conceito de ergonomia estabelecidas pelas instituições Ergonomics Society (Inglaterra), Associação Brasileira de Ergonomia (Brasil), International Ergonomics Association (âmbito internacional) e Société d’ergonomie de Langue Française (França), destaca-se que todas visam ressaltar o caráter interdisciplinar e a interação entre o homem e o trabalho no sistema homem-máquina-ambiente (IIDA, 2005; FALZON, 2007).
A ergonomia cognitiva, também conhecida como engenharia psicológica, refere-se aos processos mentais, tais como percepção, atenção, cognição, controle motor, armazenamento e recuperação de memória, e como eles afetam as interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. Tópicos relevantes incluem carga mental de trabalho, vigilância, tomada de decisão, trabalho de precisão, desempenho de habilidades, erro humano, interação entre ser humano, máquinas e computadores, estresse e fadiga.
Considerando que a carga de trabalho afeta diretamente aspectos físicos e mentais do indivíduo e, consequentemente, seu desempenho, assinale a alternativa CORRETA, que corresponde a um dos instrumentos existentes para a avaliação da percepção dos indivíduos em relação às exigências cognitivas e à carga de trabalho de forma multidimensional.
A aposentadoria especial surgiu com o objetivo de retirar o obreiro do ambiente de trabalho nocivo, antes que ele desenvolvesse um dano irreversível à sua saúde. Sendo assim, a referida aposentadoria foi elaborada com a finalidade de compensar os trabalhadores que exercem atividades prejudiciais à saúde, por exemplo, metalúrgicos, mineradores, médicos, enfermeiros, entre outros, bem como, aos que têm sua integridade física ameaçada, como os vigilantes e eletricistas. No Brasil, a primeira legislação a tratar da aposentadoria especial foi a Lei n.º 3.807, de 26 de agosto de 1960, a qual estabelecia que seria concedido tal benefício ao segurado que tivesse, no mínimo, 50 (cinquenta) anos de idade e 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, a depender da atividade profissional considerada penosa, insalubre ou perigosa. O Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) é o documento histórico-laboral do trabalhador, segundo modelo instituído pelo INSS que, entre outras informações, deve conter o resultado das avaliações ambientais, o nome dos responsáveis pela monitoração biológica e das avaliações ambientais, os resultados de monitoração biológica e das avaliações ambientais, e os dados administrativos correspondentes.
Considerando a cronologia dos formulários exigidos pelo INSS assinale a alternativa CORRETA, que corresponde à data em que se tornou obrigatório o PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário.
Por anos, o inconveniente do acidente relacionado ao trabalho retirou a vida de muitos trabalhadores brasileiros. Com o intuito de abater esta fatalidade, as indústrias começaram a pensar nos serviços de saúde do trabalhador. Na década de 1970, o governo federal deu entrada a uma série de leis e medidas que iriam cultivar a saúde do colaborador. Por conta disto, foi criada também a CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho), que coloca os próprios trabalhadores das empresas como investigantes dos riscos que podem levar aos acidentes de trabalho. Considerando as atribuições da CIPA (NR 5.3.1), assinale a alternativa CORRETA, que corresponde a uma das atribuições da CIPA:
A melhoria da segurança, da saúde e do meio ambiente de trabalho, além de aumentar a produtividade, diminui o custo do produto, pois diminui as interrupções no processo, o absenteísmo e os acidentes e/ou doenças ocupacionais. Para isto, é necessário um planejamento que permita a participação da alta administração e dos empregados na busca de soluções práticas e economicamente viáveis (ARANTES, 2005). Cada vez mais, destacam-se as preocupações do governo, empresários e sindicatos em melhorar a segurança, a saúde e as condições do meio ambiente de trabalho. Os aspectos preventivos envolvidos na segurança do trabalho buscam minimizar os riscos e as condições inadequadas e incorporar a melhoria contínua das condições de trabalho, introduzindo requisitos mínimos de segurança cada vez mais rígidos. A utilização de indicadores biológicos em programas de prevenção dos efeitos decorrentes da exposição profissional a agentes químicos vem, cada vez mais, a ser objeto da investigação científica, no sentido de proporcionar mais e melhores instrumentos de efetiva vigilância da saúde dos trabalhadores expostos. A NR 7, em seu Anexo I, trata da monitoração da exposição ocupacional a agentes químicos em que o Quadro 1 traz os Indicadores Biológicos de Exposição Excessiva (IBE/EE).
Considerando a substância 2-propanol (CAS 67-63-0), assinale a alternativa CORRETA que corresponde a um dos indicadores biológicos para essa substância.
O pó de madeira é uma das exposições ocupacionais mais comuns, com cerca de 3,6 milhões de trabalhadores na indústria da madeira na Europa. Partículas de madeira podem depositar-se no nariz e no trato respiratório, e causar efeitos/danos à saúde. Estudos sobre os efeitos na saúde de trabalhadores expostos a cinzas provenientes da queima de biomassa em instalações de geração de energia são limitados.
Um estudo realizado em uma determinada central elétrica consistiu na Avaliação da Exposição Ocupacional a Poeiras de Madeira e Poeiras de Cinza, que tem como ramo de atividade a produção de energia elétrica a partir de biomassa florestal. Este estudo teve como principal objetivo determinar a concentração de poeiras de madeira e poeiras de cinza a que os trabalhadores se encontram expostos no seu local de trabalho. A metodologia a ser adotada para a quantificação dos agentes deve ser baseada em parâmetros que relacionem a medição com o risco à saúde do trabalhador, adotando os procedimentos da NHO da Fundacentro, que têm como referências, critérios harmonizados com a American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH®), previstos na NR 9 (Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos, item 9.6.1.1 “que na ausência de limites de tolerância previstos na NR-15 e seus anexos, devem ser utilizados como referência para a adoção de medidas de prevenção aqueles previstos pela American Conference of Governmental Industrial Higyenists - ACGIH” (Portaria n.º 6.735, de 10 de março de 2020, que aprovou, portanto, a nova redação da Norma Regulamentadora n.º 9).
No que diz respeito ao limite de exposição ocupacional para poeira de madeira, assinale a alternativa CORRETA, que corresponde ao Limite de Exposição Ocupacional para poeira de madeira adotado pela ACGIH (2024) - fração inalável, referente a todas as outras espécies.
Sobre o ruído, podemos dizer que ele é um dos riscos ocupacionais mais comuns nos locais de trabalho. No caso dos americanos, temos dados dos Centros de Controle de Doença CDC/Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (NIOSH), que estimam em 22 milhões de trabalhadores nos Estados Unidos expostos a ruídos perigosos. A exposição a altos níveis de ruído pode causar perda auditiva, criar estresse físico e psicológico, reduzir a produtividade, interferir na comunicação e contribuir para ocorrência de acidentes e lesões. A efetividade das medidas de proteção auditiva é a confluência da eficácia e da eficiência. Podemos utilizar uma forma, estruturada por etapas: a primeira etapa é a identificação das fontes de ruído; a segunda é reconhecer as suas principais origens; a terceira é analisar quais medidas de controle podem ser implementadas; a quarta é definir um plano de ação do controle/tratamento das fontes de ruído; as etapas posteriores irão completar o ciclo denominado de PDCA (Plan/Planejar, Do/Fazer, Check/ Controlar, Action/Ação). Todas essas etapas devem seguir uma hierarquia de medidas de controle.
No que diz respeito à hierarquia de medidas de controles, assinale a alternativa CORRETA, que corresponde às 5 etapas da hierarquia de medidas de controles.
As normas técnicas para avaliação dos agentes físicos ruído e vibrações humanas, que podem estar presentes nos ambientes de trabalho, estão contidas tanto nas Normas Regulamentadoras (NR) 9 e 15, respectivamente Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos e Atividades e Operações Insalubres, quanto nas Normas de Higiene Ocupacional (NHO) 01, 09 e 10 que abordam, respectivamente a avaliação da exposição ao ruído, da exposição de corpo inteiro à vibração e da exposição de mãos e braços à vibração. É importante enfatizar que, para o ruído, a NHO 01 está mais atualizada do que a NR 15 e que, portanto, sob a ótica da prevenção, é mais adequado que seja ela a ser utilizada para a avaliação das exposições dos trabalhadores. Em fevereiro de 2015 foi publicado o acórdão do julgamento do Supremo Tribunal Federal do Agravo de Recurso Extraordinário (ARE) 664.335, referente à eficácia de Protetores Auditivos (PA) para neutralizar a nocividade do agente físico ruído no ambiente de trabalho, assentando a tese de que, na hipótese de exposição do trabalhador ao ruído acima dos limites legais de tolerância, a declaração do empregador, no âmbito do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), da eficácia do Equipamento de Proteção Individual (EPI), não descaracteriza o tempo de serviço especial para aposentadoria. O ARE traz pelo menos 3 (três) argumentos importantes para justificar a decisão. No que diz respeito ao ARE 664.335, assinale a alternativa CORRETA, que corresponde a um dos argumentos referenciados pela ARE 664.335.
Os indicadores de desempenho de SSO são parâmetros de avaliação da qualidade e eficácia das ações de saúde, segurança e bem-estar. Nas atividades envolvendo eletricidade, o risco é iminente visto que, por mais que se utilize medidas de controle, não há eliminação dos mesmos, por isso, torna-se necessário a presença de uma equipe que promova a segurança ocupacional de forma ativa e comprometida com o cuidado e zelo pelos colaboradores, sendo de suma importância a adoção e estabelecimento de medidas para gerenciamento dos riscos. Para auxiliar no gerenciamento do desempenho das rotinas de segurança, tomam-se os indicadores de desempenho do sistema de gestão de segurança e saúde ocupacional como parâmetros para avaliar e mensurar a qualidade e eficácia das ações de promoção da saúde, segurança e bem-estar dos colaboradores no ambiente de trabalho. Esses, normalmente, são representados por medidas numéricas, com a função de estruturar e dar informações sobre questões e tendências consideradas relevantes no assunto. Dessa forma, torna-se possível também identificar os desvios, chamados de não conformidades, e iniciar as ações corretivas necessárias, prevenindo assim eventos que possam comprometer a integridade dos trabalhadores. Eles possibilitam a análise de informações essenciais de monitoramento do sistema de saúde e segurança de uma empresa, bem como, se traçar metas, identificar e corrigir as não conformidades apontadas, além de detectar pontos de oportunidade e melhoria contínua. Neste sentido, a taxa de frequência, a taxa de gravidade e o índice de acidentados compreendem indicadores em SSO - Segurança e Saúde Ocupacional.
Assinale a alternativa CORRETA que indica a NBR ABNT que definiu os indicadores mencionados:
A evolução dos tempos, a globalização e a aplicação das novas tecnologias aos métodos de trabalho, tornaram as empresas mais produtivas e competitivas para atender aos consumidores, que se tornam cada vez mais exigentes. Dentre as exigências, existe a necessidade de valorização e zelo pela saúde e segurança de seus trabalhadores, minimizando os acidentes. Como o trabalho em espaço confinado expõe o trabalhador a condições incompatíveis à vida e causam, frequentemente, acidentes de trabalho fatais, a NR 33 foi editada, com a intenção de estabelecer diretrizes para que este trabalho se realize de forma a zelar pela segurança dos trabalhadores. Santos (2018) define espaço confinado como área de reduzido acesso, mas que permite a entrada total de, pelo menos, um funcionário para execução de tarefas laborais, observando as limitações de entrada e saída, por tempo reduzido, com risco elevado. Para Lima (2016), espaço confinado é qualquer área não projetada para ocupação contínua, a qual tem meios limitados de acesso, e no qual a ventilação existente é insuficiente para a remoção de contaminantes perigosos e/ou deficiência/enriquecimento de oxigênio que possam existir ou se desenvolverem. Vários autores fazem referência aos perigos e riscos em espaço confinado. Rekus (1994) divide os perigos em espaço confinado em duas categorias.
Assinale a alternativa CORRETA que indica as categorias relacionadas por Rekus:
No desenvolvimento de atividades laborais, presentes alguns agentes de riscos que tornem a atividade periculosa ou insalubre, comprovada por nexo causal, a legislação estabelece um adicional salarial como uma contraprestação ao empregado pela exposição a tais riscos, um valor pecuniário estabelecido, sendo um adicional associado à insalubridade e outro associado à periculosidade. É fato que o ordenamento jurídico pátrio, por meio da legislação trabalhista, compreende que o trabalhador que executa um serviço em uma circunstância na qual fica exposto a atividades insalubres e perigosas, merece uma proteção normativa no intuito de minorar o impacto causado a sua saúde. A Súmula n.º 47 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) assegura ao empregado que trabalha em condições insalubres, ainda que intermitente, o direito de recebimento de um adicional sobre o salário-mínimo de acordo com a classificação do grau de insalubridade apurado por profissional qualificado registrado no Ministério do Trabalho. Considerando o enunciado do Anexo 13 da NR 15 – Atividades e Operações Insalubres que atribui o grau máximo de insalubridade para Hidrocarbonetos e Outros Compostos de Carbono relacionado a “Manipulação de alcatrão, breu, betume, antraceno, óleos minerais, óleo queimado, parafina ou outras substâncias cancerígenas afins”, para corroborar a gravidade da nocividade, em 2014, é publicada a Portaria Interministerial n.º 9, de 7/10/2014 que inclui, em seu anexo, a Lista Nacional de Agentes Cancerígenos para Humanos (LINACH). Esta lista classifica, em seu art. 2º, os agentes cancerígenos em 3 grupos distintos (I – Grupo 1 – carcinogênicos para humanos; II – Grupo 2 A – provavelmente carcinogênicos para humanos e III – Grupo 2 B – possivelmente carcinogênicos para humanos).
A CONCAWE (Conservation of Clean Air and Water – Europe - www.concawe.org), uma organização datada de 1963, formada por um pequeno grupo de empresas ligadas à fabricação de óleos minerais, tem por objetivo a pesquisa de tecnologias mais limpas de produção. Muitas literaturas, datadas de 1920, associavam o surgimento de câncer de pele em humanos à utilização de óleos minerais, não refinados ou pouco refinados, juntamente a pobres condições de higiene pessoal. Neste sentido, foi publicado, em março de 2016, um artigo relacionando ao potencial de carcinogenicidade de óleos minerais com o método IP346 (Critical review of the relationship between IP346 and dermal carcinogenic activity). Este estudo, conduzido desde 1994, toma como base o método IP346, publicado em 1980 pelo Instituto de Petróleo, atualmente Instituto de Energia, baseado em Londres, Inglaterra e válido para toda Europa. Este método foi atualizado em 2004 e tem por objetivo identificar hidrocarbonetos poliaromáticos (HPA) através da extração por DMSO – Dimetilsulfóxido. Assim sendo, é a presença dos HPAs nos óleos minerais que os tornam carcinogênicos. O método IP346 mostra uma forte correlação entre a incidência de câncer de pele e a extração por DMSO, especificamente quanto à quantidade de HPAs.
Considerando a relação da quantidade de extrato de HAPs relacionada à classificação de carcinogenicidade, assinale a alternativa CORRETA, que expressa o percentual de extrato de DMSO que sugere a classificação de carcinogenicidade.
A energia elétrica se constitui em um elemento que se tornou imprescindível para a humanidade, por gerar diversos benefícios para a população, bem-estar, conforto entre outros. Existem diversas formas de geração, como a produzida pelo vento, pela hidroelétrica, por bateria voltaica, pelo sol, pela maré, pelos combustíveis fósseis etc. (QUEIROZ, 2011). Iluminação pública é o serviço que tem, entre os seus objetivos, promover a claridade não natural nos logradouros, durante o período noturno ou quando ocorre o escurecimento, visando a segurança, o conforto e a capacidade de visualização das coisas ao seu redor. Também faz parte a iluminação de monumentos, fachadas, fontes luminosas, obras de arte entre outros. As instalações que integram a iluminação pública são compostas de lâmpadas, luminárias, braços e suportes para a instalação de equipamentos de iluminação, postes, contatores, relés entre outros. A área de abrangência pode ser rural ou urbana - sede, distrito, comunidade, povoado. A altura convencional do ponto de iluminação é de 8,0 metros, porém, pode existir, em alguns casos específicos, altura superior à convencional (LIMA; GOUVEIA, 2019). A manutenção da iluminação pública consiste no restabelecimento da iluminação nos locais em que o seu funcionamento não esteja adequado, com a substituição de itens defeituosos, sendo o serviço executado, algumas vezes, sob a linha de alta tensão, normalmente 13.800 volts e, em paralelo, com as linhas de baixa tensão e próximo aos transformadores, condição essa que faz jus ao recebimento de periculosidade e o uso de equipamentos de proteção individual - EPI e coletiva - EPC equivalente ao nível de exposição ao risco (LIMA; GOUVEIA, 2019). Considerando o Quadro 1 do Anexo 4 da NR 16, que apresenta as atividades/áreas de risco, assinale a alternativa CORRETA, que indica as áreas de risco que correspondem às atividades constantes no item 4.1 (de construção, operação e manutenção de redes de linhas aéreas ou subterrâneas de alta e baixa tensão integrantes do SEP, energizados ou desenergizados, mas com possibilidade de energização acidental ou por falha operacional):
Segundo a NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais -, especial atenção deve ser dada aos cabos de aço, cordas, correntes, roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados, permanentemente, substituindo-se as suas partes defeituosas. Os cabos de aço são utilizados em diversas aplicações industriais, como elementos estruturais ou como elementos para fins de transporte. Em cabos que funcionam sobre polias, principal sistema de tração utilizado na indústria de elevação, é produzido um movimento oscilatório entre os arames do cabo e o desgaste, naturalmente, tende a ocorrer (CRUZADO, 2012). Os fenômenos tribológicos podem ser observados no nosso dia a dia, quando deslocamos móveis, lubrificamos um portão para facilitar o movimento ou, até mesmo, quando precisamos substituir pneus desgastados de um carro. Na indústria, as aplicações são diversas e vão desde a manutenção de equipamentos até o funcionamento de dispositivos de segurança. São exemplos de aplicações tribológicas: relação de cabos de aço e polias, redutor rosca sem fim/coroa, processos de laminação de roscas em parafusos, relação sapatas/discos de freio e funcionamento do freio de segurança em elevadores, entre outros. A Tribologia é conceituada como o estudo de três eventos, sendo que esses eventos podem interagir simultaneamente em um sistema, por meio de intercâmbios macro ou microscópicos, que interferem diretamente na vida dos seus componentes. Considerando os três eventos conceituados pelo estudo da Tribologia, assinale a alternativa CORRETA que representa esses três eventos.