Questões de Concurso Para seduc-to

Foram encontradas 840 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3002724 Português

Texto VI


Nossa Língua Portuguesa



Quando alguém fala com orgulho da garra da

agremiação por que torce, está-se utilizando, embora

já com uma derivação de significado, de um termo de

origem basca. Dos celtas herdamos as palavras carro,

5 cabana e cerveja. A brasa, que dominava a música

jovem dos anos sessenta, é de origem germânica,

assim como guerra e ganhar, o que prova que aqueles

bárbaros eram mesmo avançados. E é bem fácil

reconhecer a maioria das palavras árabes existentes

10 no nosso idioma por causa da presença, no início

delas, do artigo invariável al. Assim, alfazema, alfaiate,

alfange, azeite e açougue, onde o l do artigo foi assi-

milado pelas consoantes z e c.

A descoberta dessas influências faz parte do

15 estudo da nossa língua, hoje falada por mais de 180

milhões de pessoas.

Levada pelos conquistadores lusitanos, no

alvorecer da era moderna da história ocidental, ela

saiu da pequenina casa portuguesa e cruzou os

20 “mares nunca dantes navegados”, aportando em

terras longínquas de Ásia, África e América, onde veio

a adquirir novos matizes em contato com os idiomas

locais que iria sobrepujar. Atualmente seu domínio

abrange mais de 10.600.000 km2, ou seja, o equivalente

25 à sétima parte da Terra.

E dizer-se que tudo começou em eras

remotíssimas, numa parte da Itália, o Lácio, região

habitada por um povo de pastores, rude e prático, que

falava o Latim. Este, de simples dialeto que era então,

30 iria passar a língua principal da Península Itálica, à

medida que os romanos se expandiam e aprimoravam

sua cultura em contato com a grega. Dotados de um

agudíssimo tino político, legislativo e administrativo, os

latinos vão conquistar e governar, durante largo tempo,

35 um dos mais vastos impérios de que a História tem

notícia, no qual semearam, com mãos hábeis, seus

costumes e seu idioma. O nosso, oriundo do Latim,

começou a nascer quando, no século III a.C., levadas

pelas fúrias das Guerras Púnicas, as águias romanas

40 chegaram à Hispânia, e, dentro desta, à Lusitânia,

região correspondente à zona ocidental da Península

Ibérica e que abrangia a quase totalidade do Portugal

de hoje.

A realidade étnica e linguística da Hispânia era

45 das mais complexas antes da chegada dos romanos.

Bascos, iberos, tartéssios, lígures e celtas, como povos

que nela se fixaram em épocas e regiões distintas e

que ali terminaram por conviver, além de gregos e

fenícios que, como povos itinerantes, lá estabeleceram

50 suas colônias, eis a mistura de raças, costumes e

idiomas a que vão se sobrepor a cultura e a língua

latina. Esta era levada às regiões conquistadas não na

sua forma literária, escrita, mas pela boca do povo, na

sua forma popular.

55 À diferença do das pessoas, no registro dos

idiomas não há data precisa de nascimento, pois não

há linguista que possa fixar o momento do parto de uma

língua. Esta evolui paulatinamente com relação a um

idioma do qual se origina e do qual se diversifica em

60 sua fase originária, sem, no entanto, quebrar aquela

linha evolutiva que o mantém basicamente o mesmo,

apenas com fisionomia diversa, em cada etapa de sua

vida.

Daí o dever dizer-se, a bem da verdade

65 linguística, que a língua portuguesa é a fase atual

daquele Latim lusitânico que antes de ser Português

foi o Romanço lusitânico, nome que se dá ao idioma

falado naquela faixa de tempo em que o Latim come-

çou a diversificar-se inexoravelmente.



GUANABARA, Célia Therezinha O. Nossa Língua Portuguesa.

In: Enciclopédia Bloch, ano 1, no1, maio de 1967. (Adaptado)

Na construção de frases na língua portuguesa padrão, é preciso observar a regra de concordância segundo a qual o nome adjetivo concorda com o nome substantivo em gênero e número. É o que ocorre no trecho seguinte:

Alternativas
Q3002722 Português

Texto VI


Nossa Língua Portuguesa



Quando alguém fala com orgulho da garra da

agremiação por que torce, está-se utilizando, embora

já com uma derivação de significado, de um termo de

origem basca. Dos celtas herdamos as palavras carro,

5 cabana e cerveja. A brasa, que dominava a música

jovem dos anos sessenta, é de origem germânica,

assim como guerra e ganhar, o que prova que aqueles

bárbaros eram mesmo avançados. E é bem fácil

reconhecer a maioria das palavras árabes existentes

10 no nosso idioma por causa da presença, no início

delas, do artigo invariável al. Assim, alfazema, alfaiate,

alfange, azeite e açougue, onde o l do artigo foi assi-

milado pelas consoantes z e c.

A descoberta dessas influências faz parte do

15 estudo da nossa língua, hoje falada por mais de 180

milhões de pessoas.

Levada pelos conquistadores lusitanos, no

alvorecer da era moderna da história ocidental, ela

saiu da pequenina casa portuguesa e cruzou os

20 “mares nunca dantes navegados”, aportando em

terras longínquas de Ásia, África e América, onde veio

a adquirir novos matizes em contato com os idiomas

locais que iria sobrepujar. Atualmente seu domínio

abrange mais de 10.600.000 km2, ou seja, o equivalente

25 à sétima parte da Terra.

E dizer-se que tudo começou em eras

remotíssimas, numa parte da Itália, o Lácio, região

habitada por um povo de pastores, rude e prático, que

falava o Latim. Este, de simples dialeto que era então,

30 iria passar a língua principal da Península Itálica, à

medida que os romanos se expandiam e aprimoravam

sua cultura em contato com a grega. Dotados de um

agudíssimo tino político, legislativo e administrativo, os

latinos vão conquistar e governar, durante largo tempo,

35 um dos mais vastos impérios de que a História tem

notícia, no qual semearam, com mãos hábeis, seus

costumes e seu idioma. O nosso, oriundo do Latim,

começou a nascer quando, no século III a.C., levadas

pelas fúrias das Guerras Púnicas, as águias romanas

40 chegaram à Hispânia, e, dentro desta, à Lusitânia,

região correspondente à zona ocidental da Península

Ibérica e que abrangia a quase totalidade do Portugal

de hoje.

A realidade étnica e linguística da Hispânia era

45 das mais complexas antes da chegada dos romanos.

Bascos, iberos, tartéssios, lígures e celtas, como povos

que nela se fixaram em épocas e regiões distintas e

que ali terminaram por conviver, além de gregos e

fenícios que, como povos itinerantes, lá estabeleceram

50 suas colônias, eis a mistura de raças, costumes e

idiomas a que vão se sobrepor a cultura e a língua

latina. Esta era levada às regiões conquistadas não na

sua forma literária, escrita, mas pela boca do povo, na

sua forma popular.

55 À diferença do das pessoas, no registro dos

idiomas não há data precisa de nascimento, pois não

há linguista que possa fixar o momento do parto de uma

língua. Esta evolui paulatinamente com relação a um

idioma do qual se origina e do qual se diversifica em

60 sua fase originária, sem, no entanto, quebrar aquela

linha evolutiva que o mantém basicamente o mesmo,

apenas com fisionomia diversa, em cada etapa de sua

vida.

Daí o dever dizer-se, a bem da verdade

65 linguística, que a língua portuguesa é a fase atual

daquele Latim lusitânico que antes de ser Português

foi o Romanço lusitânico, nome que se dá ao idioma

falado naquela faixa de tempo em que o Latim come-

çou a diversificar-se inexoravelmente.



GUANABARA, Célia Therezinha O. Nossa Língua Portuguesa.

In: Enciclopédia Bloch, ano 1, no1, maio de 1967. (Adaptado)

Com base no Texto VI, considere as afirmações a seguir.


I - Em “...um agudíssimo tino político,” ( 32-33), o termo “agudíssimo” é formado por um pseudoprefixo.

II - Em “E dizer-se que tudo começou em eras remotíssimas,” ( 26-27), o conector “que” introduz uma oração subordinada substantiva subjetiva.

III - A troca de posição da tonicidade das palavras “influência” e “música” pode criar novo vocábulo.


Está(ão) correta(s) APENAS a(s) afirmação(ões)

Alternativas
Q3002720 Português

Texto VI


Nossa Língua Portuguesa



Quando alguém fala com orgulho da garra da

agremiação por que torce, está-se utilizando, embora

já com uma derivação de significado, de um termo de

origem basca. Dos celtas herdamos as palavras carro,

5 cabana e cerveja. A brasa, que dominava a música

jovem dos anos sessenta, é de origem germânica,

assim como guerra e ganhar, o que prova que aqueles

bárbaros eram mesmo avançados. E é bem fácil

reconhecer a maioria das palavras árabes existentes

10 no nosso idioma por causa da presença, no início

delas, do artigo invariável al. Assim, alfazema, alfaiate,

alfange, azeite e açougue, onde o l do artigo foi assi-

milado pelas consoantes z e c.

A descoberta dessas influências faz parte do

15 estudo da nossa língua, hoje falada por mais de 180

milhões de pessoas.

Levada pelos conquistadores lusitanos, no

alvorecer da era moderna da história ocidental, ela

saiu da pequenina casa portuguesa e cruzou os

20 “mares nunca dantes navegados”, aportando em

terras longínquas de Ásia, África e América, onde veio

a adquirir novos matizes em contato com os idiomas

locais que iria sobrepujar. Atualmente seu domínio

abrange mais de 10.600.000 km2, ou seja, o equivalente

25 à sétima parte da Terra.

E dizer-se que tudo começou em eras

remotíssimas, numa parte da Itália, o Lácio, região

habitada por um povo de pastores, rude e prático, que

falava o Latim. Este, de simples dialeto que era então,

30 iria passar a língua principal da Península Itálica, à

medida que os romanos se expandiam e aprimoravam

sua cultura em contato com a grega. Dotados de um

agudíssimo tino político, legislativo e administrativo, os

latinos vão conquistar e governar, durante largo tempo,

35 um dos mais vastos impérios de que a História tem

notícia, no qual semearam, com mãos hábeis, seus

costumes e seu idioma. O nosso, oriundo do Latim,

começou a nascer quando, no século III a.C., levadas

pelas fúrias das Guerras Púnicas, as águias romanas

40 chegaram à Hispânia, e, dentro desta, à Lusitânia,

região correspondente à zona ocidental da Península

Ibérica e que abrangia a quase totalidade do Portugal

de hoje.

A realidade étnica e linguística da Hispânia era

45 das mais complexas antes da chegada dos romanos.

Bascos, iberos, tartéssios, lígures e celtas, como povos

que nela se fixaram em épocas e regiões distintas e

que ali terminaram por conviver, além de gregos e

fenícios que, como povos itinerantes, lá estabeleceram

50 suas colônias, eis a mistura de raças, costumes e

idiomas a que vão se sobrepor a cultura e a língua

latina. Esta era levada às regiões conquistadas não na

sua forma literária, escrita, mas pela boca do povo, na

sua forma popular.

55 À diferença do das pessoas, no registro dos

idiomas não há data precisa de nascimento, pois não

há linguista que possa fixar o momento do parto de uma

língua. Esta evolui paulatinamente com relação a um

idioma do qual se origina e do qual se diversifica em

60 sua fase originária, sem, no entanto, quebrar aquela

linha evolutiva que o mantém basicamente o mesmo,

apenas com fisionomia diversa, em cada etapa de sua

vida.

Daí o dever dizer-se, a bem da verdade

65 linguística, que a língua portuguesa é a fase atual

daquele Latim lusitânico que antes de ser Português

foi o Romanço lusitânico, nome que se dá ao idioma

falado naquela faixa de tempo em que o Latim come-

çou a diversificar-se inexoravelmente.



GUANABARA, Célia Therezinha O. Nossa Língua Portuguesa.

In: Enciclopédia Bloch, ano 1, no1, maio de 1967. (Adaptado)

Há correlação adequada entre o recurso linguístico utilizado e o exemplo selecionado em

Alternativas
Q3002718 Português

Texto VI


Nossa Língua Portuguesa



Quando alguém fala com orgulho da garra da

agremiação por que torce, está-se utilizando, embora

já com uma derivação de significado, de um termo de

origem basca. Dos celtas herdamos as palavras carro,

5 cabana e cerveja. A brasa, que dominava a música

jovem dos anos sessenta, é de origem germânica,

assim como guerra e ganhar, o que prova que aqueles

bárbaros eram mesmo avançados. E é bem fácil

reconhecer a maioria das palavras árabes existentes

10 no nosso idioma por causa da presença, no início

delas, do artigo invariável al. Assim, alfazema, alfaiate,

alfange, azeite e açougue, onde o l do artigo foi assi-

milado pelas consoantes z e c.

A descoberta dessas influências faz parte do

15 estudo da nossa língua, hoje falada por mais de 180

milhões de pessoas.

Levada pelos conquistadores lusitanos, no

alvorecer da era moderna da história ocidental, ela

saiu da pequenina casa portuguesa e cruzou os

20 “mares nunca dantes navegados”, aportando em

terras longínquas de Ásia, África e América, onde veio

a adquirir novos matizes em contato com os idiomas

locais que iria sobrepujar. Atualmente seu domínio

abrange mais de 10.600.000 km2, ou seja, o equivalente

25 à sétima parte da Terra.

E dizer-se que tudo começou em eras

remotíssimas, numa parte da Itália, o Lácio, região

habitada por um povo de pastores, rude e prático, que

falava o Latim. Este, de simples dialeto que era então,

30 iria passar a língua principal da Península Itálica, à

medida que os romanos se expandiam e aprimoravam

sua cultura em contato com a grega. Dotados de um

agudíssimo tino político, legislativo e administrativo, os

latinos vão conquistar e governar, durante largo tempo,

35 um dos mais vastos impérios de que a História tem

notícia, no qual semearam, com mãos hábeis, seus

costumes e seu idioma. O nosso, oriundo do Latim,

começou a nascer quando, no século III a.C., levadas

pelas fúrias das Guerras Púnicas, as águias romanas

40 chegaram à Hispânia, e, dentro desta, à Lusitânia,

região correspondente à zona ocidental da Península

Ibérica e que abrangia a quase totalidade do Portugal

de hoje.

A realidade étnica e linguística da Hispânia era

45 das mais complexas antes da chegada dos romanos.

Bascos, iberos, tartéssios, lígures e celtas, como povos

que nela se fixaram em épocas e regiões distintas e

que ali terminaram por conviver, além de gregos e

fenícios que, como povos itinerantes, lá estabeleceram

50 suas colônias, eis a mistura de raças, costumes e

idiomas a que vão se sobrepor a cultura e a língua

latina. Esta era levada às regiões conquistadas não na

sua forma literária, escrita, mas pela boca do povo, na

sua forma popular.

55 À diferença do das pessoas, no registro dos

idiomas não há data precisa de nascimento, pois não

há linguista que possa fixar o momento do parto de uma

língua. Esta evolui paulatinamente com relação a um

idioma do qual se origina e do qual se diversifica em

60 sua fase originária, sem, no entanto, quebrar aquela

linha evolutiva que o mantém basicamente o mesmo,

apenas com fisionomia diversa, em cada etapa de sua

vida.

Daí o dever dizer-se, a bem da verdade

65 linguística, que a língua portuguesa é a fase atual

daquele Latim lusitânico que antes de ser Português

foi o Romanço lusitânico, nome que se dá ao idioma

falado naquela faixa de tempo em que o Latim come-

çou a diversificar-se inexoravelmente.



GUANABARA, Célia Therezinha O. Nossa Língua Portuguesa.

In: Enciclopédia Bloch, ano 1, no1, maio de 1967. (Adaptado)

Ao mesmo tempo em que os romanos estendiam os seus domínios, romanizavam a Península Ibérica, isto é,

Alternativas
Q3002717 Português

Texto VI


Nossa Língua Portuguesa



Quando alguém fala com orgulho da garra da

agremiação por que torce, está-se utilizando, embora

já com uma derivação de significado, de um termo de

origem basca. Dos celtas herdamos as palavras carro,

5 cabana e cerveja. A brasa, que dominava a música

jovem dos anos sessenta, é de origem germânica,

assim como guerra e ganhar, o que prova que aqueles

bárbaros eram mesmo avançados. E é bem fácil

reconhecer a maioria das palavras árabes existentes

10 no nosso idioma por causa da presença, no início

delas, do artigo invariável al. Assim, alfazema, alfaiate,

alfange, azeite e açougue, onde o l do artigo foi assi-

milado pelas consoantes z e c.

A descoberta dessas influências faz parte do

15 estudo da nossa língua, hoje falada por mais de 180

milhões de pessoas.

Levada pelos conquistadores lusitanos, no

alvorecer da era moderna da história ocidental, ela

saiu da pequenina casa portuguesa e cruzou os

20 “mares nunca dantes navegados”, aportando em

terras longínquas de Ásia, África e América, onde veio

a adquirir novos matizes em contato com os idiomas

locais que iria sobrepujar. Atualmente seu domínio

abrange mais de 10.600.000 km2, ou seja, o equivalente

25 à sétima parte da Terra.

E dizer-se que tudo começou em eras

remotíssimas, numa parte da Itália, o Lácio, região

habitada por um povo de pastores, rude e prático, que

falava o Latim. Este, de simples dialeto que era então,

30 iria passar a língua principal da Península Itálica, à

medida que os romanos se expandiam e aprimoravam

sua cultura em contato com a grega. Dotados de um

agudíssimo tino político, legislativo e administrativo, os

latinos vão conquistar e governar, durante largo tempo,

35 um dos mais vastos impérios de que a História tem

notícia, no qual semearam, com mãos hábeis, seus

costumes e seu idioma. O nosso, oriundo do Latim,

começou a nascer quando, no século III a.C., levadas

pelas fúrias das Guerras Púnicas, as águias romanas

40 chegaram à Hispânia, e, dentro desta, à Lusitânia,

região correspondente à zona ocidental da Península

Ibérica e que abrangia a quase totalidade do Portugal

de hoje.

A realidade étnica e linguística da Hispânia era

45 das mais complexas antes da chegada dos romanos.

Bascos, iberos, tartéssios, lígures e celtas, como povos

que nela se fixaram em épocas e regiões distintas e

que ali terminaram por conviver, além de gregos e

fenícios que, como povos itinerantes, lá estabeleceram

50 suas colônias, eis a mistura de raças, costumes e

idiomas a que vão se sobrepor a cultura e a língua

latina. Esta era levada às regiões conquistadas não na

sua forma literária, escrita, mas pela boca do povo, na

sua forma popular.

55 À diferença do das pessoas, no registro dos

idiomas não há data precisa de nascimento, pois não

há linguista que possa fixar o momento do parto de uma

língua. Esta evolui paulatinamente com relação a um

idioma do qual se origina e do qual se diversifica em

60 sua fase originária, sem, no entanto, quebrar aquela

linha evolutiva que o mantém basicamente o mesmo,

apenas com fisionomia diversa, em cada etapa de sua

vida.

Daí o dever dizer-se, a bem da verdade

65 linguística, que a língua portuguesa é a fase atual

daquele Latim lusitânico que antes de ser Português

foi o Romanço lusitânico, nome que se dá ao idioma

falado naquela faixa de tempo em que o Latim come-

çou a diversificar-se inexoravelmente.



GUANABARA, Célia Therezinha O. Nossa Língua Portuguesa.

In: Enciclopédia Bloch, ano 1, no1, maio de 1967. (Adaptado)

O Latim introduzido pelos romanos, na Península Ibérica, constituiu a grande camada do vocabulário inicial do Português, influenciada pelo contato com outros povos. Assinale a alternativa que relaciona corretamente as contribuições linguísticas que concorreram para a formação do vocabulário da Língua Portuguesa.

Alternativas
Q3002715 Português

Texto VI


Nossa Língua Portuguesa



Quando alguém fala com orgulho da garra da

agremiação por que torce, está-se utilizando, embora

já com uma derivação de significado, de um termo de

origem basca. Dos celtas herdamos as palavras carro,

5 cabana e cerveja. A brasa, que dominava a música

jovem dos anos sessenta, é de origem germânica,

assim como guerra e ganhar, o que prova que aqueles

bárbaros eram mesmo avançados. E é bem fácil

reconhecer a maioria das palavras árabes existentes

10 no nosso idioma por causa da presença, no início

delas, do artigo invariável al. Assim, alfazema, alfaiate,

alfange, azeite e açougue, onde o l do artigo foi assi-

milado pelas consoantes z e c.

A descoberta dessas influências faz parte do

15 estudo da nossa língua, hoje falada por mais de 180

milhões de pessoas.

Levada pelos conquistadores lusitanos, no

alvorecer da era moderna da história ocidental, ela

saiu da pequenina casa portuguesa e cruzou os

20 “mares nunca dantes navegados”, aportando em

terras longínquas de Ásia, África e América, onde veio

a adquirir novos matizes em contato com os idiomas

locais que iria sobrepujar. Atualmente seu domínio

abrange mais de 10.600.000 km2, ou seja, o equivalente

25 à sétima parte da Terra.

E dizer-se que tudo começou em eras

remotíssimas, numa parte da Itália, o Lácio, região

habitada por um povo de pastores, rude e prático, que

falava o Latim. Este, de simples dialeto que era então,

30 iria passar a língua principal da Península Itálica, à

medida que os romanos se expandiam e aprimoravam

sua cultura em contato com a grega. Dotados de um

agudíssimo tino político, legislativo e administrativo, os

latinos vão conquistar e governar, durante largo tempo,

35 um dos mais vastos impérios de que a História tem

notícia, no qual semearam, com mãos hábeis, seus

costumes e seu idioma. O nosso, oriundo do Latim,

começou a nascer quando, no século III a.C., levadas

pelas fúrias das Guerras Púnicas, as águias romanas

40 chegaram à Hispânia, e, dentro desta, à Lusitânia,

região correspondente à zona ocidental da Península

Ibérica e que abrangia a quase totalidade do Portugal

de hoje.

A realidade étnica e linguística da Hispânia era

45 das mais complexas antes da chegada dos romanos.

Bascos, iberos, tartéssios, lígures e celtas, como povos

que nela se fixaram em épocas e regiões distintas e

que ali terminaram por conviver, além de gregos e

fenícios que, como povos itinerantes, lá estabeleceram

50 suas colônias, eis a mistura de raças, costumes e

idiomas a que vão se sobrepor a cultura e a língua

latina. Esta era levada às regiões conquistadas não na

sua forma literária, escrita, mas pela boca do povo, na

sua forma popular.

55 À diferença do das pessoas, no registro dos

idiomas não há data precisa de nascimento, pois não

há linguista que possa fixar o momento do parto de uma

língua. Esta evolui paulatinamente com relação a um

idioma do qual se origina e do qual se diversifica em

60 sua fase originária, sem, no entanto, quebrar aquela

linha evolutiva que o mantém basicamente o mesmo,

apenas com fisionomia diversa, em cada etapa de sua

vida.

Daí o dever dizer-se, a bem da verdade

65 linguística, que a língua portuguesa é a fase atual

daquele Latim lusitânico que antes de ser Português

foi o Romanço lusitânico, nome que se dá ao idioma

falado naquela faixa de tempo em que o Latim come-

çou a diversificar-se inexoravelmente.



GUANABARA, Célia Therezinha O. Nossa Língua Portuguesa.

In: Enciclopédia Bloch, ano 1, no1, maio de 1967. (Adaptado)

Da afirmação “À diferença do das pessoas, no registro dos idiomas não há data precisa de nascimento, pois não há linguista que possa fixar o momento do parto de uma língua.” (. 55-58), depreende-se que a Língua Portuguesa

Alternativas
Q3002713 Português

Texto V


O Sertanejo


O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o

raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do

litoral.

A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de

5 vista revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável,

o desempeno, a estrutura corretíssima das organiza-

ções atléticas.

Entretanto, toda esta aparência de cansaço

ilude.

10 Nada é mais surpreendente do que vê-la desa-

parecer de improviso. Naquela organização combalida

operam-se, em segundos, transmutações completas.

Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe

o desencadear das energias adormidas. O homem

15 transfigura-se. Empertiga-se; e corrigem-se-lhe,

prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os

efeitos do relaxamento habitual dos órgãos; e da figura

vulgar do tabaréu canhestro, reponta inesperadamente

o aspecto dominador de um titã acobreado e potente,

20 num desdobramento surpreendente de força e

agilidade extraordinárias.


CUNHA, Euclides da. Os sertões; Campanha de Canudos. Edição,

prefácio, cronologia, notas e índices de Leopoldo M. Bernucci.

São Paulo: Ateliê Editorial, 2001, p. 207-208.

Com referência às palavras e expressões empregadas no texto, está correto o que se afirma em

Alternativas
Q3002708 Português

Texto V


O Sertanejo


O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o

raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do

litoral.

A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de

5 vista revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável,

o desempeno, a estrutura corretíssima das organiza-

ções atléticas.

Entretanto, toda esta aparência de cansaço

ilude.

10 Nada é mais surpreendente do que vê-la desa-

parecer de improviso. Naquela organização combalida

operam-se, em segundos, transmutações completas.

Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe

o desencadear das energias adormidas. O homem

15 transfigura-se. Empertiga-se; e corrigem-se-lhe,

prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os

efeitos do relaxamento habitual dos órgãos; e da figura

vulgar do tabaréu canhestro, reponta inesperadamente

o aspecto dominador de um titã acobreado e potente,

20 num desdobramento surpreendente de força e

agilidade extraordinárias.


CUNHA, Euclides da. Os sertões; Campanha de Canudos. Edição,

prefácio, cronologia, notas e índices de Leopoldo M. Bernucci.

São Paulo: Ateliê Editorial, 2001, p. 207-208.

O uso do presente do indicativo no texto euclidiano tem a função semântico-discursiva de

Alternativas
Q3002706 Português

Texto V


O Sertanejo


O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o

raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do

litoral.

A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de

5 vista revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável,

o desempeno, a estrutura corretíssima das organiza-

ções atléticas.

Entretanto, toda esta aparência de cansaço

ilude.

10 Nada é mais surpreendente do que vê-la desa-

parecer de improviso. Naquela organização combalida

operam-se, em segundos, transmutações completas.

Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe

o desencadear das energias adormidas. O homem

15 transfigura-se. Empertiga-se; e corrigem-se-lhe,

prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os

efeitos do relaxamento habitual dos órgãos; e da figura

vulgar do tabaréu canhestro, reponta inesperadamente

o aspecto dominador de um titã acobreado e potente,

20 num desdobramento surpreendente de força e

agilidade extraordinárias.


CUNHA, Euclides da. Os sertões; Campanha de Canudos. Edição,

prefácio, cronologia, notas e índices de Leopoldo M. Bernucci.

São Paulo: Ateliê Editorial, 2001, p. 207-208.

No período “Naquela organização combalida operam-se, em segundos, transmutações completas.” (. 11-12), o verbo da oração está na voz

Alternativas
Q3002701 Português

Texto IV


CAPÍTULO PRIMEIRO


Rubião fitava a enseada — eram oito horas da

manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no

cordão do chambre, à janela de uma grande casa de

Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de

5 água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava

em outra coisa. Cotejava o passado com o presente.

Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capita-

lista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de

Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para

10 a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e

para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo

entra na mesma sensação de propriedade.

“Vejam como Deus escreve direito por linhas

tortas”, pensa ele. “Se mana Piedade tem casado com

15 Quincas Borba, apenas me daria uma esperança

colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo

comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...”


CAPÍTULO II


Que abismo que há entre o espírito e o coração!

20 O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento,

arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa

que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a

bater de alegria. Que lhe importa a canoa nem o

canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham,

25 arregalados? Ele, coração, vai dizendo que, uma vez

que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não

casasse; podia vir um filho ou uma filha... — Bonita

canoa! — Antes assim! — Como obedece bem aos

remos do homem! — O certo é que eles estão no Céu!



ASSIS, Machado de. Quincas Borba. In: Obra completa.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008, v. 1, p. 761-762.

A forma verbal do fragmento apresenta ideia de hipótese ou possibilidade em

Alternativas
Q3002686 Português

Texto IV


CAPÍTULO PRIMEIRO


Rubião fitava a enseada — eram oito horas da

manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no

cordão do chambre, à janela de uma grande casa de

Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de

5 água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava

em outra coisa. Cotejava o passado com o presente.

Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capita-

lista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de

Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para

10 a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e

para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo

entra na mesma sensação de propriedade.

“Vejam como Deus escreve direito por linhas

tortas”, pensa ele. “Se mana Piedade tem casado com

15 Quincas Borba, apenas me daria uma esperança

colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo

comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...”


CAPÍTULO II


Que abismo que há entre o espírito e o coração!

20 O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento,

arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa

que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a

bater de alegria. Que lhe importa a canoa nem o

canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham,

25 arregalados? Ele, coração, vai dizendo que, uma vez

que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não

casasse; podia vir um filho ou uma filha... — Bonita

canoa! — Antes assim! — Como obedece bem aos

remos do homem! — O certo é que eles estão no Céu!



ASSIS, Machado de. Quincas Borba. In: Obra completa.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008, v. 1, p. 761-762.

Nas frases “Que era, há um ano?” (. 7) e “Que abismo que há entre o espírito e o coração!” (. 19), justifica-se, respectivamente, o emprego do verbo haver para

Alternativas
Q3002682 Português

Texto IV


CAPÍTULO PRIMEIRO


Rubião fitava a enseada — eram oito horas da

manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no

cordão do chambre, à janela de uma grande casa de

Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de

5 água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava

em outra coisa. Cotejava o passado com o presente.

Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capita-

lista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de

Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para

10 a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e

para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo

entra na mesma sensação de propriedade.

“Vejam como Deus escreve direito por linhas

tortas”, pensa ele. “Se mana Piedade tem casado com

15 Quincas Borba, apenas me daria uma esperança

colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo

comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...”


CAPÍTULO II


Que abismo que há entre o espírito e o coração!

20 O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento,

arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa

que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a

bater de alegria. Que lhe importa a canoa nem o

canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham,

25 arregalados? Ele, coração, vai dizendo que, uma vez

que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não

casasse; podia vir um filho ou uma filha... — Bonita

canoa! — Antes assim! — Como obedece bem aos

remos do homem! — O certo é que eles estão no Céu!



ASSIS, Machado de. Quincas Borba. In: Obra completa.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008, v. 1, p. 761-762.

Faz parte do estilo machadiano a evocação direta do leitor/interlocutor. Essa estratégia está empregada no seguinte fragmento:

Alternativas
Q3002680 Português

Texto IV


CAPÍTULO PRIMEIRO


Rubião fitava a enseada — eram oito horas da

manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no

cordão do chambre, à janela de uma grande casa de

Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de

5 água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava

em outra coisa. Cotejava o passado com o presente.

Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capita-

lista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de

Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para

10 a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e

para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo

entra na mesma sensação de propriedade.

“Vejam como Deus escreve direito por linhas

tortas”, pensa ele. “Se mana Piedade tem casado com

15 Quincas Borba, apenas me daria uma esperança

colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo

comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...”


CAPÍTULO II


Que abismo que há entre o espírito e o coração!

20 O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento,

arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa

que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a

bater de alegria. Que lhe importa a canoa nem o

canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham,

25 arregalados? Ele, coração, vai dizendo que, uma vez

que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não

casasse; podia vir um filho ou uma filha... — Bonita

canoa! — Antes assim! — Como obedece bem aos

remos do homem! — O certo é que eles estão no Céu!



ASSIS, Machado de. Quincas Borba. In: Obra completa.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008, v. 1, p. 761-762.

Na frase “Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha)” (. 9), as vírgulas foram empregadas, respectivamente, para separar termos de

Alternativas
Q3002675 Português

Texto IV


CAPÍTULO PRIMEIRO


Rubião fitava a enseada — eram oito horas da

manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no

cordão do chambre, à janela de uma grande casa de

Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de

5 água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava

em outra coisa. Cotejava o passado com o presente.

Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capita-

lista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de

Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para

10 a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e

para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo

entra na mesma sensação de propriedade.

“Vejam como Deus escreve direito por linhas

tortas”, pensa ele. “Se mana Piedade tem casado com

15 Quincas Borba, apenas me daria uma esperança

colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo

comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...”


CAPÍTULO II


Que abismo que há entre o espírito e o coração!

20 O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento,

arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa

que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a

bater de alegria. Que lhe importa a canoa nem o

canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham,

25 arregalados? Ele, coração, vai dizendo que, uma vez

que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não

casasse; podia vir um filho ou uma filha... — Bonita

canoa! — Antes assim! — Como obedece bem aos

remos do homem! — O certo é que eles estão no Céu!



ASSIS, Machado de. Quincas Borba. In: Obra completa.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008, v. 1, p. 761-762.

No fragmento “Ele, coração, vai dizendo que, uma vez que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não casasse; podia vir um filho ou uma filha...” (. 25-27), o emprego das reticências indica a

Alternativas
Q3002671 Português

Texto IV


CAPÍTULO PRIMEIRO


Rubião fitava a enseada — eram oito horas da

manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no

cordão do chambre, à janela de uma grande casa de

Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de

5 água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava

em outra coisa. Cotejava o passado com o presente.

Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capita-

lista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de

Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para

10 a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e

para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo

entra na mesma sensação de propriedade.

“Vejam como Deus escreve direito por linhas

tortas”, pensa ele. “Se mana Piedade tem casado com

15 Quincas Borba, apenas me daria uma esperança

colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo

comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...”


CAPÍTULO II


Que abismo que há entre o espírito e o coração!

20 O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento,

arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa

que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a

bater de alegria. Que lhe importa a canoa nem o

canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham,

25 arregalados? Ele, coração, vai dizendo que, uma vez

que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não

casasse; podia vir um filho ou uma filha... — Bonita

canoa! — Antes assim! — Como obedece bem aos

remos do homem! — O certo é que eles estão no Céu!



ASSIS, Machado de. Quincas Borba. In: Obra completa.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008, v. 1, p. 761-762.

No Capítulo II, o narrador declara o abismo que há entre o espírito e o coração, no qual se encontram os valores morais e os sentimentos. Atribui-se ao espírito a seguinte declaração:

Alternativas
Q3002670 Português

Texto III


Poesia Pau-Brasília: Receita


Ingredientes


2 conflitos de gerações

4 esperanças perdidas

3 litros de sangue fervido

5 5 sonhos eróticos

2 canções dos Beatles


Modo de preparar

Dissolva os sonhos eróticos

Nos dois litros de sangue fervido

10 E deixe gelar seu coração.

Leve a mistura ao fogo

Adicionando dois conflitos de geração

Às esperanças perdidas

Corte tudo em pedacinhos

15 E repita com a canção dos Beatles

O mesmo processo usado com os sonhos eróticos

Mas dessa vez deixe ferver um pouco mais

E mexa até dissolver

Parte do sangue pode ser substituída

20 Por suco de groselha

Mas os resultados não serão os mesmos.

Sirva o poema simples

Ou com ilusões


BEHR, Nicolas, 7 fev. 2008. Disponível em: alldementedforever /

http://www.nicolas-behr.com.br (Acessado em abr. de 2009).

O processo de coesão textual pode realizar-se por meio de anáfora, quando se retomam termos e significados anteriormente expressos. Em qual das passagens abaixo NÃO se verifica a ocorrência de vocábulo em função anafórica?

Alternativas
Q3002669 Português

Texto III


Poesia Pau-Brasília: Receita


Ingredientes


2 conflitos de gerações

4 esperanças perdidas

3 litros de sangue fervido

5 5 sonhos eróticos

2 canções dos Beatles


Modo de preparar

Dissolva os sonhos eróticos

Nos dois litros de sangue fervido

10 E deixe gelar seu coração.

Leve a mistura ao fogo

Adicionando dois conflitos de geração

Às esperanças perdidas

Corte tudo em pedacinhos

15 E repita com a canção dos Beatles

O mesmo processo usado com os sonhos eróticos

Mas dessa vez deixe ferver um pouco mais

E mexa até dissolver

Parte do sangue pode ser substituída

20 Por suco de groselha

Mas os resultados não serão os mesmos.

Sirva o poema simples

Ou com ilusões


BEHR, Nicolas, 7 fev. 2008. Disponível em: alldementedforever /

http://www.nicolas-behr.com.br (Acessado em abr. de 2009).

No segmento


“Adicionando dois conflitos de geração

Às esperanças perdidas” (v. 12-13),


a ocorrência de crase deve-se à(ao)

Alternativas
Q3002668 Português

Texto III


Poesia Pau-Brasília: Receita


Ingredientes


2 conflitos de gerações

4 esperanças perdidas

3 litros de sangue fervido

5 5 sonhos eróticos

2 canções dos Beatles


Modo de preparar

Dissolva os sonhos eróticos

Nos dois litros de sangue fervido

10 E deixe gelar seu coração.

Leve a mistura ao fogo

Adicionando dois conflitos de geração

Às esperanças perdidas

Corte tudo em pedacinhos

15 E repita com a canção dos Beatles

O mesmo processo usado com os sonhos eróticos

Mas dessa vez deixe ferver um pouco mais

E mexa até dissolver

Parte do sangue pode ser substituída

20 Por suco de groselha

Mas os resultados não serão os mesmos.

Sirva o poema simples

Ou com ilusões


BEHR, Nicolas, 7 fev. 2008. Disponível em: alldementedforever /

http://www.nicolas-behr.com.br (Acessado em abr. de 2009).

As formas verbais ocorrentes na segunda parte da receita cumprem uma estratégia argumentativa cuja força está no emprego do imperativo. Esse emprego persuasivo direciona a ação para a(o)

Alternativas
Q3002667 Português

Texto III


Poesia Pau-Brasília: Receita


Ingredientes


2 conflitos de gerações

4 esperanças perdidas

3 litros de sangue fervido

5 5 sonhos eróticos

2 canções dos Beatles


Modo de preparar

Dissolva os sonhos eróticos

Nos dois litros de sangue fervido

10 E deixe gelar seu coração.

Leve a mistura ao fogo

Adicionando dois conflitos de geração

Às esperanças perdidas

Corte tudo em pedacinhos

15 E repita com a canção dos Beatles

O mesmo processo usado com os sonhos eróticos

Mas dessa vez deixe ferver um pouco mais

E mexa até dissolver

Parte do sangue pode ser substituída

20 Por suco de groselha

Mas os resultados não serão os mesmos.

Sirva o poema simples

Ou com ilusões


BEHR, Nicolas, 7 fev. 2008. Disponível em: alldementedforever /

http://www.nicolas-behr.com.br (Acessado em abr. de 2009).

Na segunda parte da receita, os ingredientes mencionados na primeira estão precedidos de artigos definidos porque

Alternativas
Q3002664 Português

Texto III


Poesia Pau-Brasília: Receita


Ingredientes


2 conflitos de gerações

4 esperanças perdidas

3 litros de sangue fervido

5 5 sonhos eróticos

2 canções dos Beatles


Modo de preparar

Dissolva os sonhos eróticos

Nos dois litros de sangue fervido

10 E deixe gelar seu coração.

Leve a mistura ao fogo

Adicionando dois conflitos de geração

Às esperanças perdidas

Corte tudo em pedacinhos

15 E repita com a canção dos Beatles

O mesmo processo usado com os sonhos eróticos

Mas dessa vez deixe ferver um pouco mais

E mexa até dissolver

Parte do sangue pode ser substituída

20 Por suco de groselha

Mas os resultados não serão os mesmos.

Sirva o poema simples

Ou com ilusões


BEHR, Nicolas, 7 fev. 2008. Disponível em: alldementedforever /

http://www.nicolas-behr.com.br (Acessado em abr. de 2009).

Em geral, o gênero textual “receita” se apresenta segmentado em duas partes: em uma, tem-se os ingredientes necessários à feitura do prato; em outra, explica-se como fazer a iguaria.

No texto ora enfocado, o mecanismo coesivo que liga as duas partes mencionadas é o seguinte:

Alternativas
Respostas
1: B
2: E
3: C
4: E
5: A
6: C
7: E
8: C
9: D
10: A
11: B
12: C
13: D
14: E
15: D
16: E
17: D
18: B
19: A
20: C