Questões de Português - Coesão e coerência para Concurso
Foram encontradas 4.175 questões
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Na linha 9, o vocábulo “Todos” está empregado em
referência ao termo “colegas”.
Até o século XIX, as vilas ficavam em contato bastante direto com o campo ou com o mar, de tal modo que o homem podia satisfazer sus necessidades fisiológicas e psicológicas. Com a industrialização, elas se desenvolveram unicamente em função de imperativos econômicos ou políticos, ignorando os imperativos ecológicos naturais. As consequências dessa expansão desordenada nós a conhecemos: a poluição...
Nesse texto, o segundo termo sublinhado mostra uma retomada de um segmento anterior.
Assinale a opção que indica a afirmação correta sobre o exemplo
dado.
Na construção de um texto, a substituição de um elemento por outro na continuidade do texto pode ocorrer por meio de diferentes processos.
Assinale a opção que indica a frase em que os termos sublinhados NÃO exemplificam o processo indicado.
“A notícia da morte de um jovem de 23 anos, após a ingestão excessiva de álcool em uma festa universitária, em Bauru, no Centro-Oeste paulista, assustou muitos brasileiros. Humberto Moura Fonseca participava de uma competição para ver quem conseguia beber mais. Uma dessas estúpidas festas promovidas por estudantes, provando que escolarização nem sempre é sinônimo de educação.”
Sousa, Robson Sávio Reis. Álcool, a droga da morte. NESP/PUC-MG. 2018.
Assinale a opção em que o termo sublinhado tem seu valor semântico indicado de forma inadequada.
Roma
O filme Roma está constantemente entre dois caminhos. É pessoal e grandioso, popular e intelectual, tecnológico – rodado em 65 mm digital – e clássico – feito em preto e branco com a mesma ousadia dos movimentos cinematográficos das décadas de 1950 e 1960. O título, uma referência a Colonia Roma, bairro da Cidade do México, também remete a Roma, Cidade Aberta, filme-símbolo do neorrealismo italiano assinado por Roberto Rossellini.
Ao revisitar a própria memória, o cineasta Alfonso Cuarón escolhe olhar para Cleo, a empregada, de origem indígena, de uma família branca de classe média. Resgata, assim, não apenas os seus anos de formação, mas todas as particularidades do passado do país. O México no início dos anos 1970 fervilhava entre revoluções sociais e a influência da cultura estrangeira. Cleo, porém, se mantinha ingênua, centrada nas suas obrigações: lavar o pátio, buscar as crianças na escola, lavar a roupa, colocar os pequenos para dormir.
Até que tudo se transforma. A família perfeita desmorona, com o pai que sai de casa, a mãe que não se conforma com o fim do casamento e os filhos jogados de um lado para o outro na confusão dos adultos. Enquanto isso, Cleo se apaixona, engravida, é enganada e deixada à própria sorte. Duas mulheres de diferentes origens compartilham a dor do abandono. Juntas, reencontram a resiliência que segura o mundo frente às paixões autocentradas.
O cineasta, que além da direção e do roteiro assina a fotografia e a montagem (ao lado de Adam Gough), retrata sua história, entrelaçada com a de seu país, como se na vida adulta reencontrasse o olhar da infância, cujo fascínio por cada descoberta aumenta o tamanho e a importância de tudo.
O que Cuarón faz em Roma é raro. São camadas e camadas sobrepostas para reproduzir a complexidade do seu imaginário afetivo e das relações sociais de um país. Entre muitas inspirações, referências e técnicas, sua assinatura está na sinceridade com que olha para si mesmo e para os seus personagens, encontrando beleza e verdade no que muitos menosprezam. Esse é um filme simples e complicado, como a própria vida.
(Natália Bridi. Omelete. 11.01.2019. www.omelete.com.br. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase a seguir está reescrita em conformidade com as regras de concordância da norma-padrão da língua.
O cineasta assina a fotografia e a montagem do filme.
Leia o texto para responder a questão.
A arte mostra-se presente na história da humanidade desde os tempos mais remotos. Sem dúvida, ela pode ser considerada como sendo uma necessidade de expressão do ser humano, surgindo como fruto da relação homem/mundo. Por meio da arte a humanidade expressa suas necessidades, crenças, desejos, sonhos. Todos têm uma história, que pode ser individual ou coletiva. As representações artísticas nos oferecem elementos que facilitam a compreensão da história dos povos em cada período.
(Rosane K. Biesdorf e Marli F. Wandscheer. Arte, uma necessidade humana:
função social e educativa. Itinerarius reflectionis.)
“A civilização do século XX tornou-se altamente dependente do mais nobre dos combustíveis, porque ele é extremamente conveniente: é líquido, podendo pois ser transportado facilmente nos mais variados recipientes e em oleodutos, e, além disso, é o combustível mais rico em calorias. Assim, a humanidade se acostumou com o ‘creme’ dos combustíveis e o desperdiçou, como quem desperdiça um bem ganho sem qualquer esforço. Mas isso vai acabar, o petróleo é uma herança que recebemos do passado e que fatalmente vai terminar.”
José Goldemberg, Quatro Rodas, São Paulo, maio de 2013.
Todos os termos sublinhados no texto acima se referem a um termo anterior, à exceção de um. Assinale-o.
Um texto sobre a Aids apresentava a seguinte conclusão:
“Apesar de todos os avanços, a Aids continua sendo uma doença grave, não tem cura, e só no Brasil mata 11 mil pessoas por ano. Quem hoje a adquire vai precisar inevitavelmente tomar remédios pelo resto da vida e conviver com seus efeitos colaterais.”
Sobre a estruturação desse parágrafo, assinale a afirmativa incorreta.
Os dicionários de sinônimos mostram um conjunto de vocábulos que podem ter significados equivalentes em determinados contextos. Temos a seguir um conjunto de vocábulos considerados sinônimos: morrer – falecer – desencarnar – perecer – sucumbir – expirar.
Assinale a opção em que a lacuna deve ser preenchida com o verbo “perecer”.
No prefácio de um livro de Jorge Amado, Vinícius de Moraes escreveu o seguinte:
“Em dois textos simples, Jorge Amado acaba de escrever o que para mim é o melhor romance e a melhor novela da literatura brasileira”.
O segmento “o melhor romance e a melhor novela da literatura brasileira” refere-se
“Ler é importante porque leva a pessoa a ter contato com várias ideias diferentes (dos autores), adquirindo assim uma visão mais ampla do mundo e dos conflitos que envolvem a humanidade e a sociedade. Quando se tem uma visão mais ampla, se tem também mais material para formar as próprias ideias e resolver de melhor forma os próprios problemas.”
brunokabuki.blogspot.com/2019/
A relação lógica entre os dois segmentos sublinhados é a de
O ex-presidente Kennedy disse, certa vez, que “A paz mundial, como a paz em uma comunidade, não necessita que cada um ame o seu vizinho – mas que vivam com mútua tolerância, submetendo suas disputas a um acordo justo e pacífico”.
Sobre a estruturação desse pensamento, assinale a afirmativa inadequada.
Em relação aos componentes do texto anterior (Futebol falado, de Luiz César Saraiva Feijó), assinale a opção que mostra uma explicação inadequada.
“O número de cigarros comercializados irregularmente superou neste ano a quantidade de produtos vendidos legalmente. A constatação vem de pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope). Encomendado pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), o estudo aponta que, em 2018, foram consumidos 106,2 bilhões de cigarros, dos quais 57,5 bilhões de unidades (54%) fora do mercado legal”.
Tribuna da Bahia, 18/11/2018.
Assinale a opção que apresenta a mudança formal que está de acordo com as regras da língua padrão.
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
A supressão do vocábulo “do”, em “Mais do que isso”
(ℓ. 5 e 6), comprometeria a coesão e a correção gramatical do
texto.
A corrida armamentista do consumo
Imagine uma corrida em que os contendores se afastam cada vez mais do objetivo pelo qual competem. A corrida armamentista tem dinâmica e propriedades conhecidas: um país decide se armar; os países vizinhos sentem-se vulneráveis e decidem fazer o mesmo a fim de não ficarem defasados; sua reação, porém, deflagra uma nova rodada de investimento bélico no primeiro país, o que obriga os demais a seguirem outra vez os seus passos. A escalada armamentista leva os participantes a dedicarem uma parcela crescente de sua renda e trabalho à garantia da segurança externa, mas o resultado é o contrário do pretendido.
A corrida do consumo tem uma lógica semelhante à da corrida armamentista. Nenhum consumidor é uma ilha: existe uma forte e intrincada interdependência entre os anseios de consumo das pessoas. Aquilo que cada uma delas sente que “precisa” ou “não pode viver sem” depende não só dos seus “reais desejos e necessidades”, mas também, e talvez sobretudo, ao menos nas sociedades mais afluentes, daquilo que os outros ao seu redor possuem. A cada vez que um novo artigo de consumo é introduzido no mercado, o equilíbrio se rompe e o desconforto causado pela percepção da falta impele à ação reativa da compra do bem.
Em ambas as corridas - a armamentista e a do consumo - a lógica da situação obriga a todos a correrem cada vez mais, como hamsters confinados a esferas rotatórias, para não sair do lugar.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 102-103)