Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2370336 Português
Observe o seguinte texto de um estadista inglês:

“As pessoas de alta sociedade são insensíveis às necessidades e aflições dos homens, do mesmo modo como os cirurgiões são insensíveis às dores físicas.”

Assinale a afirmação inadequada sobre sua estrutura ou significação. 
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Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Mediador Judiciário |
Q2370290 Português
Observe o seguinte texto expositivo:

“Toda língua transmite a forma de conceber a realidade da comunidade que a possui e reflete seus hábitos, seus costumes e suas crenças; por isso, são imprescindíveis o respeito mútuo e o reconhecimento da riqueza cultural que implica o plurilinguismo.”

Esse texto apresenta a seguinte estrutura: 
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Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Mediador Judiciário |
Q2370289 Português
Observe o texto abaixo, dividido em dois segmentos:

1. Um dos problemas que apresenta o ensino superior na Guatemala é a reduzida formação de pessoal científico e tecnológico no nível de doutorado.
2. A Guatemala só forma quatro doutores por cada um milhão de habitantes, enquanto México forma oito, a Argentina forma onze e o Brasil, dezoito.

Sobre o segmento 2, pode-se afirmar corretamente que  
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Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Mediador Judiciário |
Q2370286 Português
Observe o seguinte trecho:

“O regulamento do Campeonato Brasileiro de Futebol deve ser alterado: foi penoso observar a torcida do Santos, aos prantos, em função de o time ter sido rebaixado pela primeira vez em sua história.”

Sobre a estruturação argumentativa desse fragmento, assinale a afirmação correta. 
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Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Mediador Judiciário |
Q2370285 Português
Observe o seguinte fragmento argumentativo:

“A tristeza patológica, o desânimo, a irritabilidade ou a limitação de atividade vital e cognitiva são sintomas inequívocos de uma depressão.”

O tipo de argumento lógico racional que se aplica neste caso, é: 
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Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Mediador Judiciário |
Q2370284 Português
Assinale a opção que exemplifica uma tese e não um argumento. 
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Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Mediador Judiciário |
Q2370283 Português
Um texto argumentativo mostra um pensamento organizado, já que recorre a isso para justificar ideias e opiniões, persuadir nossos interlocutores de nosso ponto de vista e influir sobre seu comportamento na tomada de decisões.

Assim sendo, a marca abaixo que está ausente desse modo de organização discursiva, é: 
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Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Mediador Judiciário |
Q2370282 Português
“Aquecimento global: Causa natural ou fenômeno provocado?

Por que a Terra esquenta? O bióxido de carbono e outros contaminantes do ar se acumulam na atmosfera formando uma capa cada vez mais grossa, prendendo o calor do sol e causando o aquecimento do planeta. A principal fonte de contaminação pela emissão de dióxido de carbono são as fontes de geração de energia à base de carvão, pois emitem 2500 de toneladas por ano. No ano de 2003, ondas de calor extremo causaram mais de 20.000 mortes na Europa e mais de 1500 mortes na Índia. 
O aquecimento global não está ocorrendo por causas naturais, mas sim pela ação humana. Em suma, somos nós que devemos trabalhar para a redução da temperatura de nosso planeta.”

Sobre esse fragmento textual argumentativo, a tese defendida é a de que  
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Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Mediador Judiciário |
Q2370272 Português
Assinale a frase abaixo que apresenta uma falácia argumentativa caracterizada adequadamente. 
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Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Mediador Judiciário |
Q2370271 Português
Numa discussão política sobre a validade de um projeto, um dos interlocutores declara:

“Você não pode confiar nos projetos políticos desse senador, sabendo que ele traiu a mulher com a secretária”.

Nesse argumento, o problema está em
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Q2369411 Português
Leia a tirinha a seguir. 

Imagem associada para resolução da questão


DAVIS, Jim. Garfield. Folha de São Paulo: São Paulo. 11 out. 2004. E9. 

O sentido geral dessa tira é construído com base no emprego 
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Q2369380 Português
Texto II


Nível do oceano mudou drasticamente na costa sul dos EUA, mostram pesquisas


Estudos ressaltam riscos que mudanças climáticas representam para regiões bastante habitadas, como Miami e Houston.

          Cidades costeiras no sul dos Estados Unidos como Miami, Houston e Nova Orleans podem estar ainda mais ameaçadas pelas mudanças climáticas do que o previsto até agora. O nível do mar no Golfo do México e no sudeste americano, segundo estudos recentes, aumentou mais de 12 cm, desde 2010, intensificando fenômenos como ciclones e furacões e a vulnerabilidade de uma região que é lar de milhões de pessoas.

      As consequências já são sentidas, segundo um estudo recém-publicado por Yin Jianjun, cientista climático da Universidade do Arizona, na revista acadêmica Journal of Climate, e noticiado primeiramente pelo Washington Post. Os furacões Michael e Ian, duas das tempestades mais fortes a atingirem os EUA, foram consideravelmente pioradas pelo aumento do nível dos mares. Ambos os desastres foram acentuados pelo aumento do nível dos oceanos, que torna a maré das tempestades – a ressaca – ainda mais volumosa e destrutiva, fazendo com que mais água adentre na terra. Segundo o estudo de Yin, os oceanos subiram mais de 10 milímetros por ano entre 2010 e 2022, acima do dobro da média global de 4,5 milímetros anuais constada por um outro estudo da Universidade de Colorado em Boulder.


(Mundo, Por: O Globo e Agências Internacionais – Washigton. Em: 14/04/2023. Adaptado.)
Ambos os desastres foram acentuados pelo aumento do nível dos oceanos, que torna a maré das tempestades – a ressaca – ainda mais volumosa e destrutiva, fazendo com que mais água adentre na terra.” (2º§) A palavra em destaque possui função preponderante na compreensão e interpretação do trecho. Sobre ela, é correto afirmar que se trata de um(a) 
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Q2369377 Português
Texto II


Nível do oceano mudou drasticamente na costa sul dos EUA, mostram pesquisas


Estudos ressaltam riscos que mudanças climáticas representam para regiões bastante habitadas, como Miami e Houston.

          Cidades costeiras no sul dos Estados Unidos como Miami, Houston e Nova Orleans podem estar ainda mais ameaçadas pelas mudanças climáticas do que o previsto até agora. O nível do mar no Golfo do México e no sudeste americano, segundo estudos recentes, aumentou mais de 12 cm, desde 2010, intensificando fenômenos como ciclones e furacões e a vulnerabilidade de uma região que é lar de milhões de pessoas.

      As consequências já são sentidas, segundo um estudo recém-publicado por Yin Jianjun, cientista climático da Universidade do Arizona, na revista acadêmica Journal of Climate, e noticiado primeiramente pelo Washington Post. Os furacões Michael e Ian, duas das tempestades mais fortes a atingirem os EUA, foram consideravelmente pioradas pelo aumento do nível dos mares. Ambos os desastres foram acentuados pelo aumento do nível dos oceanos, que torna a maré das tempestades – a ressaca – ainda mais volumosa e destrutiva, fazendo com que mais água adentre na terra. Segundo o estudo de Yin, os oceanos subiram mais de 10 milímetros por ano entre 2010 e 2022, acima do dobro da média global de 4,5 milímetros anuais constada por um outro estudo da Universidade de Colorado em Boulder.


(Mundo, Por: O Globo e Agências Internacionais – Washigton. Em: 14/04/2023. Adaptado.)
Cidades costeiras no sul dos Estados Unidos como Miami, Houston e Nova Orleans podem estar ainda mais ameaçadas pelas mudanças climáticas do que o previsto até agora. O nível do mar no Golfo do México e no sudeste americano, segundo estudos recentes, aumentou mais de 12 cm, desde 2010, intensificando fenômenos como ciclones e furacões e a vulnerabilidade de uma região que é lar de milhões de pessoas.” (1º§). No trecho, há, entre vírgulas, a expressão “segundo estudos recentes”. Sobre tal expressão e de acordo com o contexto, é possível afirmar que a expressão
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Q2369317 Português

Leia o Texto 3 para responder a questão.



Texto 3 


O professor deve ser um guia seguro, muito senhor de sua língua; se outra for a orientação, vamos cair na “língua brasileira”, refúgio nefasto e confissão nojenta de ignorância do idioma pátrio, recurso vergonhoso de homens de cultura falsa e de falso patriotismo. Como havemos de querer que respeitem a nossa nacionalidade se somos os primeiros a descuidar daquilo que exprime e representa o idioma pátrio?


ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Prefácio. Gramática metódica da língua portuguesa.

São Paulo: Saraiva, 1999. [Adaptado].


As afirmações feitas no texto fundamentam-se sobre o pressuposto de que a língua é 
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Q2368965 Português
Texto 3


OS BONDES


Pode ser fantasia, papel leva tudo, diz o povo, mas das gentis novidades que os jornais prometem por obra do novo prefeito do Rio, a que mais me entusiasma será a volta dos bondes, imagina, os bondes. Nem acredito, a tanto não chegam as minhas veleidades. Bonde circulando pela rua, a gente esperando no poste de listra branca, escalando o alto estribo, instalando-se no velho banco de madeira, abrindo o jornal e deixando o motorneiro correr, o vento nos banhando o rosto… E o dito motorneiro badalando na sua campa delém-delém! e o condutor tilintando os níqueis no nosso nariz distraído, faz favor! – e marcando as passagens na caixa sonora do teto, e a gente puxando a sineta para descer e os pingentes circunavegando os carros – não, não ouso acreditar. Bonde, o mais civilizado veículo concebido pela técnica, bonde não esquenta, não queima óleo, não vomita fumaça, não buzina, não sai do caminho, não ultrapassa os outros, não abalroa, não agride, não vira em canal, não despenca de viaduto, não caça pedestre, não fura pneu, não quebra barra de direção, não dá tranco para acomodar a carga humana, não depende de um motorista sofrendo de psicotécnica, mas de um motorneiro pachorrento, bonde, ah, bonde, não sei o que diga em teu louvor, já que, plagiando Manuel Bandeira, por mais que te louvemos nunca te louvaremos bem!
Sim, sei que são sonhos. Mas como para Deus nada é impossível, por que não um milagre? Um anjo inspirar o prefeito e ele começar, tentativamente, pondo bondinhos a correr pela periferia da cidade, subúrbios, ilhas, esses lugares cariocas mais pacíficos. Na ilha do Governador, por exemplo, de onde tiraram os bondes foi crime, com aquelas ruas estreitíssimas à beira-mar, onde só o bonde, preso ao trilho, circulava por elas sem risco. Depois dos ônibus, é só verem as estatísticas, morre lá mais gente atropelada do que de assalto.
E a experiência dando certo em Campo Grande, Santa Cruz – os felizardos! porque não ousar uma tentativa pelo Leblon, talvez um circular pela Lagoa, seria muito turístico. Ou, ainda melhor, uma linha Leblon-Arpoador, ao longo da praia, de onde seriam expulsos os automóveis; nos bondes os banhistas poderiam circular até de calção molhado – devolvendo-se ao uso a venerável instituição do taioba.
Falei em taioba. Alguém já pensou que, depois extintos os bondes de segunda classe, não existe mais maneira alguma de pobre carregar seus fardos – lavadeira a sua trouxa, mascate a sua mala, vassoureiro as suas vassouras, verdureiro a sua cesta? Que foi que botaram em substituição ao bonde taioba? Nada, claro. Quem pôde, comprou a sua bicicleta ou triciclo para atravancar ainda mais o tráfego. Pobre cada dia tem menos vez. Nos tempos de eu mocinha, em Fortaleza, era de bonde que se namorava. O primeiro sinal de interesse que o rapaz dava à moça era pagar a passagem dela. Se ela aceitava, estava começado o namoro e o galã tinha direito de vir sentar-se ao seu lado, ou pendurar-se no balaústre, junto, se ela ia na ponta do banco. Menina namoradeira escolhia sempre a ponta do banco, para facilitar.
Em Belo Horizonte, no bonde que, do Bar do Ponto, subia a Rua da Bahia, quando o condutor ficava quieto lá atrás, já se sabia: era o Senador Melo Viana que vinha naquele bonde e pagava a lotação inteira. Todos se viravam em procura do perfil severo do senador que lia o seu jornal; de um lado e de outro pipocavam discretos agradecimentos mineiros e o senador se mantinha impassível, embora, naturalmente, gratificadíssimo
As moças da Tijuca aqui no Rio, que vinham trabalhar na cidade, bordavam no trajeto de bonde grande parte do seu enxoval; muita velha senhora tijucana, hoje em dia, há de lembrar-se disso. As de Ipanema não sei, nunca me contaram. Mas todas essas galanterias se acabaram. Hoje, em transporte coletivo, só se escuta palavrão, resmungos e ranger de dentes.
Então, ante a dura realidade, ante os dinossauros assassinos disparados pelo asfalto, deixem-me sonhar com os bondes. Nesta cidade feroz, seria cada bonde uma ilha de segurança, de amável fraternidade, sempre cabia mais um! ai, saudades. Nosso reino por um bonde!


(Rio, 07/04/1975)
Coletânea de crônicas reunidas no livro Melhores Crônicas, de
Rachel de Queiroz, com seleção e prefácio de Heloisa Buarque de
Hollanda.

Observe o trecho a seguir:
“... Bonde, o mais civilizado veículo concebido pela técnica, bonde não esquenta, não queima óleo, não vomita fumaça, não buzina, não sai do caminho, não ultrapassa os outros, não abalroa, não agride, não vira em canal, não despenca de viaduto, não caça pedestre, não fura pneu, não quebra barra de direção, não dá tranco para acomodar a carga humana, não depende de um motorista sofrendo de psicotécnica, mas de um motorneiro pachorrento, bonde, ah, bonde, ...”

Ao fazer uso de uma sequência de orações negativas a autora quis:
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Q2368958 Português
Texto 1

Prefeitura lança a Central de Atendimento ao Cidadão
e Cidadã, o Alô CPTrans
Aplicativo Cittamobi também foi apresentado


Sexta, 24 novembro 2023 13:35


Como forma de garantir uma comunicação mais direta com a população, a Prefeitura, por meio da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), lançou nesta quarta-feira (22), a Central de Atendimento ao Cidadão e Cidadã - o Alô CPTrans. O lançamento aconteceu na sede da Companhia e contou com a presença de servidores, rodoviários e líderes comunitários.


Além do Alô CPTrans, também foi apresentado o aplicativo Cittamobi, onde é possível ver as previsões em tempo real ou estimado das linhas de ônibus do sistema de transporte público da cidade.


“Nós estamos iniciando uma nova fase da CPTrans, que tem como principal missão cuidar da população e do trânsito da nossa cidade. Lançamos o concurso público, vamos iniciar a implantação de 300 abrigos de ônibus por toda a cidade e agora essa Central de Atendimento que garante transparência na relação com a população”, disse o prefeito Rubens Bomtempo.


O Alô CPTrans conta com cinco canais de comunicação com a população – telefone fixo, WhatsApp, e-mail, Instagram e site. “Estreitar a relação com o passageiro e passageira, informar de forma mais direta e principalmente apresentar resolutividade são os principais objetivos dessa Central de Atendimento, que será ainda aprimorada ainda mais”, comentou o presidente da CPTrans, Thiago Damaceno.


O número de WhatsApp é a grande novidade do Alô CPTrans, por ele a população poderá enviar denúncias sobre o transporte público e o trânsito, como o estacionamento irregular, por exemplo. O atendimento será feito pela Bibi, a coordenadora de Atendimento Virtual e pela Equipe CPTrans, que encaminhará as denúncias aos setores responsáveis.


Aliado ao Alô CPTrans, o aplicativo Cittamobi tem como objetivo estreitar a comunicação e a relação com a população, garantindo a transparência e melhoria da qualidade do serviço. “O Cittamobi está presente em mais de 330 cidades brasileiras, monitorando via GPS mais de 70 mil ônibus. Ele foi desenvolvido para ajudar o passageiro do transporte público durante as viagens, proporcionando um amplo diálogo. Atualmente, é considerado um dos mais precisos com relação às questões de tempo, localização e distância. Por isso, vamos proporcionar aos passageiros informações com mais qualidade”, disse Carla Rivetti, superintendente do Setranspetro.


Para acessar a nova plataforma, basta pesquisar Cittamobi no Google Play ou App Store e baixar o aplicativo pelo celular. Para ter acesso a todas as funções disponíveis, é importante que o cadastro seja preenchido por completo. Além disso, em toda a frota de ônibus em Petrópolis estão disponibilizados cartazes e adesivos com QR Code que, automaticamente, vão direcionar o passageiro e passageira ao aplicativo.


https://www.petropolis.rj.gov.br/pmp/index.php/noticias/item/20999-
prefeitura-lanca-a-central-de-atendimento-ao-cidadao-e-cidada-o-alocptrans

Nesse texto, no trecho “Lançamos o concurso público, vamos iniciar a implantação de 300 abrigos de ônibus por toda a cidade...” (3º parágrafo), a palavra em destaque foi usada para dizer que o concurso foi:
Alternativas
Q2368956 Português
Texto 1

Prefeitura lança a Central de Atendimento ao Cidadão
e Cidadã, o Alô CPTrans
Aplicativo Cittamobi também foi apresentado


Sexta, 24 novembro 2023 13:35


Como forma de garantir uma comunicação mais direta com a população, a Prefeitura, por meio da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), lançou nesta quarta-feira (22), a Central de Atendimento ao Cidadão e Cidadã - o Alô CPTrans. O lançamento aconteceu na sede da Companhia e contou com a presença de servidores, rodoviários e líderes comunitários.


Além do Alô CPTrans, também foi apresentado o aplicativo Cittamobi, onde é possível ver as previsões em tempo real ou estimado das linhas de ônibus do sistema de transporte público da cidade.


“Nós estamos iniciando uma nova fase da CPTrans, que tem como principal missão cuidar da população e do trânsito da nossa cidade. Lançamos o concurso público, vamos iniciar a implantação de 300 abrigos de ônibus por toda a cidade e agora essa Central de Atendimento que garante transparência na relação com a população”, disse o prefeito Rubens Bomtempo.


O Alô CPTrans conta com cinco canais de comunicação com a população – telefone fixo, WhatsApp, e-mail, Instagram e site. “Estreitar a relação com o passageiro e passageira, informar de forma mais direta e principalmente apresentar resolutividade são os principais objetivos dessa Central de Atendimento, que será ainda aprimorada ainda mais”, comentou o presidente da CPTrans, Thiago Damaceno.


O número de WhatsApp é a grande novidade do Alô CPTrans, por ele a população poderá enviar denúncias sobre o transporte público e o trânsito, como o estacionamento irregular, por exemplo. O atendimento será feito pela Bibi, a coordenadora de Atendimento Virtual e pela Equipe CPTrans, que encaminhará as denúncias aos setores responsáveis.


Aliado ao Alô CPTrans, o aplicativo Cittamobi tem como objetivo estreitar a comunicação e a relação com a população, garantindo a transparência e melhoria da qualidade do serviço. “O Cittamobi está presente em mais de 330 cidades brasileiras, monitorando via GPS mais de 70 mil ônibus. Ele foi desenvolvido para ajudar o passageiro do transporte público durante as viagens, proporcionando um amplo diálogo. Atualmente, é considerado um dos mais precisos com relação às questões de tempo, localização e distância. Por isso, vamos proporcionar aos passageiros informações com mais qualidade”, disse Carla Rivetti, superintendente do Setranspetro.


Para acessar a nova plataforma, basta pesquisar Cittamobi no Google Play ou App Store e baixar o aplicativo pelo celular. Para ter acesso a todas as funções disponíveis, é importante que o cadastro seja preenchido por completo. Além disso, em toda a frota de ônibus em Petrópolis estão disponibilizados cartazes e adesivos com QR Code que, automaticamente, vão direcionar o passageiro e passageira ao aplicativo.


https://www.petropolis.rj.gov.br/pmp/index.php/noticias/item/20999-
prefeitura-lanca-a-central-de-atendimento-ao-cidadao-e-cidada-o-alocptrans

O texto 1 é uma notícia que tem como assunto principal: 
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Q2368886 Português
Lembrança


      Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. Era um velho limpo e eu gostava dele por isso. Eu conhecia outros velhos e eles não eram limpos. Além disso eram chatos. Meu avô não era chato. Ele não incomodava ninguém. Nem os de casa ele incomodava. Ele quase não falava. Não pedia as coisas a ninguém. Nem uma travessa de comida na mesa ele gostava de pedir. Seus gestos eram firmes e suaves e quando ele andava não fazia barulho.
       Ficava no quartinho dos fundos e havia sempre tanta gente e tanto movimento na casa que às vezes até se esqueciam da existência dele. De tarde costumava sair para dar uma volta. Ia só até a praça da matriz que era perto. Estava com setenta anos e dizia que suas pernas estavam ficando fracas. Levava-me sempre com ele. Conversávamos, mas não me lembro sobre o que conversávamos. Não era sobre muita coisa. Não era muita coisa a conversa. Mas isso não tinha importância. O que gostávamos era de estar juntos.
        Lembro-me de que uma vez ele apontou para o céu e disse: “olha”. Eu olhei. Era um bando de pombos e nós ficamos muito tempo olhando. Depois ele voltou-se para mim e sorriu. Mas não disse nada. Outra vez eu corri até o fim da praça e lá de longe olhei para trás. Nessa hora uma faísca riscou o céu. O dia estava escuro e uma ventania agitava as palmeiras. Ele estava sozinho no meio da praça com os braços atrás e a cabeça branca erguida contra o céu. Então pensei que meu avô era maior que a tempestade.
       Eu era pequeno mas sabia que ele tinha vivido e sofrido muita coisa. Sabia que cedo ainda a mulher o abandonara. Sabia que ele tinha visto mais de um filho morrer. Que tinha sido pobre e depois rico e depois pobre de novo. Que durante sua vida uma porção de gente o havia traído e ofendido e logrado. Mas ele nunca falava disso. Nenhuma vez o vi falar disso. Nunca o vi queixar-se de qualquer coisa. Também nunca o vi falar mal de alguém. As pessoas diziam que ele era um velho muito distinto.
        Nunca pude esquecer sua morte. Eu o vi mas na hora não entendi tudo. Eu só vi o sangue. Tinha sangue por toda a parte. O lençol estava vermelho. Tinha uma poça no chão. Tinha sangue até na parede. Nunca tinha visto tanto sangue. Nunca pensara que uma pessoa se cortando pudesse sair tanto sangue assim. Ele estava na cama e tinha uma faca enterrada no peito. Seu rosto eu não vi. Depois soube que ele tinha cortado os pulsos e aí cortado o pescoço e então enterrado a faca. Não sei como deu tempo dele fazer isso tudo mas o fato é que ele fez. Tudo isso. Como eu não sei. Nem por quê.
      No dia seguinte ainda tornei a ver sua camisa perto da lavanderia e pensei que mesmo que ela fosse lavada milhares de vezes nunca mais poderia ficar branca. Foi o único dia em que não o vi limpo. Se bem que sangue não fosse sujeira. Não era. Era diferente.


(VILELA, Luiz. Tarde da noite. 6. ed. São Paulo: Ática, 2000.)
Podemos afirmar que o texto é uma narrativa por que: 
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Q2367231 Português
Texto 10A3-I


       Na escola, sem Bibiana ao meu lado para me ajudar, minha vida se tornou um tormento. Desde o início, minha mãe avisou à dona Lourdes, a nova professora, da minha mudez. Ela foi cuidadosa, no começo, e bastante generosa para me ensinar as tarefas. Àquela altura eu já sabia ler, graças muito mais aos esforços de minha irmã mais velha e minha mãe do que da professora sem paciência que dava aula na casa de dona Firmina. Para mim era o suficiente. Diferente de Bibiana, que falava em ser professora, eu gostava mesmo era da roça, da cozinha, de fazer azeite e de despolpar o buriti. Não me atraía a matemática, muito menos as letras de dona Lourdes. Não me interessava por suas aulas em que contava a história do Brasil, em que falava da mistura entre índios, negros e brancos, de como éramos felizes, de como nosso país era abençoado. Não aprendi uma linha do hino nacional, não me serviria, porque eu mesma não posso cantar. Muitas crianças também não aprenderam, pude perceber, estavam com a cabeça na comida ou na diversão que estavam perdendo na beira do rio, para ouvir aquelas histórias fantasiosas e enfadonhas sobre os heróis bandeirantes, depois os militares, as heranças dos portugueses e outros assuntos que não nos diziam muita coisa.

        Meu desinteresse só fazia crescer. Tinha a sensação de que perdia meu tempo naquela sala quente, ouvindo aquela senhora de mãos finas e sem calos, com um perfume forte que parecia incensar a escola nos dias de calor. Olhava para o quadro verde, as letras embaralhadas, bonitas, mas que formavam palavras e frases difíceis que não entravam em minha cabeça, e pensava em meu pai na várzea encontrando coisa nova na terra para a qual se dedicar, ou minha mãe cuidando do quintal, dos bichos, costurando.

Itamar Vieira Jr. Torto arado. São Paulo:
Todavia, 2019, p. 97-8 (com adaptações).
A sensação de opressão experimentada pela narradora na escola, retratada no segundo parágrafo do texto 10A3-I, é realçada pelo(a) 
Alternativas
Q2366966 Português
Texto CB2A2


            No caso de uma criança com menos de dez anos — entenda-se aqui o nível de maturidade, e não a idade —, o professor deve preocupar-se principalmente para que ela não seja importunada no seu brincar e nas suas experiências. Ensiná-la não faz sentido, pois, nessa idade narcisista, ela responde a cada interferência fugindo da realização da atividade. Nessa idade, desenhar e pintar são os seus principais meios de expressão.

          A partir dos 10 anos, a criança começa a ficar insatisfeita com seus modos de expressão; o ambiente mais amplo ganha sentido para ela — não mais como aquele que existia em sua fantasia, mas como é na realidade —, e só então pode ser instaurado o “ensino da forma”, que não deve, porém, encobrir a sua espontaneidade expressiva. As técnicas de desenho e pintura devem ser apresentadas à criança conforme suas necessidades. Tamanhos, relações entre tamanhos (proporção), ritmo, claro, escuro, escultura, espaço, cor e o valor de expressão do exagero, da sutileza e da composição. Os elementos com os quais a criança opera são por natureza os mesmos da “grande arte” e levam a criança, por si mesma, a ter consciência deles, abrindo o caminho da “grande arte” para ela.


Friederike Brandeis. O desenhar das crianças.
In: Cadernos CEDES, v. 42, n.º 116, 2022, p. 122 (com adaptações).
De acordo com as ideias do texto CB2A2, julgue os itens a seguir.

I Conforme a perspectiva exposta no texto, não há razão para ensinar técnicas de desenho e pintura a crianças com nível de maturidade abaixo do de dez anos.

II Infere-se do texto que, antes dos dez anos, crianças confundem o mundo exterior com seu mundo interior.

III O texto recomenda o ensino de técnicas de desenho e pintura, de modo sistemático e padronizado, às crianças com idade a partir dos dez anos.

Assinale a opção correta. 
Alternativas
Respostas
1901: A
1902: B
1903: D
1904: A
1905: D
1906: B
1907: E
1908: D
1909: D
1910: B
1911: C
1912: B
1913: A
1914: C
1915: D
1916: C
1917: A
1918: A
1919: A
1920: C