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Ano: 2025
Banca:
VUNESP
Órgão:
Prefeitura de Sertãozinho - SP
Provas:
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Cardiologista
|
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico do Trabalho |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Geriatra |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Hematologista |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Nefrologista |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Neurologista |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Pediatra |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Pneumologista |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Psiquiatra Infantil |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Reumatologista |
Q3212253
Não definido
Texto associado
Leia o texto para responder à questão.
Existem várias formas de preconceito. Uma primeira
distinção útil é aquela entre preconceitos individuais e preconceitos coletivos. Neste momento, não estou interessado nos preconceitos individuais, tais como as superstições,
as crenças no azar, na maldição, no mau-olhado, que nos
induzem a cruzar os dedos e a carregar folhas de arruda,
ou a não realizar certas ações, como viajar às sextas-feiras
ou sentar-se à mesa em treze pessoas, a buscar apoio em
amuletos para afastar o azar ou em talismās para trazer sorte. Não me interesso por isso porque são crenças mais ou
menos inócuas, que não têm a periculosidade social dos
preconceitos coletivos.
Chamo de preconceitos coletivos aqueles que são compartilhados por um grupo social inteiro e estão dirigidos a outro grupo social. A periculosidade dos preconceitos coletivos
depende do fato de que muitos conflitos entre grupos, que
podem até mesmo degenerar na violência, derivam do modo
distorcido com que um grupo social julga o outro, gerando
incompreensão, rivalidade, inimizade, desprezo ou escárnio.
Geralmente, este juízo distorcido é recíproco, e em ambas as
partes é tão mais forte quanto mais intensa é a identificação
entre os membros individuais e o próprio grupo. A identificação com o próprio grupo faz com que se perceba o outro
como diverso, ou mesmo como hostil. Para esta identificação-contraposição contribui precisamente o preconceito, ou
seja, o juízo negativo que os membros de um grupo fazem
das características do grupo rival.
Os preconceitos de grupo são inumeráveis, mas os dois
historicamente mais relevantes e influentes são o preconceito
nacional e o preconceito de classe. Não é por outro motivo
que os grandes conflitos que marcaram a história da humanidade são os derivados das guerras entre nações ou povos
(ou também raças) e da luta de classes. Não há nação que
não traga nas costas uma ideia persistente, tenaz e dificilmente modificável da própria identidade, que se apoiaria em
sua pretensa e presumida diversidade em relação a todas as
outras nações. Há uma grande diferença, às vezes uma oposição, entre o modo como um povo vê a si mesmo e o modo
como é visto pelos outros povos; mas, geralmente, ambos os
modos são constituídos por ideias fixas, por generalizações
superficiais (todos os alemães são prepotentes, todos os italianos são espertalhões etc.), que precisamente por isso são
chamadas de “estereótipos”.
(Norberto Bobbio. Elogio da serenidade
e outros escritos morais, 1998. Adaptado)
Em relação ao que classifica como preconceitos individuais, o autor