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Ano: 2025
Banca:
VUNESP
Órgão:
Prefeitura de Sertãozinho - SP
Provas:
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Cardiologista
|
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico do Trabalho |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Geriatra |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Hematologista |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Nefrologista |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Neurologista |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Pediatra |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Pneumologista |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Psiquiatra Infantil |
VUNESP - 2025 - Prefeitura de Sertãozinho - SP - Médico Reumatologista |
Q3212257
Não definido
Texto associado
Leia o texto para responder à questão.
A humanidade se divide em dois grupos. Um com bilhões
de pessoas, que sabem que o futuro da espécie está fadado
a ocorrer aqui na superfície da Terra. O outro grupo, minúsculo, acredita que nosso futuro está em outros planetas, talvez Marte, onde deveríamos estabelecer colônias.
Construir o foguete e pousar em Marte é factível com a
tecnologia atual. Mas será que o ser humano aguenta a viagem de meses? Se não aguentar, o plano vai por água abaixo, pois não existe no horizonte engenharia capaz de criar
um ser humano adaptado à vida no foguete ou em Marte. A
novidade é um estudo que demonstrou que nosso coração
já começa a deteriorar com menos de um mês funcionando
sem gravidade.
Para esse estudo foram construídos pequenos corações
humanos capazes de funcionar fora do corpo. São feitos de
tecido cardíaco vivo, ligados a dois pontos de fixação dentro
de um aparelho que tem um reservatório de alimentos.
Como o tecido muscular cardíaco está ligado a sensores presentes nos pontos de fixação, a frequência e a força
de cada batimento cardíaco podem ser medidas. Tudo em
tempo real. O resultado é uma caixa lacrada contendo um
pequeno coração vivo.
Os cientistas enviaram para a estação espacial uma dessas caixas e mantiveram outra idêntica na Terra. A única diferença entre as duas é que uma operava na ausência de
gravidade e a outra, com gravidade normal. A que foi para o
espaço ficou 30 dias sem gravidade e retornou à Terra. Durante esses 30 dias, o funcionamento desses dois pequenos
corações pôde ser comparado.
A conclusão é que o coração humano deteriora e envelhece rapidamente na ausência de gravidade. Isso, é claro,
se torna um grande risco para viagens que duram meses,
como a que pretende levar seres humanos até Marte. Problemas semelhantes ocorrem nos rins dos astronautas e no
sistema imune, mas ainda não foram bem estudados. Me parece que resolver esses problemas antes de enviar pessoas
a Marte é um desafio mais complicado do que construir os
foguetes. E pode atrasar muito, ou mesmo tornar impossível,
longas viagens espaciais.
(Fernando Reinach. www.estadao.com.br, 28.10.2024. Adaptado)
De acordo com as informações do texto, é correto afirmar
que o estudo nele mencionado