Dado o grau de fibrose encontrado na elastografia, uma opção...
Um homem de sessenta anos de idade, portador de hepatite C crônica diagnosticada havia vinte anos, refratária a tratamento prévio com Interferon e Ribavirina, foi atendido em ambulatório sem sinais clínicos e laboratoriais de insuficiência hepática. Ao ser indagado, negou histórico de hipertensão ou diabetes e disse que, havia cinco anos, não fazia mais uso de álcool e cigarro. O paciente informou que, dado o quadro de ansiedade, fazia uso de paroxetina e que, havia cerca de um mês, apresentava dor em membros inferiores, de forte intensidade, com aumento progressivo. De acordo com o relato do paciente, o médico foi informado, ainda, de episódio de proeminência dolorosa da veia orbitária, com resolução espontânea após uma semana, e piora das crises de dor em MMII, refratária a AINES e dipirona. Na investigação clínica, os resultados dos exames do paciente apresentaram as seguintes alterações: fator reumatoide = 1980 UI\ml; C3 = 4 mg\dL; pico policlonal de α 1 e β globulinas na eletroforese de proteínas com imunofixação; pesquisa de crioglobulinas positiva; elastografia hepática com grau 2\3 (F2\F3) de fibrose.
No que se refere ao caso clínico precedente, julgue o item que se segue, em relação à hepatite C e suas complicações.
Gabarito comentado
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A alternativa correta é C - certo.
Este caso clínico aborda um paciente com hepatite C crônica, que apresenta algumas complicações extra-hepáticas, como a crioglobulinemia mista essencial, indicada por sintomas como dor intensa nos membros inferiores e episódios de proeminência venosa dolorosa. A presença de crioglobulinas positivas e alterações nos fatores reumatoides reforçam essa condição.
Na questão, é mencionado o uso prévio de Interferon e Ribavirina, que eram tratamentos comuns para a hepatite C antes da introdução dos antivirais de ação direta (DAAs). No entanto, esses tratamentos antigos tinham eficácia limitada e muitos efeitos colaterais. Dado o grau de fibrose identificado pela elastografia (F2/F3), o uso de Sofosbuvir e Daclatasvir é uma escolha apropriada.
Justificativa da Alternativa Correta:
A combinação de Sofosbuvir e Daclatasvir é atualmente um dos esquemas terapêuticos mais eficazes para o tratamento da hepatite C, especialmente em pacientes com fibrose significativa (como F2/F3). Esses medicamentos são DAAs que atuam diretamente no ciclo viral do HCV, proporcionando taxas de cura superiores a 90% e com um perfil de segurança melhor do que os tratamentos antigos.
Justificativa das Alternativas Incorretas:
Embora não haja alternativas incorretas explicitamente mencionadas, é essencial compreender que outras combinações de DAAs podem ser utilizadas, mas devem ser selecionadas com base no genótipo do vírus, presença de comorbidades e histórico de tratamento do paciente. A combinação escolhida na questão é uma das mais versáteis e eficazes, especialmente em contextos onde a resistência viral não é uma preocupação predominante.
Em resumo, a escolha de Sofosbuvir e Daclatasvir é adequada para este paciente, considerando a presença de fibrose significativa e o histórico de falha com tratamentos anteriores, oferecendo uma alta chance de cura com baixa toxicidade.
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