“A cidade que acolheu a família real..." ; o conectivo QUE e...
A cidade que acolheu a família real portuguesa, em 1808, estava para as rotas marítimas transoceânicas como o aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, está hoje para os vôos intercontinentais. Era uma espécie de esquina do mundo, na qual praticamente todos os navios que partiam da Europa e dos Estados Unidos paravam antes de seguir para a Ásia, a África e as terras recém-descobertas do Pacífico Sul. Protegidas do vento e das tempestades pelas montanhas, as águas calmas da Baía de Guanabara serviam como abrigo ideal para reparo das embarcações e reabastecimento de água potável, charque, açúcar, cacha- ça, tabaco e lenha.[...]
Era uma escala fundamental nas longas e demoradas navegações ao redor do mundo. No começo do século XIX, uma viagem da Inglaterra ao Rio de Janeiro durava entre 55 e 80 dias. Do Rio até a Cidade do Cabo, na África do Sul, eram mais 30 a 50 dias. Até a Índia, de 105 a 150 dias. Para a China, 120 a 180 dias. Até a Austrália, de 70 a 90 dias. A importância estratégica do Rio de Janeiro para essas rotas era tão grande que, após a vinda da família real ao Brasil, a cidade tornou-se sede do quartel-general da Marinha Britânica na América do Sul. [...]
Para os tripulantes e passageiros, a chegada ao Rio de Janeiro, em meio a uma viagem perigosa e monótona, era sempre um evento agradável e surpreendente. Todos os relatos se referem à grandiosidade da natureza, à imponência das montanhas e à vegetação espetacular dominando tudo. Ao passar pelo Rio de Janeiro a bordo do navio Beagle, em abril de 1832, o naturalista inglês Charles Darwin, pai da teoria da evolução e da seleção das espécies, usaria uma inacreditável seqüência de adjetivos para descrever o que tinha diante dos olhos: “Sublime, pitoresca, cores intensas, predomínio do tom azul, grandes plantações de cana-de-açúcar e café, véu natural de mimosas, florestas parecidas, porém mais glorio-sas do que aquelas nas gravuras, raios de sol, plantas parasitas, bananas, grandes folhas, sol mormacento. Tudo quieto, exceto grandes e brilhantes borboletas. Muita água [...], as margens cheias de árvores e lindas flores”.
“A cidade que acolheu a família real..." ; o conectivo QUE exerce idêntico papel sintático em:
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Para resolver a questão sobre a função morfossintática da palavra QUE, precisamos entender o papel que ela desempenha na frase dada.
No enunciado, temos: "A cidade que acolheu a família real...". Aqui, o QUE é um pronome relativo. Ele substitui um termo já mencionado (a cidade) e introduz uma oração adjetiva explicativa, que fornece mais informações sobre a cidade mencionada.
A tarefa é encontrar a alternativa em que QUE desempenha a mesma função. Vamos analisar as opções:
A - Era a distância tão grande que parecia interminável aos navegantes.
Aqui, QUE é uma conjunção integrante, introduzindo uma oração subordinada adverbial consecutiva. Não é um pronome relativo, então esta não é a resposta correta.
B - É certo que a presença da família real trouxe imponência ao porto do Rio.
Neste caso, QUE também atua como uma conjunção integrante, iniciando uma oração subordinada substantiva. Não desempenha o papel de pronome relativo, portanto está incorreta.
C - Todos esperavam que a família real portuguesa desembarcasse no Rio.
Mais uma vez, QUE é uma conjunção integrante, introduzindo uma oração subordinada substantiva. Não é a função que procuramos.
D - Os navios que partiam de outros continentes aqui aportavam.
Neste caso, QUE é um pronome relativo, assim como no enunciado, substituindo o termo "os navios" e introduzindo uma oração adjetiva. Esta é a alternativa correta.
Conclusão: A alternativa D é a correta, pois o QUE funciona como pronome relativo, assim como no enunciado.
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Comentários
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“A cidade que acolheu a família real..." = “A cidade (A) qual acolheu a família real..." = pronome relativo
d) Os navios (OS quais) partiam de outros continentes aqui aportavam. = pronome relativo
D
pronome relativo introduz oração adjetiva e retoma um termo antecedente!
REGRA DO ITAÚ :D
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