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Q3035565 Farmácia
Durante a análise de um novo medicamento que foi aprovado para tratamento de hipertensão, o farmacêutico observa uma diferença significativa na eficácia clínica entre os estudos de fase III e o uso no mercado. Qual abordagem é adequada para entender e abordar essa discrepância?
Alternativas

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Para compreender a questão proposta, é importante entender o conceito de farmacovigilância. Esta é uma ciência e atividades relativas à identificação, avaliação, compreensão e prevenção de efeitos adversos ou quaisquer problemas relacionados a medicamentos. O foco aqui é a discrepância na eficácia de um medicamento recém-aprovado, observada entre os estudos de fase III e seu uso no mercado.

A alternativa correta é a Alternativa A: "Realizar uma análise de farmacovigilância detalhada e conduzir estudos pós-comercialização para investigar as razões para a diferença na eficácia."

Justificativa: A farmacovigilância é essencial para monitorar a segurança e eficácia dos medicamentos após sua entrada no mercado. Quando há uma diferença significativa na eficácia observada nos estudos de fase III e na prática clínica real, é crucial realizar uma análise aprofundada para identificar possíveis causas, como interações medicamentosas ou condições específicas de uso.

Análise das alternativas incorretas:

Alternativa B: "Revisar os estudos clínicos e ajustar as recomendações de uso baseadas apenas na evidência disponível na fase III dos estudos."

Essa alternativa é inadequada porque se baseia apenas em dados pré-comercialização, ignorando as informações valiosas que podem ser obtidas na prática clínica real.

Alternativa C: "Considerar a diferença como uma ocorrência rara e continuar com o uso do medicamento sem realizar mais investigações."

Desconsiderar a discrepância como uma ocorrência rara pode levar a riscos à saúde pública, pois problemas não identificados podem persistir ou piorar.

Alternativa D: "Aumentar a dose do medicamento em todos os pacientes para tentar alcançar a eficácia observada nos estudos de fase III."

Aumentar a dose indiscriminadamente sem uma análise aprofundada pode resultar em efeitos colaterais graves e não garante a solução do problema de eficácia.

Alternativa E: "Reduzir a recomendação de uso do medicamento e substituí-lo por uma alternativa disponível no mercado, sem mais análises."

Substituir o medicamento sem investigar a razão da discrepância priva os pacientes de um medicamento potencialmente útil e não resolve o problema subjacente.

Conclusão: É crucial realizar estudos pós-comercialização através da farmacovigilância para entender as diferenças na eficácia dos medicamentos e garantir sua segurança e eficácia contínuas.

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