Na interpretação das normas, atos e contratos administrativo...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Ano: 2007 Banca: CESGRANRIO Órgão: TCE-RO Prova: CESGRANRIO - 2007 - TCE-RO - Administrador |
Q2890537 Direito Administrativo

Na interpretação das normas, atos e contratos administrativos, a doutrina brasileira, capitaneada pelo consagrado Hely Lopes Meirelles, entende que NÃO se considera o(a):

Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Para compreender a questão, é importante saber que ela trata da interpretação das normas, atos e contratos administrativos, segundo a doutrina brasileira, especialmente a visão de Hely Lopes Meirelles. O foco é identificar o que não é considerado nesse contexto.

A legislação não especifica diretamente a interpretação administrativa, mas a doutrina e a jurisprudência ajudam a entender como aplicar princípios gerais do direito público, como a supremacia do interesse público e a presunção de legitimidade dos atos administrativos.

Alternativa E: A alternativa correta é a interpretação extensiva que busca aplicar entendimentos do Direito Privado em contextos de Direito Administrativo. Esta prática não é aceita porque o Direito Administrativo possui princípios e normas próprios que se diferenciam do Direito Privado. Por exemplo, a administração pública deve seguir estritamente o que está na lei, enquanto no direito privado há mais liberdade para acordos e interpretações. Assim, a alternativa E está correta por afirmar que essa interpretação não é considerada.

Vamos analisar as alternativas incorretas:

A - Princípio da supremacia do Poder Público sobre os cidadãos. Este é um princípio fundamental do Direito Administrativo, que estabelece que o interesse público está acima do interesse privado, justificando certas prerrogativas da administração pública. Portanto, essa alternativa não está correta.

B - Presunção de legitimidade dos atos administrativos. Este princípio indica que os atos administrativos são considerados válidos até que se prove o contrário, o que é essencial para a eficiência administrativa. Por isso, essa opção não é a resposta certa.

C - Necessidade de poderes discricionários para a Administração atender ao interesse público. A discricionariedade permite que a administração pública escolha o melhor caminho para atender ao interesse público dentro dos limites da lei, sendo, portanto, uma prática aceita. Essa alternativa não é a correta.

D - Analogia que permita aplicar o texto da norma administrativa a espécie não prevista, mas compreendida em seu espírito. A analogia é uma técnica válida para interpretar normas administrativas, desde que respeite o espírito da lei. Logo, essa opção também não é a resposta correta.

A pegadinha da questão está em identificar que o Direito Administrativo não aceita a transposição direta de conceitos do Direito Privado, o que diferencia a alternativa E das demais.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

A) princípio da supremacia do Poder Público sobre os cidadãos.

B) presunção de legitimidade dos atos administrativos.

C) necessidade de poderes discricionários para a Administração atender ao interesse público.

D) analogia que permita aplicar o texto da norma administrativa a espécie não prevista, mas compreendida em seu espírito.

E) Interpretação extensiva, que estenda entendimento do Direito Privado, não expresso no texto administrativo nem compreendida em seu espírito.

QUESTAO E Errada (logo, a resposta do gabarito), pois a Administração Pública é obediente à legalidade estrita, e em sua lacuna, ainda que estenda entendimento do Direito Privado, deve compreender aos preceitos e princípios regentes desse tema (seu espírito). O múnus público.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo