Em relação à fisiopatologia do infarto agudo do miocárdio, ...

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Q2043501 Fisioterapia
Em relação à fisiopatologia do infarto agudo do miocárdio, assinalar a alternativa CORRETA:
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A alternativa CORRETA é a alternativa B.

Vamos entender por quê:

Alternativa B: "O infarto agudo do miocárdio é evidenciado no eletrocardiograma por elevação do segmento ST, portanto a oclusão coronariana trombótica é completa."

Essa alternativa está correta. No infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST (IAM com supra de ST), há uma oclusão completa de uma artéria coronária. Isso leva a uma área extensa de isquemia no miocárdio, que se traduz na elevação do segmento ST no eletrocardiograma (ECG). Esse tipo de infarto é uma emergência médica e requer intervenção imediata para restabelecer o fluxo sanguíneo.

Análise das alternativas INCORRETAS:

Alternativa A: "A oclusão parcial das artérias coronárias na angina instável é definida por achados eletrocardiográficos e pela elevação de marcadores de necrose do miocárdio."

Essa alternativa está incorreta porque a angina instável geralmente não está associada à elevação dos marcadores de necrose do miocárdio. Esses marcadores, como a troponina, são típicos de um infarto agudo do miocárdio, onde há morte celular. Na angina instável, a obstrução é parcial e o ECG pode mostrar alterações, mas não necessariamente elevação dos marcadores de necrose.

Alternativa C: "O infarto agudo do miocárdio é evidenciado no eletrocardiograma sem elevação do segmento ST, portanto a oclusão coronariana trombótica é completa."

Essa alternativa está incorreta. No infarto agudo do miocárdio sem elevação do segmento ST (IAM sem supra de ST), a oclusão da artéria coronária não é completa. Ocorre uma obstrução parcial que reduz o fluxo sanguíneo, resultando em isquemia, mas não causa a elevação do segmento ST no ECG. Esse tipo de infarto pode ser menos grave que o IAM com supra de ST, mas ainda requer tratamento urgente.

Alternativa D: "As alterações eletrocardiográficas não sugerem maior gravidade do infarto agudo do miocárdio."

Essa alternativa está incorreta. As alterações no eletrocardiograma são, sim, indicativas da gravidade do infarto. A presença de elevação do segmento ST, por exemplo, sugere um infarto mais grave com oclusão total da artéria coronária. Outros padrões de ECG também ajudam a avaliar a extensão e a localização do infarto, sendo fundamentais para o diagnóstico e a escolha do tratamento adequado.

Conclusão: Interpretar corretamente os sinais eletrocardiográficos e os marcadores bioquímicos é crucial para diagnosticar e tratar adequadamente os pacientes com infarto agudo do miocárdio. Compreender essas diferenças é essencial para os profissionais de saúde, especialmente os fisioterapeutas que atuam na área cardiovascular.

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Comentários

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Fiquei em dúvida se era B mesmo, PQ NEM SEMPRE SE TEM OBSTRUCÂO TOTAL E MSM ASSIM AINDA TER ELEVACAO DO SEGUIMENTO ST

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