Qual é o reservatório do hantavírus Araraquara, identificado...
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Roedores silvestres são os reservatórios de hantavírus.
Cada tipo de vírus parece ser associado a uma determinada espécie de roedor.
Os hantavírus conhecidos no Hemisfério Sul têm como reservatórios roedores da subfamília Sigmodontinae, enquanto que, no Hemisfério Norte, as subfamílias Sigmodontinae e a Arvicolinae são as envolvidas na transmissão desses agentes.
No Brasil, conhecem-se, até o momento, sete espécies de roedores silvestres que são consideradas como prováveis reservatórios: Necromys lasiurus, cujo hantavírus associado é o Araraquara e está amplamente disseminado nos ambientes de Cerrado e Caatinga; Oligoryzomys nigripes, hospedeiro do vírus Juquitiba, presente nas áreas de Mata Atlântica; Oligoryzomys aff. moojeni, recentemente identificada como reservatório da variante Castelo dos Sonhos, e Calomys aff. callosus, que alberga a variante Laguna Negra, ambas foram detectadas em uma área de transição entre Cerrado e Floresta Amazônica; e Oligoryzomys fornesi e Holochilus sciurus que albergam os hantavírus Anajatuba e Rio Mearim, respectivamente, foram capturadas em uma área de transição entre Floresta Amazônica e Alagados, no estado do Maranhão. Outro roedor identificado, no país, como reservatório de hantavírus é o Oligoryzomys microtis, reservatório da variante Rio Mamoré.
No roedor, a infecção pelo hantavírus é transmitida de forma horizontal e não é letal, o que o torna um reservatório por longo período, provavelmente por toda vida. Os hantavírus são eliminados, principalmente, pela urina, além das fezes e saliva dos roedores infectados.
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