Dos aspectos gerais da profilaxia antibiótica da endocardite...

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Ano: 2019 Banca: IDHTEC Órgão: Prefeitura de Macaparana - PE
Q1198755 Odontologia
Dos aspectos gerais da profilaxia antibiótica da endocardite bacteriana, recomenda-se o uso profilático de antibiótico nos seguintes casos, EXCETO:
Alternativas

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O tema central da questão é a profilaxia antibiótica da endocardite bacteriana. Este é um aspecto importante na prática clínica para prevenir infecções em pacientes com determinadas condições cardíacas que os tornam mais suscetíveis a essa infecção grave.

Para resolver essa questão, é essencial compreender quais condições cardíacas requerem profilaxia antibiótica antes de procedimentos odontológicos ou cirúrgicos que possam introduzir bactérias na corrente sanguínea.

A alternativa correta é a letra B - Cirurgia prévia de revascularização do miocárdio.

A justificativa para essa escolha é que, pacientes que passaram por cirurgia de revascularização do miocárdio não são considerados de alto risco para endocardite bacteriana e, portanto, não necessitam de profilaxia antibiótica. Essa cirurgia trata-se de uma intervenção para melhorar o fluxo sanguíneo no coração, mas não envolve a manipulação direta das valvas cardíacas ou tecidos suscetíveis à endocardite.

Vamos analisar as outras alternativas:

A - Válvulas cardíacas artificiais: Pacientes com válvulas cardíacas artificiais têm um risco aumentado de endocardite bacteriana porque a presença de material estrangeiro no coração pode servir como um ponto de ancoragem para bactérias.

C - Má-formações cardíacas congênitas: Algumas má-formações cardíacas congênitas podem expor o paciente a um maior risco de endocardite, especialmente se houver áreas onde o fluxo sanguíneo é anômalo, facilitando o acúmulo de bactérias.

D - Cardiomiopatia hipertrófica: Esta condição pode alterar a dinâmica do fluxo sanguíneo no coração, aumentando o risco de endocardite, especialmente em regiões onde o fluxo é turbulento.

E - Prolapso da valva mitral com regurgitação valvar: Esta condição pode levar a um risco aumentado de endocardite devido à turbulência causada pelo refluxo de sangue através da valva mitral.

Assim, ao avaliar as alternativas, a única situação em que a profilaxia antibiótica **não** é recomendada é na cirurgia prévia de revascularização do miocárdio.

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Profilaxia antimicrobiana

2. Odontologia - profilaxia antimicrobiana na prática odontológica

2.2. Indicação da profilaxia

A profilaxia antimicrobiana está indicada para pacientes com as seguintes cardiopatias:

A. Cardiopatias classificadas em alto risco para endocardite:

portador de prótese de valva cardíaca;

valvulopatias;

endocardite prévia;

doença cardíaca congênita cianótica;

derivações sistêmico-pulmonares construídas cirurgicamente;

comunicação interventricular não corrigida;

disfunção valvar adquirida (ex: doença cardíaca reumática).

B. Cardiopatias classificadas em risco moderado para endocardite:

maior parte das outras malformações cardíacas congênitas (além das citadas);

cardiomiopatia hipertrófica;

prolapso de valva mitral com regurgitação valvar e/ou folhetos espessados;

degeneração valvar

A profilaxia da endocardite não é recomendada nas seguintes cardiopatias:

comunicação intra-atrial isolada;

comunicação interventricular ou comunicação inter-atrial ou persistência do ducto arterioso corrigidos cirurgicamente;

cirurgia anterior de revascularização miocárdica;

prolapso da válvula mitral sem regurgitação valvar;

sopros cardíacos fisiológicos ou funcionais;

marcapassos cardíacos.

Acredito que tal questão está desatualizada, pois a profilaxia antibiótica agora só é recomendada nos pacientes com ALTO RISCO de desenvolvimento de endocardite, quando da realização de procedimentos invasivos, com expectativa de sangramento, que envolvem manipulação de tecido gengival, periodontal e/ou ósseo.

Permanece a indicação para profilaxia antibiótica nos seguintes casos:

  • Válvulas cardíacas protéticas;
  • História prévia de endocardite infecciosa;
  • Algumas cardiopatias congênitas - doença cardíaca cianótica não tratada, menos de 6 meses de cirurgia reparadora, doença cardíaca congênita com defeito residual;
  • Febre reumática com valvopatia
  • Pacientes com transplante cardíaco que desenvolveram cardiopatia

Atenção: a profilaxia NÃO é recomendada em pacientes que possuem marca-passo cardíaco e nem nos casos cirurgia prévia de revascularização do miocárdio SEM defeito residual.

Ainda segundo essa atualização, NÃO se recomenda a profilaxia antibiótica para pacientes com prolapso da valva mitral COM regurgitação valvar (risco moderado) ou SEM regurgitação (baixo risco)

Atualmente, segundo a

♡ As novas diretrizes indicam profilaxia somente para o paciente com maior risco de endocardite, incluindo aqueles com endocardite prévia, válvulas cardíacas protéticas, defeitos cardíacos congênitos cianóticos que não foram reparados ou que têm defeitos parciais remanescentes após o reparo,  e pacientes transplantados cardíacos com valvulopatia.

♡ Isto reduzirá significamente o número de pacientes odontológicos para os quais a profilaxia é indicada. 

♡ A indicação é para prevenir a bacteremia generalizada e evitar infecções pós-operatórias.

Condições sistêmicas indicadas:

DCC (defeito cardíaco congênito) completamente reparado com material ou dispositivo protético.

DCC (defeito cardíaco congênito)  cianótica não reparada.

DCC (defeito cardíaco congênito)  reparada com defeitos residuais no local ou adjacente ao local de um reparto protético.

➽ Recipientes cardíacos transplantados que desenvolvem valvulopatia cardíaca.

➽ Valvas cardíacas protéticas ou material protético usado para reparo da valva cardíaca. 

*Somente as DCC citadas acima necessitam de profilaxia. 

Porque:

➽ A sociedade Americana de Cardiologia definiu que a profilaxia não deve ser baseada no risco de adquirir endocardite, mas sim no risco mais elevado de resultado adverso da Endocardite Infecciosa.

➽ Este risco mais elevado não significa que a profilaxia antibiótica tenha melhor possibilidade para prevenir Endocardite bacteriana no paciente com prótese valvar, mas apenas com que as sequelas patológicas são maiores e que na possibilidade remota de que na profilaxia funcionar, vale a pena a tentativa.

(pág 715 HUPP) última edição.

Atualmente, segundo a Sociedade americana de cardiologia/ American Heart Association:

♡ As novas diretrizes indicam profilaxia somente para o paciente com maior risco de endocardite, incluindo aqueles com endocardite prévia, válvulas cardíacas protéticas, defeitos cardíacos congênitos cianóticos que não foram reparados ou que têm defeitos parciais remanescentes após o reparo, e pacientes transplantados cardíacos com valvulopatia.

♡ Isto reduzirá significamente o número de pacientes odontológicos para os quais a profilaxia é indicada. 

♡ A indicação é para prevenir a bacteremia generalizada e evitar infecções pós-operatórias.

Condições sistêmicas indicadas:

➽ DCC (defeito cardíaco congênito) completamente reparado com material ou dispositivo protético.

➽ DCC (defeito cardíaco congênito) cianótica não reparada.

➽ DCC (defeito cardíaco congênito) reparada com defeitos residuais no local ou adjacente ao local de um reparto protético.

➽ Recipientes cardíacos transplantados que desenvolvem valvulopatia cardíaca.

➽ Valvas cardíacas protéticas ou material protético usado para reparo da valva cardíaca. 

*Somente as DCC citadas acima necessitam de profilaxia. 

Porque:

➽ A sociedade Americana de Cardiologia definiu que a profilaxia não deve ser baseada no risco de adquirir endocardite, mas sim no risco mais elevado de resultado adverso da Endocardite Infecciosa.

➽ Este risco mais elevado não significa que a profilaxia antibiótica tenha melhor possibilidade para prevenir Endocardite bacteriana no paciente com prótese valvar, mas apenas com que as sequelas patológicas são maiores e que na possibilidade remota de que na profilaxia funcionar, vale a pena a tentativa.

(pág 715 HUPP) última edição.

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