Quanto a pátrias, o texto d’O Paraense é claro: estas são a...
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Ano: 2019
Banca:
VUNESP
Órgão:
Prefeitura de Cerquilho - SP
Prova:
VUNESP - 2019 - Prefeitura de Cerquilho - SP - Professor de Educação Básica - História |
Q1142198
História
Quanto a pátrias, o texto d’O Paraense é claro: estas são
as províncias, locais de reiteração de trajetórias particulares engendradoras dos “Povos” e de suas identidades
coletivas. O plural do periodista tanto remete a um linguajar ancien régime, quanto demarca a multiplicidade dos
âmbitos reais, concretos, da difícil “amalgamação” das
diferenças, tanto aquelas às quais se referia José Bonifácio, quanto das que distinguiam o Pará de Pernambuco
ou Minas Gerais da Cisplatina, e fazia os maranhenses
saberem-se diferentes dos baianos. O Brasil, por seu turno, é o país, enorme mosaico de diferenças, cujas peças
mal se acomodavam no império emergente do rompimento com Portugal, a partir de então “pátria mãe” e não
mais “reino irmão”. E nesse quadro de contradições, não
parece ser irrelevante destacar que a identidade nacional
brasileira emergiu para expressar a adesão a uma nação
que deliberadamente rejeitava identificar-se com todo o
corpo social do país, e dotou-se para tanto de um Estado
para manter sob controle o inimigo interno.
(István Jancsó e João Paulo G. Pimenta, Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade nacional brasileira). Em Carlos Guilherme Mota (org). A experiência brasileira. Formação: histórias. Adaptado)
Segundo o artigo, no contexto apresentado, “inimigo interno” refere-se
(István Jancsó e João Paulo G. Pimenta, Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade nacional brasileira). Em Carlos Guilherme Mota (org). A experiência brasileira. Formação: histórias. Adaptado)
Segundo o artigo, no contexto apresentado, “inimigo interno” refere-se