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Q3104296 Segurança e Transporte

Considere que, durante uma audiência de instrução e julgamento, um magistrado tenha sido, mediante a ameaça de uma faca, tomado de refém pelo réu, sob a exigência de que este fosse imediatamente libertado. Acerca dessa situação hipotética, julgue o item a seguir, considerando as atribuições do negociador oficial de tal crise no que concerne à gestão do conflito. 


No caso em apreço, o negociador deve apressar ao máximo a resolução da crise, a fim de evitar maior risco à vida do refém. 

Alternativas

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Vamos analisar a questão proposta sobre a atuação do negociador oficial em uma situação de crise. O tema central é a gestão de conflitos em circunstâncias de risco, que envolve a segurança de reféns e a negociação com o responsável pelo sequestro.

O gabarito correto para a questão é Errado.

Explicação do tema central: Em situações de crise, como a tomada de reféns, o papel do negociador é crucial. A negociação em crises é uma técnica especializada que visa a resolução pacífica do conflito, com a prioridade de proteger vidas. O negociador precisa manter a calma e conduzir a situação com paciência, buscando estender o tempo de conversa para reduzir a tensão e encontrar soluções viáveis.

Resumo teórico: De acordo com práticas consagradas em gestão de crises, uma resolução apressada pode aumentar a pressão sobre o sequestrador, potencializando riscos. É fundamental seguir protocolos que incentivam a comunicação e o diálogo, permitindo ao sequestrador refletir sobre suas ações e, eventualmente, render-se sem causar danos.

Justificativa da alternativa correta: No contexto da questão, afirmar que o negociador deve "apressar ao máximo a resolução da crise" é uma abordagem incorreta. Apressar a negociação pode provocar uma reação agressiva do sequestrador, colocando o refém em maior risco. Por isso, a alternativa correta é Errado, pois a estratégia correta é manter a paciência, estender a negociação e buscar uma solução pacífica.

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Comentários

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O negociador deve ganhar tempo para a equipe tática, portanto não é correto dizer que ele deve apressar a resolução da crise.

GAB E

Nos contextos de gestão de crises com reféns, prolongar a negociação é uma técnica amplamente recomendada por especialistas em segurança e gerenciamento de crises, pois traz várias vantagens estratégicas:

  1. Desgaste do perpetrador: O prolongamento do tempo reduz o nível de adrenalina e agressividade do sequestrador, favorecendo o desfecho pacífico.
  2. Planejamento tático: O prolongamento permite que as equipes táticas (como operações especiais) se organizem, realizem análises detalhadas da situação, ensaiem estratégias de intervenção e simulem o ataque ao ponto crítico, caso a negociação falhe.
  3. Construção de confiança: Durante a negociação, há tempo para estabelecer um vínculo entre o negociador e o perpetrador, aumentando a probabilidade de rendição voluntária.
  4. Coleta de informações: Mais tempo permite obter dados sobre o perfil do sequestrador, o número e as condições dos reféns, bem como outros aspectos logísticos.

Embora o objetivo principal seja sempre resolver a crise de forma pacífica e sem necessidade de intervenção tática, manter a negociação ativa é fundamental para criar alternativas e preparar respostas a qualquer escalada de violência. 

Gabarito: Errado.

Na gestão de crises com reféns, um dos princípios fundamentais da negociação é ganhar tempo, e não, necessariamente, apressar a resolução do conflito. Haverá situações em que a compressão de tempo vai exigir uma resposta mais rápida, por isso, deve-se analisar cada caso individualmente.

Mas o tempo geralmente favorece o negociador, pois permite:

  • Redução da tensão emocional do transgressor, diminuindo a impulsividade e abrindo espaço para uma rendição pacífica.
  • Coleta de informações sobre o agressor, suas motivações e possíveis vulnerabilidades.
  • Planejamento estratégico por parte do grupo tático, caso uma intervenção seja necessária.
  • Cansaço e desgaste do sequestrador, que pode levá-lo a reconsiderar suas exigências.

Portanto, uma negociação apressada pode levar a decisões impulsivas, concessões inadequadas e riscos desnecessários para o refém e para os agentes envolvidos na crise. O ideal é que o negociador mantenha a calma, estabeleça um canal de comunicação eficaz e conduza o desfecho de forma controlada e estratégica.

é o tipo de questão que não faz sentido. pra que postergar algo que eu posso me apressar em resolver. errei novamente o mesmo tipo de questão

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