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Q2003405 Serviço Social
A pressão pela capacidade imediata de resposta dos trabalhadores às demandas do mercado, cujas atividades passaram a ser ainda mais controladas e calculadas em frações de segundos, assim como a obsessão dos gestores do capital em eliminar completamente os tempos mortos dos processos de trabalho, tem convertido, paulatinamente, o ambiente de trabalho em espaço de adoecimento.
(Referência: ANTUNES, Ricardo. A sociedade dos adoecimentos no trabalho. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 123, p. 407-427, jul./set. 2015.)
Partindo da reflexão de Ricardo Antunes, sobre as novas formas de relação de trabalho, é CORRETO afirmar:
Alternativas

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Alternativa Correta: A

A alternativa A é a correta porque aborda de forma abrangente as novas formas de relações de trabalho, destacando aspectos como a penalização pela falta de trabalho e o adoecimento relacionado ao excesso de trabalho. Este cenário reflete a precarização das condições de trabalho, a informalização e os problemas de saúde física e psíquica vinculados a esse contexto. Essas questões são amplamente discutidas na literatura sobre a saúde do trabalhador, como no texto de Ricardo Antunes mencionado na questão.

Análise das Alternativas Incorretas:

Alternativa B: A afirmação de que as relações de trabalho não interferem na condição física e psíquica do trabalhador é equivocada. A saúde não é apenas uma questão individual; ela é influenciada por fatores sociais, econômicos e culturais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que o ambiente de trabalho impacta significativamente a saúde dos indivíduos, refutando a ideia de que as implicações sociais no processo saúde-doença possam ser desconsideradas.

Alternativa C: A definição de tempo morto nos processos de trabalho como sendo o horário de almoço e descanso remunerado está incorreta. O termo "tempo morto" geralmente se refere a períodos não produtivos que as empresas tentam eliminar para aumentar a eficiência, e não ao tempo regulamentado de descanso dos trabalhadores.

Alternativa D: A perspectiva apresentada de que a flexibilização e a reforma trabalhista visam tornar o trabalho mais humano e satisfatório é enganosa. Embora alguns argumentos nesse sentido possam ser feitos, na prática, essas reformas frequentemente resultam em precarização das condições de trabalho, como redução de direitos e aumento da vulnerabilidade do trabalhador, o que pode levar ao aumento do adoecimento.

Estratégias para interpretação:

Ao interpretar questões como esta, é importante prestar atenção aos conceitos fundamentais de saúde no trabalho e ao impacto das condições de trabalho na saúde física e mental dos indivíduos. Analise criticamente as afirmações que parecem simplificar ou desconsiderar a complexidade dessas relações. Esteja atento a palavras que indicam generalizações ou negam implicações sociais amplamente reconhecidas.

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Comentários

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A) Enquanto parte significativa da classe trabalhadora é penalizada com a falta de trabalho, outros sofrem com seu excesso. Além da precarização das condições de trabalho, da informalização, do emprego, do recuo da ação sindical, crescem os problemas de saúde, tanto físicos quanto psíquicos, relacionados ao trabalho. Correta

B) As relações de trabalho não interferem na condição física e psíquica do trabalhador, já que a saúde é uma questão individual de cada sujeito e deve ser tratada pela política de saúde, desconsiderando as implicações sociais no processo saúde-doença. (contradiz o enunciado)

C) O tempo morto nos processos de trabalho é aquele destinado ao horário de almoço e descanso remunerado. (Se é no processo de trabalho não pode ser no descanso remunerado)

D) A flexibilização do trabalho e a reforma trabalhista enquanto modernização das relações de trabalho, objetivam-se em diminuir consideravelmente a precarização do trabalho e o adoecimento do trabalhador, tornando o trabalho mais humano e satisfatório ao trabalhador, pois lhe dá mais autonomia e garante com mais efetividade e agilidade os direitos trabalhistas. (contradiz o enunciado)

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