Uma mutação silenciosa pode ser definida como:
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A alternativa correta é a C.
Para entender a resposta, vamos primeiro esclarecer o que é uma mutação silenciosa. Uma mutação silenciosa ocorre quando uma alteração na sequência de nucleotídeos do DNA não resulta em uma mudança na sequência de aminoácidos da proteína. Isso é possível porque o código genético é redundante, ou seja, vários códons podem codificar o mesmo aminoácido. Portanto, uma mutação que altera um códon para outro que ainda codifica o mesmo aminoácido é considerada silenciosa.
Vamos agora analisar cada alternativa:
A - aquela que, embora presente no genoma, somente se manifesta mais tardiamente, em geral nos indivíduos idosos.
Essa descrição se refere a uma mutação de manifestação tardia, não a uma mutação silenciosa. Mutação tardia é aquela que se expressa em uma fase mais avançada da vida do organismo, enquanto a mutação silenciosa não altera a sequência de aminoácidos da proteína e, portanto, não se manifesta no fenótipo.
B - aquela que somente afeta genes que normalmente estão reprimidos, isto é, que não se expressam.
Essa definição não se aplica a mutações silenciosas. Uma mutação que afeta genes reprimidos seria mais corretamente chamada de mutação em genes supressores ou regulatórios, que não tem relação direta com a definição de uma mutação silenciosa.
C - aquela que se encontra na parte não codificante do genoma e que, portanto, não tem efeito sobre o fenótipo.
Essa é a alternativa correta. Uma mutação silenciosa pode ocorrer tanto na região codificante do DNA (levando a um códon sinônimo) quanto em uma região não codificante. Ambas as situações não alteram o fenótipo, pois não afetam a sequência de aminoácidos da proteína.
D - aquela que está presente somente no genoma das células somáticas e que, portanto, não é herdada.
Isso descreve uma mutação somática, que ocorre em células do corpo (não germinativas) e não é herdada por descendentes. Não se refere a uma mutação silenciosa, que pode ocorrer tanto em células somáticas quanto germinativas.
E - aquela presente somente no genoma das estruturas não fetais como, por exemplo, a placenta.
Essa alternativa fala sobre uma mutação específica de tecidos, que também não tem relação com a definição de uma mutação silenciosa. Mutações silenciosas podem ocorrer em qualquer célula, não estando limitadas a estruturas não fetais.
Espero que essa explicação tenha ajudado a entender melhor o conceito de mutação silenciosa e a razão pela qual a alternativa C é a correta. Se tiver mais dúvidas, estarei à disposição!
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Comentários
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A alteração silenciosa ocorre no códon, mas não afeta a proteína
Mutação silenciosa: Mutação gênica que não tem consequência fenotípica, isto é, o produto proteico do gene mutante funciona como o gene do tipo original ou selvagem. Aminoácidos equivalentes funcionalmente podem substituir-se reciprocamente. Por exemplo: leucina pode ser substituída por outro aminoácido, não polar, como a isoleucina.
fonte: Genética Humana 3ª edição, 2013.
As mutações silenciosas podem ocorrer tanto em regiões codificantes quanto não codificantes do genoma. Nas regiões codificantes, elas geralmente acontecem no terceiro nucleotídeo de um códon, onde mudanças podem não alterar o aminoácido codificado devido à redundância do código genético (diferentes códons podem codificar o mesmo aminoácido). Já nas regiões não codificantes, como íntrons ou regiões regulatórias.
Ademais, podem ocorrer em células somáticas ou germinativas, sendo que, neste último caso, podem ser herdadas pela descendência mas como já dito, não afetam o fenótipo.
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