Julgue o item a seguir, em relação à assistência de enfermag...
Julgue o item a seguir, em relação à assistência de enfermagem em situações de urgência e emergência.
Na avaliação primária de um paciente com suspeita de acidente vascular cerebral (AVC), a prioridade é realizar a avaliação neurológica utilizando-se a Escala de Cincinnati, a Escala de Coma de Glasgow, seguida da análise das reações pupilares.
Gabarito comentado
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Tema Central da Questão:
O tema central da questão é a avaliação primária em pacientes com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC). A avaliação primária é uma etapa crucial no atendimento de urgência e emergência e visa identificar rapidamente problemas que ameaçam a vida e estabelecer prioridades de intervenção.
Para responder a esta questão, é necessário ter conhecimento sobre os procedimentos padrões de avaliação em casos de suspeita de AVC e entender as ferramentas adequadas para essa avaliação.
Justificativa da Alternativa Correta:
A alternativa correta é "E - errado". A afirmação sugere que a prioridade na avaliação primária de um paciente com suspeita de AVC é a realização da avaliação neurológica usando a Escala de Cincinnati, a Escala de Coma de Glasgow e a análise das reações pupilares.
Embora a avaliação neurológica seja crucial em pacientes com suspeita de AVC, a prioridade imediata na avaliação primária é garantir a via aérea, respiração e circulação (ABC) do paciente. Após assegurar que essas funções vitais estão estáveis, as avaliações neurológicas específicas podem ser conduzidas.
A ordem correta de avaliação de um paciente em emergência médica segue o protocolo ABCDE (Airway, Breathing, Circulation, Disability, Exposure). Inicialmente, são verificadas as condições que podem ameaçar a vida, como a via aérea obstruída ou problemas respiratórios.
Examinando as Alternativas Incorretas:
A alternativa "C - certo" seria incorreta porque, apesar das ferramentas mencionadas serem relevantes para a avaliação neurológica, elas não constituem a etapa prioritária na avaliação primária de urgência e emergência. A prioridade é garantir que o paciente esteja fisiologicamente estável antes de realizar avaliações secundárias.
Portanto, afirmar que a prioridade é a avaliação neurológica sem garantir primeiro as condições básicas de vida está incorreto, justificando o gabarito como "E - errado".
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Comentários
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- Determinar a data do início dos sinais e sintomas;
- Se o início de sintomas ocorreu nas últimas 24 horas, determinar o horário do início. No caso dos sintomas serem observados ao acordar, será considerado o último momento em que o paciente foi visto sem sintomas, antes de dormir;
- Verificar história de diabetes, epilepsia, demência (excluir delirium*) e dependência química (álcool**) ;
- Aplicar as escalas de e
- Realizar tomografia de crânio (TC) sem contraste de urgência; se local de atendimento não tiver TC disponível, transferir o paciente imediatamente para a realização;
- Se AVC isquêmico com < 4 horas de evolução, o paciente deverá ser manejado em hospital de referência (necessidade de avaliação por Neurologista);
- Se AVC isquêmico com > 4 horas de evolução, não é necessário o manejo em hospital de referência.
- Verificar os sinais vitais (pressão arterial, pulso, saturação, temperatura axilar);
- Checar glicemia capilar: hipoglicemia pode causar sinais focais e simular um AVC. Se a glicemia for < 70 mg/dl, administrar 20 ml de glicose hipertônica 50%, via endovenosa, 1 vez. Repetir hemoglicoteste em 1 hora
- Manter o paciente com cabeceira a 0°, posicionar a 30° em caso de vômitos;
- Instalar acesso venoso periférico em membro superior não parético;
- Manter a permeabilidade das vias aéreas e a ventilação adequada;
- Administrar oxigênio suplementar por cateter nasal ou máscara se saturação de oxigênio for < 94% (atentar para pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica);
- Considerar intubação orotraqueal em pacientes com rebaixamento de consciência (Glasgow <=8), com claro sinal clínico de insuficiência respiratória (pO2 < 60mmHg ou pCO2 > 50 mmHg), ou se for evidente o risco de aspiração;
- Não reduzir níveis pressóricos, exceto se a pressão arterial sistólica for ≥ 220 mmHg ou se a pressão arterial diastólica for ≥ 120 mmHg, ou se outra doença associada exigir a redução da pressão arterial (dissecção de aorta, infarto agudo do miocárdio, edema pulmonar);
- Não administrar grande volume de fluidos a não ser em caso de hipotensão (em caso de necessidade, utilizar solução de cloreto de sódio 0,9%);
- Utilizar antitérmico se a temperatura axilar for > 37,5°C.
Fonte: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/acidente-vascular-cerebral-(AVC)-no-adulto/unidade-hospitalar/avc-agudo/
*Escala de Cincinatti e Glasgow
SUPORTE AVANÇADO DE VIDA SAMU
AC21 - AVC – Acidente Vascular Cerebral AC21 - AVC – Acidente Vascular Cerebral Este protocolo foi pautado nas mais recentes evidências científi cas disponíveis. Adaptações são permitidas de acordo com as particularidades dos serviços. Elaboração: Agosto/2014 Revisão: Abril/2015 AC21 Quando suspeitar ou critérios de inclusão: • Início súbito de défi cits neurológicos focais, especialmente de um lado do corpo: • paresia, paralisia ou perda de expressão facial e/ou desvio de rima labial; e • paresia, plegia e/ou parestesia. • Distúrbios da fala. • Alteração da consciência: de confusão à completa arresponsividade. • Ocorrência de crise convulsiva (primeiro episódio) sem história prévia de crise anterior ou trauma. • Cefaleia súbita e intensa sem causa conhecida. • Alteração visual súbita (parcial ou completa). • Vertigem ou perda do equilíbrio ou da coordenação motora. • Difi culdade súbita para deambular. Conduta 1. Realizar avaliação primária (Protocolo AC1) com ênfase para: • Manter a permeabilidade das vias aéreas e ventilação adequada; e • Manter o decúbito elevado no paciente consciente ou decúbito lateral e aspirar orofaringe quando necessário, se paciente inconsciente. 2. Realizar avaliação secundária (Protocolo AC2), com ênfase para: • Avaliar função neurológica: Escala de Cincinnati , Escala de Coma de Glasgow, reação pupilar; • Controlar a temperatura corporal (medicar se TAx > 37,8o C); • Monitorizar a função cardíaca e oximetria de pulso; • Controlar os níveis glicêmicos (medicar se glicemia capilar < 80 mg/dl ou >200mg/dl); • Realizar entrevista SAMPLA; e • Determinar a hora do início dos sintomas e sinais.
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