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Q1002788 Psicologia

Uma mãe, com quadro de psicose, deu à luz uma menina, a quem deu seu próprio nome. A relação especular é marcada pela similitude dos nomes e também por manifestações ligadas ao olhar. Ela não pode olhar para sua filha; por isso, usa, o tempo todo, óculos de sol, inclusive na penumbra do quarto. Ela começa a desenvolver um delírio de vigilância, proveniente desse bebê que carrega exatamente seu nome. Para ela, a troca de olhares com o bebê significaria a morte de um dos dois. Vemos aqui, claramente, o lugar de objeto que a criança ocupa para essa mãe. A partir da psicanálise, Lacan aponta para duas formas de articulação do sintoma infantil. No caso acima, percebemos que a criança se torna objeto do Outro materno, saturando a falta em que se apoia o seu desejo.


Com efeito, a criança realiza a presença do objeto

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Comentários

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Alguém pode explicar ? :)

Qual a diferença entre Psicanálise e o grego?

A letra C faria muito mais sentido na teoria Lacaniana que a letra D (correta, segundo o gabarito). No mínimo seria a letra E, "significante". Nunca vi esta expressão "a presença do objeto mais-de-gozar" e sim a presença do objeto fálico. Enfim...

A criança ocupa local de objeto a neste caso, "a idéia fundamental é a de que o discurso pressupõe a perda de um objeto que deverá então retornar enquanto objeto a ser recuperado: gozo perdido a ser recuperado como mais-de-gozar." O objeto a pode ser interpretado como objeto mais de gozar, logo, o gabarito está certo.

Não existe objeto significante na teoria lacaniana.

Fonte do trecho:

Lacan fala do objeto mais-de-gozar no seminário 16, quando ele faz um paralelo entre o Além do Princípio do Prazer de Freud e d'O Capital de Marx. O objeto mais-de-gozar ocuparia uma função que ele chama homóloga ao conceito de mais-valia. Nesse sentido, a ideia dele é de que o discurso do capitalismo detém os meios de gozo, significando uma renúncia a esse gozo por parte do sujeito. Dessa forma, o discurso vai pressupor a perda de um objeto, objeto este que precisa ser recuperado pelo sujeito. É esse gozo perdido que o sujeito vai recuperar como mais-de-gozar.

Acredito que nesse caso não cabe falar em objeto fálico justamente por que a questão enfatiza que "a criança se torna objeto do Outro materno, saturando a falta em que se apoia o seu desejo." Se o desejo da mãe se apoia na falta, isso nos diz o oposto do que diria o objeto fálico enquanto significante. Lacan também não fala em "objeto significante", significante é outra coisa, aí seria misturar conceitos. Posição esquizo-paranoide e objeto transicional são conceitos de Klein e Winnicott.

Portanto, a correta é a letra D.

Realmente não é dos conceitos mais "famosos" de Lacan, que já é um autor complicado de entender até pra quem é da Psicanálise. Acredito que quem é de outra abordagem dificilmente chegaria até um conceito desse ao estudar Psicanálise.

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