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Q2405781 Sociologia
[Questão inédita] Quando a tecnologia do o app da Uber começou a ser propagada no Brasil, a ideia do: “você pode definir seu próprio horário, tudo depende do que você deseja: em tempo integral ou meio período, ou com flexibilidade para trabalhar quando quiser” eram slogans e frases proliferadas às pessoas que estavam em busca de uma renda extra.

No caso do Uber, a figura do patrão foi substituída por um aplicativo, e a figura do empregado pela do “parceiro” ou “colaborador”, que tem flexibilidade e pode trabalhar “quando quiser”. Como consequência desses novos vínculos flexíveis de trabalho, podemos destacar:
Alternativas

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Alternativa Correta: A - a diminuição da consciência de classe e a maior dificuldade para reivindicar melhores condições de trabalho.

A questão trata de um fenômeno contemporâneo no mundo do trabalho, caracterizado pelo uso da tecnologia para mediar relações de emprego de forma mais flexível. O exemplo do aplicativo Uber ilustra esse cenário, onde a figura tradicional do empregador e do empregado é substituída por novos termos como "parceiro" ou "colaborador". Essa mudança tem implicações significativas nas relações de trabalho e na capacidade de mobilização dos trabalhadores.

Na alternativa A, a correta, se destaca a diminuição da consciência de classe. No contexto dos trabalhadores de plataformas como a Uber, há uma fragmentação da identidade coletiva, o que dificulta a organização para reivindicar melhores condições de trabalho. Isso se deve à natureza individualizada do trabalho e à ausência de um espaço físico comum ou de uma estrutura tradicional de emprego que poderia facilitar a união e a comunicação entre os trabalhadores.

Vamos analisar as alternativas incorretas para esclarecer por que elas não são a resposta correta:

Alternativa B: Sugere o crescimento da consciência de classe e maior facilidade para reivindicações, mas, na prática, a individualização e a fragmentação dificultam a mobilização coletiva dos trabalhadores, o contrário do que é afirmado.

Alternativa C: Afirma que há melhora na qualidade de vida e aumento da motivação. No entanto, a flexibilidade muitas vezes traz insegurança financeira e condições de trabalho precárias, o que não necessariamente resulta em melhorias na qualidade de vida.

Alternativa D: Indica um aumento de renda e facilidade para reivindicações. Enquanto alguns podem ter aumento de renda, a maioria dos trabalhadores de aplicativos enfrenta desafios em atingir uma renda sustentável, e a flexibilidade pode dificultar a organização para reivindicações.

Alternativa E: Fala em diminuição da renda e motivação, o que poderia ocorrer, mas não aborda a questão central da dificuldade de se formar uma consciência de classe e a organização coletiva, crucial para a análise da questão.

Compreender essas dinâmicas é essencial para entender os desafios atuais enfrentados pelos trabalhadores em plataformas digitais e preparar-se melhor para questões de concursos em sociologia do trabalho.

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Comentários

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O termo uberização nasce justamente de um desses aplicativos, mais especificamente da empresa Uber, fundada em 2009 e instaurada no Brasil em 2014. Essa empresa buscou oferecer uma plataforma digital onde um motorista autônomo, chamado de parceiro, era capaz de se conectar a um usuário do aplicativo – cliente – para prestar-lhe serviços de locomoção (MATA, 2021, p. 01).

A uberização trata-se de modelo de organização laboral, que tem como característica marcante a flexibilização do trabalho através de inovações disruptivas. Por ser novo, é um ponto cego para o Direito do Trabalho, haja vista que a proteção dada ao trabalhador pela legislação trabalhista e consolidada pelos tribunais ocorre, em larga escala, no âmbito das formas tradicionais de trabalho (GOMES, 2018).

Inicialmente cumpre salientar que a ausência de normas positivadas a fim de se resguardar determinados direitos e garantias ao homem por si só já gera grande insegurança jurídica, principalmente aos direitos trabalhistas tão alanceados cotidianamente. Sobre o tema, para R. W. Gouvea:

https://www.jusbrasil.com.br/artigos/o-direito-trabalhista-e-a-uberizacao-do-trabalho-os-desafios-das-relacoes-de-trabalho-frente-as-tecnologias/1531952131

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Nao há nada de ideológico nesta questão. De fato o trabalhador destas plataformas ,não tem nenhum direto trabalhista assegurado .Caso tenham um acidente ou doença relativa ao trabalho, não possuem garantias previdênciarias . Havendo dano ao seu instrumento de trabalho, não há ressarcimento por conta da empresa. Como vão poder continuar trabalhando? Não possuem direto ao FGTS, décimo terceiro salário, férias. Ao contrário, trabalham por horas exaustivas para garantir a sua sobrevivência, num trabalho precário, onde somente quem tem grandes lucros são os proprietários destas plataformas. São chamados de "parceiros," mas de fato não possuem nenhuma relação jurídica ou um contrato que os resguarde Este tipo de relação ,reflete as formas modernas de exploração do capitalismo sobre as forças de trabalho.

Gabarito: A

FLAVIO CORDEIRO, LARGA A MAO DE SER CHATO.

Eu acho um dos principais males da atualidade, a cegueira do não ter consciência de classe.

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