Assinale três doenças endemias:
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O tema central da questão é Epidemiologia, focando em identificar doenças endêmicas. Para responder corretamente, é necessário compreender o conceito de endemia, que se refere a doenças que estão constantemente presentes em uma determinada região ou população.
A alternativa correta é a C - Esquistossomose, dengue e leishmaniose. Todas essas doenças são reconhecidas como endêmicas em várias regiões do Brasil. A esquistossomose é comum em áreas com saneamento básico inadequado. A dengue é endêmica em várias regiões tropicais e subtropicais. A leishmaniose também é uma doença endêmica em várias partes do Brasil, especialmente em áreas rurais e periurbanas.
Vamos agora analisar as alternativas incorretas:
A - Sífilis, dengue, febre amarela: A sífilis é uma doença infecciosa, mas não é considerada endêmica, pois ocorre em surtos ou de maneira esporádica, sem a constância de uma endemia. A febre amarela tem um comportamento de surto, não sendo endêmica em todo o território brasileiro.
B - Covid, dengue e HIV: A Covid não é uma endemia, pois se espalhou de maneira rápida por todo o mundo, caracterizando uma pandemia. O HIV, embora tenha uma distribuição global, não é classificado como uma endemia devido à sua transmissão e ao comportamento epidemiológico.
D - Hepatite B, dengue, leishmaniose: A hepatite B é uma infecção viral que pode ser controlada por vacina e não é considerada uma endemia, pois sua prevalência não é constante em todas as regiões.
Entender a diferença entre endemia, epidemia e pandemia é crucial para abordar questões de epidemiologia de forma eficaz.
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Esquistossomose, dengue e leishmaniose
"Convencionou-se no Brasil designar determinadas doenças, a maioria delas parasitárias ou transmitidas por vetor, como 'endemias', 'grandes endemias' ou 'endemias rurais'. Essas doenças foram e são, a malária, a febre amarela, a esquistossomose, as leishmanioses, as filarioses, a peste, a doença de Chagas, além do tracoma, da bouba, do bócio endêmico e de algumas helmintíases intestinais, principalmente a ancilostomíase. Essas doenças, predominantemente rurais, constituíram a preocupação central da saúde pública brasileira por quase um século, até que diversos fatores, notadamente a urbanização, desfizeram as razões de sua existência enquanto corpo homogêneo de preocupação. Neste artigo, procuramos analisar a evolução das políticas e estratégias de seu controle.
Alternativa C
Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/doencas-endemicas/#:~:text=Essas%20doen%C3%A7as%20foram%20e%20s%C3%A3o,helmint%C3%ADases%20intestinais%2C%20principalmente%20a%20ancilostom%C3%ADase.
Dengue
Conceito: A Dengue é uma doença infecciosa febril aguda, que pode se apresentar de forma benigna ou grave, dependendo de alguns fatores.
Sintomas: Febre alta variando de (39°C a 40°C), seguida de cefaléia, mialgia, prostação, artralgia, anorexia, astenia, dor abdominal, náuseas, vômitos, com duração de cerca de 5 a 7 dias
Vetor: Aedes aegypti
Vírus dengue (DENV): Arbovírus de RNA do gênero Flavivirus
Sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A infecção por um sorotipo gera a imunidade permanente para ele.
Transmissão: Vetorial (picada de fêmeas de Aedes aegypti infectadas), vertical e transfusional.
Desenvolvimento:
→ Ovo: Depositados na parede de um criadouro com água (não ficam na água, mas próximo). resistam por até 450 dias
→ Larva: fase aquática. composta por cabeça, tórax e abdômen. alimenta-se principalmente da matéria orgânica. grande agilidade. passa por quatro estágios, Em condições favoráveis, entre a eclosão e a pupação gira em torno de cinco dias.
→ Pupa: inexistência de alimentação. corpo dividido em cefalotórax e abdômen. dura em média três dias. permanece na superfície da água
→ Adulto: fase de transmitir doenças. hábitos diurnos. listras e manchas brancas em um corpo preto.
Vacina: Acabou de ser aprovado pela Anvisa a vacina contra dengue, porém ainda não está disponível na rede pública.
Sinais de alarme na dengue:
- Dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua.
- Vômitos persistentes.
- Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico).
- Hipotensão postural e/ou lipotimia.
- Hepatomegalia (dolorosa) maior do que 2 cm abaixo do rebordo costal.
- Sangramento de mucosa.
- Letargia e/ou irritabilidade.
- Aumento progressivo do hematócrito
Notificação Compulsória:
- Óbitos - Imediata.
- Casos - Semanal.
- Doença aguda pelo vírus Zika - Semanal
Tratamento: se baseia, principalmente, na reposição volêmica adequada
A Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI-Aedes) consiste na aplicação de inseticida com efeito residual dentro dos domicílios ou em locais estratégicos com maior risco de proliferação do Aedes aegypti.
O objetivo principal dessa medida é eliminar as formas aladas do mosquito, ou seja, os mosquitos adultos que estão presentes no ambiente.
Ao aplicar o inseticida com efeito residual, ele permanece ativo por um período, geralmente algumas semanas, com a capacidade de eliminar os mosquitos adultos que entram em contato com as superfícies tratadas.
Isso contribui para reduzir a população do mosquito vetor e controlar a transmissão de doenças, como a dengue, zika e chikungunya, transmitidas pelo Aedes aegypti.
Essas doenças foram e são, a malária, a febre amarela, a esquistossomose, as leishmanioses, as filarioses, a peste, a doença de Chagas, além do tracoma, da bouba, do bócio endêmico e de algumas helmintíases intestinais, principalmente a ancilostomíase.
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