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Q1674261 Medicina
Uma paciente de 62 anos de idade, hipertensa, com dor e edema em membro superior direito após mastectomia direita, refere impressão de membro “ïnchado”, com sensação de peso, aperto em região distal do membro e diminuição da flexibilidade das articulações do segmento acometido, há três meses, com piora progressiva, e limitações nas atividades domésticas diárias. Ao exame físico, demonstra redução leve de amplitude de movimento nas articulações de ombro e dedos. Verificam-se edema de membro superior direito (++/4), pulsos radiais presentes e simétricos, FC = 94 bpm, FR = 12 irpm e SatO2 = 99%.  
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir:
A fadiga relacionada ao câncer é uma disfunção decorrente principalmente do metabolismo energético muscular, do sono, do ritmo circadiano, dos mediadores inflamatórios, do estresse e do efeito do câncer e seu tratamento sobre o sistema nervoso central, sendo reportada em até 90% dos casos, impactando em redução da qualidade de vida e reduzindo a capacidade funcional dessa população.
Alternativas

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A alternativa correta é C - certo.

Neste caso clínico, a paciente apresenta sintomas consistentes com linfedema, uma condição comum após mastectomia devido à remoção ou dano aos linfonodos axilares, levando ao acúmulo de linfa e edema no membro superior afetado.

O enunciado da questão aborda um aspecto importante da oncologia e do impacto do câncer e seus tratamentos sobre o organismo: a fadiga relacionada ao câncer. Este tipo de fadiga é uma condição amplamente reconhecida que pode persistir durante e após o tratamento do câncer, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Os fatores que contribuem para essa fadiga incluem:

  • Metabolismo energético muscular: O tratamento do câncer pode levar a disfunções no metabolismo energético, resultando em sensação de fadiga.
  • Distúrbios do sono e ritmo circadiano: Alterações no sono são comuns, impactando negativamente o bem-estar geral do paciente.
  • Mediadores inflamatórios: O câncer e seu tratamento podem aumentar a produção de citocinas inflamatórias, associadas à sensação de cansaço.
  • Estresse e efeitos sobre o sistema nervoso central: Estresse físico e emocional, além dos efeitos diretos dos tratamentos, podem alterar a função do sistema nervoso central.

A afirmação de que a fadiga relacionada ao câncer é reportada em até 90% dos casos e impacta na qualidade de vida e capacidade funcional está correta. A compreensão desses mecanismos é essencial para o manejo adequado da fadiga, incluindo intervenções multidisciplinares, como fisioterapia e psicoterapia, para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Portanto, a alternativa C é a correta, pois reflete com precisão a complexidade e a prevalência da fadiga em pacientes oncológicos.

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Comentários

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A afirmação está correta. A fadiga relacionada ao câncer é um sintoma comum que pode afetar até 90% dos pacientes com câncer. Isso ocorre devido a uma série de fatores, incluindo alterações no metabolismo energético muscular, distúrbios do sono, alterações no ritmo circadiano, inflamação, estresse e os efeitos do câncer e seu tratamento no sistema nervoso central. Esses fatores podem contribuir para a sensação de exaustão e diminuição da capacidade física que muitos pacientes com câncer experimentam. Isso pode ter um impacto significativo na qualidade de vida do paciente e pode limitar sua capacidade de realizar atividades diárias, como as descritas no caso clínico da paciente de 62 anos. Portanto, a fadiga relacionada ao câncer é um problema significativo que precisa ser gerenciado como parte do plano de cuidados do paciente.

A afirmativa é: Certo.

Justificativa:

A fadiga relacionada ao câncer é um sintoma comum e debilitante, com impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. As causas da fadiga são multifatoriais e complexas, envolvendo diversos mecanismos fisiológicos e psicológicos.

Por que a afirmativa está correta?

  • Mecanismos da fadiga: A fadiga relacionada ao câncer é um fenômeno multifatorial, envolvendo:
  • Metabolismo energético muscular: O câncer e seus tratamentos podem afetar o metabolismo energético muscular, levando à fadiga.
  • Sono e ritmo circadiano: Distúrbios do sono e alterações do ritmo circadiano são comuns em pacientes com câncer, contribuindo para a fadiga.
  • Mediadores inflamatórios: A inflamação crônica associada ao câncer pode levar à produção de mediadores inflamatórios que contribuem para a fadiga.
  • Estresse: O estresse psicológico associado ao diagnóstico e tratamento do câncer pode exacerbar a fadiga.
  • Sistema nervoso central: O câncer e seus tratamentos podem afetar o sistema nervoso central, levando à fadiga.
  • Prevalência: A fadiga é um sintoma muito comum em pacientes com câncer, sendo relatada em até 90% dos casos.
  • Impacto na qualidade de vida: A fadiga pode limitar significativamente as atividades diárias e a qualidade de vida dos pacientes com câncer, afetando sua capacidade funcional e bem-estar psicológico.

A relação da fadiga com o caso clínico:

Embora a fadiga não seja o foco principal do caso apresentado, é importante considerar que a paciente, com histórico de câncer de mama e tratamento, pode estar vivenciando esse sintoma. A fadiga, em conjunto com o edema e a dor no membro superior, pode contribuir para a redução da qualidade de vida e das atividades diárias da paciente.

Conclusão:

A fadiga relacionada ao câncer é um sintoma complexo e multifatorial, com grande impacto na qualidade de vida dos pacientes. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atentos a esse sintoma e ofereçam um tratamento integral, considerando os aspectos físicos, psicológicos e sociais da doença.

É importante ressaltar que:

  • A fadiga relacionada ao câncer é um sintoma subestimado e frequentemente não tratado adequadamente.
  • O tratamento da fadiga deve ser individualizado e pode incluir medidas não farmacológicas, como exercícios físicos, terapia cognitivo-comportamental e educação sobre o manejo da fadiga.
  • A identificação precoce da fadiga e o tratamento adequado podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes com câncer.

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