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Comentadas para professor - artes
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Antes mesmo da invenção do tecido, o ser humano produzia pinturas sobre a própria pele. No século VI e V antes de Cristo, surgiram as primeiras técnicas de estamparia, utilizando substâncias ácidas e corantes naturais. Desde então, nunca mais a estamparia deixou de evoluir.
No que se refere a processos de estamparia em tecidos feitos a partir de processos artesanais e manuais, destacam-se os seguintes:
Em sua obra, Henry Giroux destaca que a cultura e o currículo são elementos inseparáveis. Se a cultura é um campo de lutas e conflitos por imposição de significados e se o currículo está envolvido em uma política cultural, então ele é terreno privilegiado de lutas, conflitos e contestações na busca de significados e sentidos. Portanto, é fundamental entender o currículo como um instrumento, um espaço, um campo de produção e criação de significados, no qual se fazem presentes os interesses das camadas sociais.
De acordo com esse texto, são ações de suma importância para os processos constantes de ensino de arte no que se refere ao currículo:
Segundo Heloísa Buarque de Hollanda e Adrian Izel, no quadro da intensificação da produção cultural de caráter urbano, no final do século XX, um segmento que vem surpreendendo é o da atuação de coletivos de artistas plásticos, que são associações de pessoas que têm interesses comuns. A finalidade de um coletivo é integrar pessoas para trocar experiências e enriquecer seus trabalhos e conhecimentos.
Os coletivos propagam-se em proporção geométrica pelo Brasil, configuram-se por ações conjuntas, mas não constituem cooperativas, tampouco apresentam número de participantes determinados. Sua forma de organização é independente e, para cada ação ou conjunto de ações, os coletivos buscam patrocínio, oferecendo cursos e vendendo trabalhos.
São exemplos de Coletivos de Arte em Pernambuco os seguintes:
Em relação ao ensino de arte no currículo escolar, legislação e prática, apresentam-se as seguintes proposições:
I. Até aproximadamente fins da década de 1960, existiam pouquíssimos cursos de formação de professores no campo da arte. Assim, professores de quaisquer disciplinas, artistas e pessoas vindas de curso de Belas Artes, Escolas de Artes Dramáticas e Conservatórios poderiam assumir as aulas de Desenho, Desenho Geométrico, Artes Plásticas, Música e Arte Dramática.
II. Em 1971, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a arte é incluída no currículo escolar com o título de Educação Artística, mas é considerada “atividade educativa” e não disciplina, tratando de maneira indefinida o conhecimento.
III. De maneira geral, entre os anos de 1970 e 1980, os antigos professores de Artes Plásticas, Desenho, Música, Artes Industriais, Artes Cênicas e os recém-formados em Educação Artística viam-se responsabilizados por educar alunos (em escola de Ensino Fundamental) em todas as linguagens artísticas, o que configurava a formação do professor polivalente em Arte.
IV. Com a Lei Nº 9.394/96, revogam-se as disposições anteriores e a Arte é considerada obrigatória na educação básica. “O ensino de arte constituirá componente curricular obrigatório nos diversos níveis da Educação Básica de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.
V. Segundo a resolução 246/2016, “O ensino de arte só será obrigatório durante a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, ficando o Ensino Médio isento dessa responsabilidade”.
Estão corretas, apenas, as proposições:
De acordo com estudos da área, toda escola tem um currículo formal como suporte para sua tarefa político-pedagógica de educar as pessoas de todas as idades. Este currículo formal materializado na grade de ensino é fruto de uma síntese de leis em vigor e seus desdobramentos que regem a educação formal em nosso país.
São exemplos desses documentos os seguintes:
De acordo com a visão de Libâneo, em seu livro Didática (1991), o ensino somente é bem sucedido quando os objetivos do professor coincidem com os objetivos de estudos do aluno e é praticado tendo em vista o desenvolvimento das suas forças intelectuais.
Nesse sentido, para que o processo de ensino-aprendizagem seja efetivado com qualidade na escola, é preciso que o professor
“A cultura das imagens é uma realidade da qual não podemos fugir e, intencionalmente ou não, colaboramos diariamente na (re)produção e consumo das visualidades que alimentam a cultura visual. Não por causalidade, o início do século 21 foi palco para a explosão das redes sociais na internet. Ambientes nos quais as imagens se converteram em veículos de representação, comunicação, socialização e criação de significados, símbolos e imaginários sociais.”
ABREU, Carla Luzia de. Hipervisibilidade e self-disclosuse: novas texturas da experiência social nas redes digitais. Revista Visualidades. v. 13, n. 2 (2015). Disponível em: <http://revistas.ufg.br/VISUAL/issue/view/1721/showToc> acesso: 01 nov. de 2016.
Estabelecendo uma relação entre o texto e o conceito de “virada cultural” sistematizado por
W.J.T. Mitchell (1994), é correto afirmar que:
No texto a seguir, Elliot Eisner descreve a prática do ensino de artes desenvolvidas em Escolas Progressivas.
“Quando se sugeriam atividades criativas em arte, estas vinham quase sempre sob a forma de projetos de arte correlacionados ou integrados. O professor era frequentemente solicitado a usar a arte em conjunção com seu trabalho em estudos sociais etc. [...] A arte integrada se afigurou aos professores como uma hóspede dos assuntos a serem ensinados. Além disso, os projetos de arte poderiam aclarar os conceitos abstratos que os professores estivessem tentando fazer as crianças aprenderem.”
EISNER, Elliot. apud BARBOSA, Ana Mae. John Dewey e o ensino da arte no Brasil. 8ªedição – São Paulo: Cortez, 2015.
A prática de ensino de arte acima descrita é assim entendida:
“A proposta inicial foi tecer uma série de debates sobre o Funk, e demais questões que surgiram nesse processo, visando fomentar a futura criação dos documentários. Num primeiro momento houve uma sondagem do que os alunos pensavam sobre o assunto, com o uso de imagens que remetiam ao surgimento do Funk, na cultura norte-americana para disparar tal discussão. Os alunos revelaram um desconhecimento da história do Funk, mas um forte engajamento e interesse nas questões de gênero presentes nas letras das músicas, o que, com isso, tornou-se um foco do projeto nas aulas seguintes.”.
DIAS. Taís Ritter. Documentando o Funk: cultura visual, cinema e gênero no ensino de artes visuais. Anais do XXV CONFAEB. Fortaleza – CE, 2015. Disponível em: <http://confaeb2015.ifce.edu.br/ANAIS/artigos/GT%20Artes%20Visuais/149710.pdf> Acesso: 24 out. de 2016.
Considerando a importância da contextualização e a inserção de temáticas contemporâneas no ensino de artes, a experiência pedagógica apresentada enfatiza que:
“A perspectiva da cultura visual permite, então, incorporar a problemática que esteve fora da esfera da arte na educação. E o faz a partir do questionamento de noções como originalidade, autoria, recepção, representação, intensão do artista, linguagem visual centrada no formal, contexto de produção, de expressão, a criança como artista e, de maneira especial, o relato salvador da educação pela arte. O que introduz a perspectiva da cultura visual, a qual provisoriamente me vinculo – pois não se deve esquecer que não existe uma opção do que é denominado como cultura visual – é a consideração das práticas artísticas como práticas discursivas – culturais – que têm efeitos na maneira de ver e de ver-se.”
HERNÁNDEZ. F. A cultura visual como um convite à deslocalização do olhar e ao reposicionamento do sujeito. p. 43. In: MARTIZ, R.; TOURINHO, I. (org.) Educação da cultura visual: conceitos e contextos. Santa Maria: Ed da UFSM, 2011.
Para HERNÁNDEZ, a cultura visual
“Vivemos a era “inter”. Estamos vivendo um tempo em que a atenção está voltada para a internet, a interculturalidade, a interdisciplinaridade e a integração das artes e dos meios como modos de produção de significados desafiadores de limites, fronteiras e territórios. Entretanto, os arte-educadores têm dificuldades de entender a arte “inter” produzida hoje.”.
BARBOSA, A. M. Interterritorialidade na Arte/Educação e na Arte. p. 23. In: BARBOSA, A. M.; AMARAL, L. (org.). Interterritorialidade: mídias, contextos e educação. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2008.
Ao estabelecer uma relação entre o termo “inter” e arte, BARBOSA enfatiza a dificuldade que
os "arte-educadores" têm de entender a(s)
Com base nos elementos que apoiam uma aprendizagem efetiva do aluno, julgue o seguinte item.
A construção do projeto político-pedagógico
somente se dá na perspectiva da gestão
democrático-participativa e norteia-se por
pressupostos especificamente sociológicos e
metodológicos.
Com base nos elementos que apoiam uma aprendizagem efetiva do aluno, julgue o seguinte item.
No art. 59, inciso III, da LDBN, é assegurado aos
educandos que os sistemas de ensino tenham
professores com especialização adequada em Nível
Médio ou Superior, para atendimento especializado,
bem como professores do ensino regular capacitados
para a integração desses educandos nas classes comuns.