Questões de Concurso Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q1214738 Português
O consumo como forma de afeto

     Um ponto comum nas divergentes opiniões de pais sobre os jovens é a crítica ao consumismo exacerbado. Como entender esse comportamento à luz do que ocorreu com a sociedade brasileira nas últimas décadas? Para começar, há um encolhimento da família tradicional. Pais têm um ou dois filhos, muitas vezes criados por apenas um deles, já que quase 25% dos casamentos acabam antes dos dez anos. Mães e pais saem desde cedo de casa para trabalhar. E, encerrada a licença-maternidade, boa parte das mulheres (quase 70% delas trabalham fora de casa hoje) retoma sua lide diária de deslocamentos e dias extenuantes em escritórios, lojas e fábricas. Os pais continuam correndo atrás do pão nosso de cada dia.
     Culpados pela sensação de que estão longe dos filhos, eles tentam, muitas vezes, compensar a distância com presentes. Não é à toa que, em pouco tempo, o quarto dos pequenos está abarrotado de brinquedos, bonecas, joguinhos e tudo o mais que estiver ao alcance do cartão de crédito. Os pequenos percebem logo cedo que a birra, o choro, a reclamação e o protesto são boa moeda de troca na hora de conseguir o que querem. Pais com dificuldade de dizer “não” e filhos ávidos em ganhar resultam em jovens que consomem.
     Nossa sociedade também forneceu o molde para que essas transformações ocorressem. O valor do indivíduo passou a ser medido, numa escala maior do que outras, por aquilo que ele tem. O mérito da pessoa é avaliado hoje de uma maneira muito superficial, por aquilo que pode ser mostrado. E o consumo é moeda forte nesse mercado.   
       Para além do bom ou do ruim, o fenômeno é um reflexo dos tempos que vivemos. Mas é importante lembrar que existem outras possibilidades e valores que podem ser trabalhados com os filhos. Senão, corremos o risco de criar adultos insuportáveis. As escolhas profissionais, pessoais, amorosas podem vir influenciadas exclusivamente por esse viés consumista e individualista. A vida emocional pode ficar ainda mais solitária, pragmática e chata. Esse futuro é seu sonho de consumo?

(Jairo Bouer. Revista Época. 2012. Com adaptações.)
Assinale a alternativa cujas palavras são acentuadas por serem oxítonas.
Alternativas
Q1214709 Português
Felicidade

     Não se preocupe: não vou dar, pois não tenho, receita de ser feliz. Não vou querer, pois não consigo, dar lição de coisa alguma. Decido escrever sobre esse tema tão gasto, tão vago, quase sem sentido, porque leio sobre felicidade. Recebo livros sobre felicidade. Vejo que, longe de ser objeto de certa ironia e atribuída somente a livros de autoajuda (hoje em dia o melhor meio de querer insultar um escritor é dizer que ele escreve autoajuda), ela serve para análises filosóficas, psicanalíticas. Parece que existe até um movimento bobo para que a felicidade seja um direito do ser humano, oficializado, como casa, comida, dignidade, educação.
     Mas ela é um estado de espírito. Não depende de atributos físicos. Nem de inteligência: acho até que, quanto mais inteligente se é, mais possibilidade de ser infeliz, porque se analisa o mundo, a vida, tudo, e o resultado tende a não ser cor-de-rosa. Posso estar saudabilíssimo, e infeliz. Posso ter montanhas de dinheiro, mas viver ansioso, solitário. Talvez felicidade seja uma harmonia com nós mesmos, com os outros, com o mundo. Alguma inserção consciente na natureza, da qual as muralhas de concreto nos isolam, ajuda. Mas dormimos de cortinas cerradas para não ver a claridade do dia, ou para escutar menos o rumor do mundo (trem passando embaixo da janela não dá). Tenho um amigo que detesta o canto dos pássaros, se pudesse mataria a tiro de chumbinho os sabiás que alegram minhas manhãs. Um parente meu não suportava praia, porque o barulho do mar lhe dava insônia.
     Portanto, cada um é infeliz à sua maneira.
     Uma boa rima para felicidade pode ser simplicidade. Ainda tenho projetos, sempre tive bons afetos. O que mais devo querer? A pele imaculada, o corpo perfeito, a bolsa cheia, a bolsa ou a vida? Acho que, pensando bem, com altos e baixos, dores e amores, e cores e sombras, eu ainda prefiro a vida.

(Lya Luft. Revista Veja. Agosto de 2011. Com adaptações.)
Das palavras transcritas do texto, assinale a única acentuada por motivo DIFERENTE das demais.
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Ano: 2014 Banca: FAFIPA Órgão: Câmara de Campina Grande do Sul - PR
Q1213802 Português
Acentua-se graficamente todas as palavras oxítonas terminadas em –o, por exemplo:
Alternativas
Q1213502 Português
Observe a sílaba tônica destacada nestas palavras: dedo – árabe – álbum Indique o item em que a sílaba tônica das palavras esteja na mesma posição das relacionadas acima: 
Alternativas
Ano: 2015 Banca: FAUEL Órgão: FUNPESPA
Q1211535 Português
O sonâmbulo
Certo indivíduo, conhecido como vivedor, aboletou-se no caminho de sua vida, no solar de um homem bonacheirão e abastado, que lhe abrira as portas para um descanso ligeiro. 
Nos primeiro dias, o dono suportou galhardamente o hóspede, oferecendo-lhe a melhor cama, o melhor vinho, os melhores charutos. Passada, porém, a primeira quinzena, começou a pensar um meio, que não fosse grosseiro, de livrar-se do importuno, e achou-o. 
Tinham os dois acabado de almoçar e repousavam, lendo jornais e fumando “havanas”, à sombra das árvores. De repente, o hospedeiro recosta-se pesadamente na cadeira, cerra os olhos, deixa cair a folha e o charuto, simulando um sono profundo. E, como em sonho, principia a falar: 
– Vejam só: que __________! Esse cavalheiro vem, aloja-se em minha casa, come, bebe, fuma, diverte-se, e nada de entender que sua presença já me está sendo desagradável. Será possível que ele não compreenda isso? 
E, soltando um suspiro, pulou da cadeira, esfregando os olhos: 
– Que diabo! É eu dormir depois do almoço, vêm-me logo os pesadelos. E que sonho ______ tive eu! Parece até que falei alto, não? 
E o outro, que de cenho cerrado prestava atenção a tudo: 
– É _________: você esteve por ai falando; e eu, como vi que se tratava de cousas de sonho, procurei não ouvir para não ser indiscreto. As palavras dos homens só têm valor, mesmo, quando eles as proferem acordados. 
E o hóspede continuou na casa por mais três anos e quatro meses, isto é, até a transferência da propriedade, comendo do melhor prato, dormindo na melhor cama, bebendo do melhor vinho, fumando os melhores charutos. 
CAMPOS, Humberto de. In: OLIVEIRA, Cleófano de. Flor do Lácio. 6. ed. São Paulo, Saraiva, 1961. p. 215.
Assinale a alternativa em que a palavra é acentuada pela mesma razão que “transferência”:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Tijucas - SC
Q1211465 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas corretamente.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Redentora - RS
Q1211292 Português
Quanto à acentuação, assinale a palavra que é classificada como paroxítona.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FAFIPA Órgão: Prefeitura de Sarandi - RS
Q1211031 Português
Assinale a alternativa correta quanto à acentuação dos pares. 
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Maringá - PR
Q1210385 Português
Assinale a alternativa em que as palavras acentuadas são proparoxítonas:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Jacarezinho - PR
Q1209743 Português
Assinale abaixo a única alternativa em que a frase está escrita de acordo com a norma padrão da língua quanto à acentuação, ortografia e sentido da frase.
Alternativas
Q1209617 Português
“Todo mundo que tem um bicho de estimação – um gato, um cachorro – um dia se pergunta: e se ele morrer, o que faço? Onde o enterro? É que ninguém tem coragem de simplesmente jogar no lixo o corpo de seu amigo fiel.”
A palavra “ninguém” de acordo com as regras de acentuação gráfica, é:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAEPESUL Órgão: Prefeitura de Araranguá - SC
Q1209532 Português
Canção Amiga
Eu preparo uma canção em que minha mãe se reconheça, todas as mães se reconheçam, e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua que passa em muitos países. Se não se vêem, eu vejo e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo como quem anda ou sorri. No jeito mais natural dois carinhos se procuram.    Minha vida, nossas vidas formam um só diamante. Aprendi novas palavras e tornei outras mais belas.   Eu preparo uma canção que faça acordar os homens e adormecer as crianças.
Considerando as palavras em destaque (negrito) na segunda estrofe do poema:
I. “Rua” é uma palavra paroxítona, não acentuada porque termina em vogal A. II. “Países” é uma paroxítona, mas sua acentuação justifica-se pelo hiato formado no interior dessa palavra. III. “Vêem” é uma palavra paroxítona que também concentra um hiato. Com a Reforma Ortográfica em vigor a partir de 2016, esse acento será abolido. IV. “Saúdo” é uma palavra paroxítona, cuja acentuação está explicada pela presença do hiato.
Sobre essas afirmações, é correto dizer:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: BIO-RIO Órgão: Prefeitura de Barra Mansa - RJ
Q1208335 Português
Analise as assertivas a seguir.
I. “em “Mas, infelizmente, não pude responder sua cartinha, porque você não colocou seu endereço.”, a palavra destacada poderia ser substituída por “pois”. 
II. Em “O Brasil precisa muito de você, Olivia.”, o vocábulo destacado possui função sintática de aposto.
III. Levando-se em consideração a sílaba tônica do nome da interlocutora, conforme foi escrito pelo autor do texto, é correto afirmar que se trata de palavra paroxítona.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FUNCERN Órgão: Prefeitura de Sítio Novo - RN
Q1207996 Português
08. São acentuadas pela mesma regra
Alternativas
Ano: 2004 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TRE-AL
Q1207169 Português
Considerando que os fragmentos incluídos nos itens que se seguem, na ordem em que estão apresentados, são partes sucessivas de um texto, julgue-os com referência à ortografia oficial e à acentuação gráfica.
No intuito de apurar a qualidade dos serviços prestados aos cidadãos usuários dos serviços públicos estaduais, é necessário avaliar periodicamente o atendimento à coletividade.
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CONPASS Órgão: Prefeitura de Vicência - PE
Q1206319 Português
Próximos passos
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Escreva pra gente: redaçã[email protected]
Juliana de Mari, diretora de redação Você AS edição 121 julho 2008. 
Assinale a alternativa em que todos os vocábulos pertencem a uma mesma regra de acentuação gráfica: 
Alternativas
Ano: 2009 Banca: FAFIPA Órgão: Prefeitura de Paraíso do Norte - PR
Q1204685 Português
Assinale a alternativa em que a palavra foi acentuada incorretamente. 
Alternativas
Q1204565 Português


Disponível em: https://www.google.com.br/search. Acesso em 04 de setembro de 2018.

Marque a opção que apresenta a frase que corresponda, do ponto de vista da ortografia e da acentuação, às regras da norma padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q1204176 Português
Com relação ao vocábulo comportamento, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) É paroxítona. ( ) Possui a mesma quantidade de letras e fonemas. ( ) Possui dois dígrafos. ( ) Possui dois encontros consonantais. ( ) É polissilábica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q1204029 Português
Pregos

    Foi de repente. Dois quadros que tenho na parede da sala despencaram juntos. Ninguém os havia tocado, nenhuma ventania naquele dia, nenhuma obra no prédio, nenhuma rachadura. Simplesmente caíram, depois de terem permanecido seis anos inertes. Não consegui admitir essa gratuidade, fiquei procurando uma razão para a queda, haveria de ter uma.
    Poucos dias depois, numa dessas coincidências que não se explicam, estava lendo um livro do italiano Alessandro Baricco, chamado “Novecentos”, em que ele descrevia exatamente a mesma situação. “No silêncio mais absoluto, com tudo imóvel ao seu redor, nem sequer uma mosca se movendo, eles, zás. Não há uma causa. Por que precisamente neste instante? Não se sabe. Zás. O que ocorre a um prego para que decida que já não pode mais?”
    Alessandro Baricco não procura desvendar esse mistério, apenas diz que assim é. Um belo dia a gente se olha no espelho e descobre que está velho. A gente acorda de manhã e descobre que não ama mais uma pessoa. Um avião passa no céu e a gente descobre que não pode ficar parado onde está nem mais um minuto. Zás. Nossos pregos já não nos seguram.
    Costumamos chamar essa sensação de “cair a ficha”, mas acho bem mais poética e avassaladora a analogia com os quadros na parede. Cair a ficha é se dar conta. Deixar cair os quadros é um pouco mais que isso, é perder a resistência, é reconhecer que há algo que já não podemos suportar. Não precisa ser necessariamente uma carga negativa, pode ser uma carga positiva, mas que nos obriga a solicitar mais força dentro de nós.
    Nascemos, ficamos em pé, crescemos e a partir daí começamos a sustentar nossas inquietações, nossos desejos inconfessos, algum sofrimento silencioso e a enormidade da nossa paciência. Nossos pregos são feitos de material maciço, mas nunca se sabe quanto peso eles podem aguentar. O quanto podemos conosco? Uma boa definição para felicidade: ser leve para si mesmo.
    Sobre os meus quadros: foram recolocados na parede. Estão novamente fixos no mesmo lugar. Até que eles, ou eu, sejamos definitivamente vencidos pelo cansaço.
(Martha Medeiros. Pregos. Em: março de 2010.)
As seguintes palavras transcritas do texto foram acentuadas pelo mesmo motivo, EXCETO:
Alternativas
Respostas
3221: C
3222: A
3223: A
3224: D
3225: B
3226: A
3227: E
3228: A
3229: C
3230: C
3231: C
3232: E
3233: A
3234: B
3235: C
3236: A
3237: B
3238: A
3239: D
3240: B