A correição parcial
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A letra "D" está errada porque a reclamação correicional será promovida também pelo Corregedor de acordo com os artigos 709 e 682, XI da CLT.
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Segundo os ensinamentos do professor Renato Saraiva a reclamação correicional é um mero procedimento administrativo destinado a sustar procedimentos do juiz que atentem contra a boa ordem processual vigente. (processo do trabalho, 5ª edição).
A correição parcial/reclamação correicional não é recurso, nem ação, pois não se submete ao contraditório. Trata-se de medida judicial sui generis não contemplada na legislação processual civil codificada, cuja finalidade é coibir a inversão tumultuária da boa marcha processual surgida no curso do processo em virtude de ERRO, ABUSO ou OMISSÃO do juiz. É uma espécie de remédio destinado a eliminar o error in procedendo.
A CLT prevê a correição parcial em dois dispositivos: art. 709 e 682, XI. Observemos:
Art. 709: (...)
I- exercer funções de inspeção e CORREIÇÃO permanente com relação aos Tribunais Regionais e seus presidentes.
II- Decidir reclamações contra os atos atentatórios da boa ordem processual praticados pelos Tribunais Regionais e seus presidentes quando inexistir recurso específico.
Art. 682: (...)
XI- exercer CORREIÇÃO, pelo menos uma vez por ano, sobre as Juntas, ou parcialmente, sempre que se fizer necessário, e solicitá-la, quando julga conveniente, ao presidente do Tribunal de Justiça, relativamente aos juízes de direito investidos na administração da Justiça do Trabalho.
B- ERRADA
A correição parcial é uma medida judicial "sui generis" não contemplada na legislação processual civil codificada.
Segundo Carlos Henrique Bezerra Leite (Curso de Direito Processual do Trabalho - 8ª ed - LTr - pág. 1283): a correição parcial não é recurso, nem ação, pois não se submete ao contraditório.
C- CERTA
A finalidade da correição parcial é coibir a inversão tumultuária da boa marcha processual surgida no curso do processo em virtude de erro, abuso ou omissão do juiz, isto é, trata-se de medida/remédio cabível para combater um "error in procedendo".
Fato curioso é que a alternativa parece ter sido extraída integralmente do livro do Carlos Henrique Bezerra Leite (acima citado). Vejamos o trecho de referência (página 1283): Surge, nesses casos, a correição parcial como espécie de remédio destinado a eliminar o error in procedendo.
D- ERRADA
A correição parcial, de natureza processual, é manejada pela parte como remédio para sanar o prejuízo provocado pelo juiz da causa.
E- ERRADA
O art. 96, I, "b", da CF faz previsão expressa acerca da correição parcial. Vejamos:
Art. 96.: Compete privativamente:
I- aos tribunais:
(...)
b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados, velando pelo exercício da atividade CORREICIONAL respectiva.
Parágrafo único. Em situação extrema ou excepcional, poderá o Corregedor-Geral adotar as medidas necessárias a impedir lesão de difícil reparação, assegurando, dessa forma, eventual resultado útil do processo, até que ocorra o exame da matéria pelo órgão jurisdicional competente.
Na Justiça do Trabalho, entretanto, a sua previsão não decorre apenas de norma estabelecida nos regimentos internos dos Tribunais Trabalhistas (TST e TRTs). O instituto é expressamente previsto na legislação. A CLT contém dois dispositivos que regulam a matéria, o art. 682, XI, e o art. 709, II, e seus parágrafos 1º e 2º.
O art. 682 consolidado dispõe que é da competência dos Presidentes dos Tribunais Regionais (em alguns TRTs a competência é do Juiz Corregedor):
"XI – exercer correição, pelo menos uma vez por ano, sobre as Juntas, ou parcialmente, sempre que se fizer necessário, e solicitá-la, quando julgar conveniente, ao Presidente do Tribunal de Justiça, relativamente aos juízes de Direito investidos na administração da Justiça do Trabalho".
E o art. 709 da CLT reza que compete ao ministro Corregedor-Geral do Tribunal Superior do Trabalho:
"II – decidir reclamações contra atos atentatórios da boa ordem processual praticados pelos Tribunal Regionais e seus presidentes, quando inexistir recurso específico.
§ 1º - Das decisões proferidas pelo Corregedor, nos casos do artigo, caberá o agravo regimental, para o Tribunal Pleno.
§ 2º - O Corregedor não integrará as Turmas do Tribunal, mas participará, com voto, das sessões do Tribunal Pleno quando não se encontrar em correição ou em férias, embora não relate nem revise processos, cabendo-lhe, outrossim, votar em icidente de inconstitucionalidade, nos processos administrativos e nos feitos em que estiver vinculado por visto anterior à sua posse na Corregedoria3".
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