“O título de crédito é sempre emitido em razão de um negócio...
Essa afirmação diz respeito ao elemento (princípio) da:
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Vamos analisar a questão sobre o princípio dos títulos de crédito que é mencionado no enunciado. O tema central é a abstração, um dos princípios fundamentais dos títulos de crédito.
Os títulos de crédito são documentos que representam uma obrigação de pagamento e possuem características específicas que os diferenciam de outros instrumentos jurídicos. No contexto da questão, é importante compreender que:
1. Princípio da Abstração: Este princípio significa que o título de crédito é desvinculado do negócio jurídico que lhe deu origem. Ou seja, mesmo que haja um negócio subjacente, como uma compra e venda, o título pode circular independentemente, sem que a causa original precise ser mencionada ou comprovada. Isso é essencial para a circulação dos títulos, pois facilita a negociação e a confiança no documento.
Exemplo Prático: Imagine que uma empresa emite uma nota promissória para pagar a compra de mercadorias. Se essa nota promissória é transferida para um terceiro, este terceiro não precisa se preocupar com o contrato de compra e venda que originou a emissão da nota. Ele confia no título como uma promessa de pagamento válida.
Justificativa da Alternativa Correta: Alternativa D - Abstração
A alternativa D é a correta porque o enunciado descreve exatamente o princípio da abstração: o título de crédito é emitido com base em um negócio jurídico, mas sua validade e eficácia não dependem da manutenção ou menção da causa subjacente.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
A - Literalidade: Este princípio significa que os direitos e obrigações constam apenas no texto do título. Não é o que o enunciado descreve, pois ele menciona a independência da causa subjacente.
B - Autonomia: Refere-se à independência das obrigações de cada signatário do título. Embora relacionado, não é o foco do enunciado.
C - Independência: Este termo pode ser confundido com autonomia, mas no contexto dos títulos de crédito, refere-se à independência dos direitos do portador. Não se aplica diretamente à descrição do enunciado.
E - Cartularidade (ou Incorporação): Este princípio indica que o direito está incorporado ao título, ou seja, para exercer o direito, é necessário possuir o título físico. Não é o que o enunciado discute.
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Comentários
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SUCEDE, TODAVIA, QUE A NOTA PROMISSÓRIA, EM SUA PRÓPRIA ESSÊNCIA GOZA DO ELEMENTO ACIDENTAL DE ABSTRAÇÃO, DE MODO QUE INDEPENDE DA CAUSA QUE LHE DEU ORIGEM, COMO ACENTUA NELSON NERY E ROSA MARIA NERY:
"O TÍTULO DE CRÉDITO É SEMPRE EMITIDO EM RAZÃO DE UM NEGÓCIO JURÍDICO SUBJACENTE. NO ENTANTO, SUBSISTE E SOBREVIVE SEM QUE SEJA NECESSÁRIO MENCIONAR-SE NO PRÓPRIO TÍTULO A RAZÃO QUE ENSEJOU SUA EMISSÃO (CRIAÇÃO). POR ISSO DIZ QUE O TÍTULO DE CRÉDITO TEM A CARACTERÍSTICA DA ABSTRAÇÃO." (2012, P. 901)
FONTE:http://www.jusbrasil.com.br/diarios/55164163/djmt-05-06-2013-pg-424
BONS ESTUDOS
A LUTA CONTINUA
1º Princípio da Cartularidade: Este princípio determina que o título de crédito deve-se representar através de uma cártula, ou seja, um papel em que se especifica a obrigação.
2º Princípio da Literalidade: Através deste princípio, podemos determinar que, apenas os atos e valores mencionados no documento é que gerarão efeitos jurídicos e mercantis. Vale ressaltar, que o termo literal significa: aquele que acompanha rigorosamente a letra do texto. Portanto, qualquer outro ato mencionado em documento a parte, não terá nenhum valor.
3º Princípio da Autonomia das Obrigações: Como o próprio diz, este princípio determina que as obrigações assumidas por meio do mesmo título são autônomas. Quer dizer que, quando o devedor emite o título de crédito ao credor, este último pode transferi-lo, endossando-o a um terceiro, e este princípio é que garante o recebimento deste terceiro em face do emitente do título, independente de qualquer desavença com o antigo credor do título.
Fundamentalmente, os títulos de crédito deverão ser dotados de:
1) "Cartularidade", ou seja, deverão ser materializados por meio de instrumentos válidos, documentos em si, cártulas, os quais precisam ser portados para garantir e comprovar o direito de seu portador;
2) "Literalidade", já que o título deve carrear de forma clara a obrigação para a qual ele foi criado;
3) "Autonomia", não sendo estas obrigações eivadas por relações anteriores entre o credor e os devedores antecedentes, o que nos leva à segurança do negócio jurídico que possibilita o endosso do título ao mercado sem lhe embutir vicissitudes/vícios, conferindo‐lhes, portanto, liquidez;
4) "Abstração", em que o título pode circular sem vinculação ao negócio que lhe deu origem; (RESPOSTA DA QUESTÃO: LETRA D)
5) "Legalidade" ou "Tipicidade": Têm forma e existência definida em lei.
FONTE: http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI146964,81042-Caracteristicas+gerais+dos+titulos+de+credito+com+foco+nomercadoCaracteristicas+gerais+dos+titulos+de+credito+com+foco+nomercadoAUTONOMIA
Quanto ao princípio da autonomia, quando se diz que os títulos de créditos são autônomos, tal autonomia não se refere à relação de débito e crédito que lhe deu origem, e sim ao relacionamento entre o devedor e terceiros. Há uma independência dos diversos e sucessivos possuidores dos títulos de crédito em relação a cada um dos outros.
O princípio da autonomia, por seu turno, se desdobra em dois:
SUBPRINCÍPIOS DERIVADOS DO PRINCÍPIO DA AUTONOMIA
1) Abstração: qualquer título de crédito colocado em circulação se desvincula da relação originária que lhe deu causa.
2) Inoponibilidade das exceções pessoais aos terceiros de boa-fé: umavez que as relações cambiais são autônomas entre si, não pode o devedor original do título alegar em juízo as exceções (defesas) pessoais que possui contra o credor original, opondo-as ao portador de boa-fé.
A) Literalidade -> Somente pode ser exigido do devedor o que constar, literalmente no título de crédito, seja o valor, as condições de pagamento ou garantia ou o prazo do vencimento. Pactuando as partes esta ou aquela cláusula relevante para o adimplemento da obrigação, deve esta ser escrita na cártula, sob pena de mostrar-se inexigível no futuro.
B) Autonomia -> Cada relação estabelecida na cártula é autonoma e eventuais vícios existentes em uma delas não desobriga o devedor a honrar o pagamento junto àquele que validamente detém o título. O mesmo título de crédito pode representar uma série de obrigações, todas elas decorrentes de uma obrigação patrimonial original assumida pelo devedor, como o aval e o endosso. A nulidade de uma obrigação cambial não implica na nulidade das outras obrigações constantes do título.
E) Cartularidade -> É credor do título aquele que o detém concretamente, fisicamente, quem o tem em mãos. Cártula é o instrumento material, o papel que corporifica o título de crédito.
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