Questões de Concurso Para pr-4 ufrj

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Q1880106 Português

FUGA

        Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.

        — Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar.

       Com três anos, já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.

        — Pois então para de empurrar a cadeira.

        — Eu vou embora — foi a resposta.

        Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesourinha enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

        A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:

       — Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra, do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

       — Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele.

      Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa prevenido — uma moeda de um cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho e abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do ônibus que surgia à distância.

         — Meu filho, cuidado!

      O ônibus deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como um animalzinho:

          — Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito comovido.

         — Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.

         Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:

          — Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.

        — Me larga. Eu quero ir embora. Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.

          — Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.

          — Fico, mas vou empurrar esta cadeira.

           E o barulho recomeçou.

Fonte: SABINO, Fernando. Fuga. In: Os melhores contos. Rio de Janeiro: Record, 1986. p.122-123. 

No cotidiano, o diminutivo pode ser usado para expressar tamanho pequeno, tom pejorativo ou mesmo afetivo. Assinale a alternativa em que o diminutivo utilizado no texto 1 expressa tom pejorativo.
Alternativas
Q1880105 Português

FUGA

        Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.

        — Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar.

       Com três anos, já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.

        — Pois então para de empurrar a cadeira.

        — Eu vou embora — foi a resposta.

        Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesourinha enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

        A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:

       — Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra, do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

       — Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele.

      Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa prevenido — uma moeda de um cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho e abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do ônibus que surgia à distância.

         — Meu filho, cuidado!

      O ônibus deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como um animalzinho:

          — Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito comovido.

         — Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.

         Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:

          — Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.

        — Me larga. Eu quero ir embora. Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.

          — Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.

          — Fico, mas vou empurrar esta cadeira.

           E o barulho recomeçou.

Fonte: SABINO, Fernando. Fuga. In: Os melhores contos. Rio de Janeiro: Record, 1986. p.122-123. 

A respeito do trecho “Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas (...)”, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q1880104 Português

FUGA

        Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.

        — Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar.

       Com três anos, já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.

        — Pois então para de empurrar a cadeira.

        — Eu vou embora — foi a resposta.

        Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesourinha enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

        A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:

       — Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra, do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

       — Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele.

      Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa prevenido — uma moeda de um cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho e abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do ônibus que surgia à distância.

         — Meu filho, cuidado!

      O ônibus deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como um animalzinho:

          — Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito comovido.

         — Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.

         Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:

          — Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.

        — Me larga. Eu quero ir embora. Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.

          — Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.

          — Fico, mas vou empurrar esta cadeira.

           E o barulho recomeçou.

Fonte: SABINO, Fernando. Fuga. In: Os melhores contos. Rio de Janeiro: Record, 1986. p.122-123. 

Levando-se em consideração apenas o primeiro parágrafo do texto 1, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q1879282 Biomedicina - Análises Clínicas

Foi sintetizado o oligonucleotídeo AST1F de 22 bases com a seguinte sequência: 5’-ATTCGGTATTCGCAT-TCGGAGG-3’. Esse oligonucleotídeo foi recebido liofilizado no laboratório com as informações mostradas na tabela. É costume, nesse laboratório, diluir os oligonucleotídeos a uma concentração de 100 micromolar. Assinale a alternativa que demonstra a quantidade de água deionizada autoclavada adicionada para alcançar essa concentração.


Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q1879280 Biomedicina - Análises Clínicas

O mecanismo de degradação de proteínas por ubiquitina reconhece _______________.


Marque a alternativa que completa corretamente a lacuna.

Alternativas
Q1879279 Biomedicina - Análises Clínicas
No laboratório de expressão de proteínas heterólogas produziu-se uma proteína de levedura de 55,000 Da em Escherichia coli e pediram para escolher uma resina de troca iônica para purificar a proteína. Assinale a alternativa correta que indica o que deve ser feito para se escolher a melhor coluna de troca iônica.
Alternativas
Q1879278 Biomedicina - Análises Clínicas
O tamanho em pares de bases de um fragmento de DNA pode ser calculado a partir da migração em um gel de agarose 1% submetido à eletroforese. Para o cálculo, é necessário colocar um padrão com fragmentos de DNA conhecidos, como o fago lambda digerido com a enzima de restrição HindIII. O tamanho de um determinado fragmento pode ser calculado porque:
Alternativas
Q1879277 Biologia
A tradução de todas as proteínas em uma célula eucariótica começa no citoplasma (com exceção de algumas proteínas produzidas nas mitocôndrias e cloroplastos). Quando uma proteína é produzida, ela é dirigida para o sítio de ação por meio de marcas moleculares. As proteínas que serão direcionadas à membrana plasmática percorrem primeiro um caminho do retículo endoplasmático ao Golgi. Sobre esse caminho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1879276 Biologia
Marque, dentre as alternativas a seguir, a que explica por que é importante compreender a filogenia.
Alternativas
Q1879275 Biomedicina - Análises Clínicas
Você recebeu duas amostras de DNA de diferentes organismos. A primeira molécula foi isolada de Mycobacterium tuberculosis com conteúdo de GC 65,6% e tamanho de 4,4 milhões de pares de bases (bp); a segunda é o plasmídeo pBR322 com conteúdo de GC de 53% e tamanho de 4361 bp. Você, então, mediu a absorbância de luz de cada molécula em função da temperatura. Assinale a alternativa que apresenta a molécula com maior valor Tm e a justificativa para isso.
Alternativas
Q1879274 Biologia
O DNA é formado por duas fitas complementares e antiparalelas que giram em torno de um eixo. Marque a alternativa que explica por qual motivo essas fitas são chamadas de antiparalelas.
Alternativas
Q1879273 Biomedicina - Análises Clínicas
O DNA plasmidial pode ser isolado de culturas bacterianas por lise alcalina com SDS (Dodecil Sulfato de Sódio). Analise as alternativas a seguir e assinale a resposta correta em relação a essa técnica.
Alternativas
Q1879272 Biologia
Com o advento da genômica, o sequenciamento completo de genomas, principalmente de organismos eucariotos, e a comparação entre eles geraram uma enorme quantidade de informações sobre a estrutura e complexidade genômica existente e permitiram uma melhor compreensão sobre a evolução desses genomas. Com base nessa afirmação, marque a alternativa correta.
Alternativas
Q1879270 Biologia
Em 2009, o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina foi conferido às pesquisadoras americanas Elizabeth H. Blackburn, Carol W. Greider e ao seu colaborador Jack W. Szostak, pela descoberta de como os cromossomos são protegidos pelos telômeros e pela ação das telomerases. Em relação aos telômeros e às telomerases, é correto afirmar que:
Alternativas
Q1879269 Biologia
Após a etapa de tradução, algumas proteínas podem sofrer modificações pós-traducionais que determinam sua função e localização intracelular. Uma dessas modificações é a adição de moléculas de ubiquitina à cadeia polipeptídica recém-sintetizada. Nesse contexto, marque a alternativa correta.
Alternativas
Q1879267 Biologia
Com relação à sequência promotora, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q1879266 Biologia

Logo após a transcrição gênica, a molécula de RNA mensageiro primário (pré-RNAm) sofre uma série de modificações até chegar a sua forma madura e funcional (RNAm). Sobre esses processos, é correto afirmar que:

Alternativas
Q1879265 Biomedicina - Análises Clínicas
Pichia pastoris é um fungo ascetomiceto utilizado para produção de proteínas heterólogas, como uma alternativa aos sistemas de expressão proteica em procariotos. Por ser um organismo metilotrófico, pode ser crescido utilizando o metanol como sua única fonte de carbono. Nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1879264 Biomedicina - Análises Clínicas
A cromatografia de exclusão, também chamada de filtração em gel, é uma técnica utilizada para separação de proteínas de diferentes tamanhos a partir de misturas complexas. O princípio de separação se baseia na existência de uma fase sólida com poros de tamanho determinado e uma fase móvel, que pode ser líquida ou gasosa. Sobre a separação das proteínas por essa técnica, pode-se afirmar que as proteínas de baixo peso molecular são eluídas:
Alternativas
Q1879263 Biomedicina - Análises Clínicas
Quando duas ou mais sequências de DNA, RNA ou proteína são organizadas “in silico” de forma que os elementos mais similares entre elas fiquem sobrepostos um ao outro, dizemos que as sequências estão alinhadas. Sobre os alinhamentos de sequências de proteínas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Respostas
3221: C
3222: A
3223: B
3224: A
3225: C
3226: B
3227: D
3228: B
3229: A
3230: A
3231: B
3232: D
3233: E
3234: A
3235: C
3236: D
3237: E
3238: B
3239: D
3240: D