Sobre a aplicação da lei penal militar, é CORRETO afirmar que

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q670711 Direito Penal Militar
Sobre a aplicação da lei penal militar, é CORRETO afirmar que
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Interpretação do Enunciado: A questão trata da aplicação da lei penal militar, um tema importante dentro do direito penal militar. Ela exige conhecimento sobre a legislação aplicável e como o Código Penal Militar (CPM) regula a aplicação das leis penais.

Legislação Vigente: O Código Penal Militar, principalmente os artigos que tratam da aplicação da lei no tempo e no espaço, é a base para responder essa questão. Também é relevante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a combinação de leis.

Tema Central: O foco é entender como as leis penais militares são aplicadas, tanto em termos de retroatividade (quando uma lei nova pode beneficiar o acusado) quanto em termos de territorialidade e jurisdição.

Exemplo Prático: Imagine um militar brasileiro que comete um crime em missão no exterior. A aplicação da lei penal militar pode determinar que, embora o crime tenha ocorrido fora do Brasil, ele ainda seja julgado sob a jurisdição militar brasileira.

Justificativa para a Alternativa Correta (B): A alternativa B está correta porque o Código Penal Militar realmente veda a combinação de leis, como já determinado pelo STF. Isso significa que, ao se aplicar a lei mais favorável, deve-se escolher integralmente uma lei ou outra, e não combinar partes de diferentes leis para favorecer o réu.

Análise das Alternativas Incorretas:

Alternativa A: Incorreta. De acordo com a Constituição de 1988, as leis penais mais benéficas devem retroagir em benefício do réu, mesmo em condenações transitadas em julgado.

Alternativa C: Incorreta. Embora o critério de extraterritorialidade permita que crimes cometidos por militares no exterior sejam julgados no Brasil, não é obrigatório que o julgamento ocorra no país onde o crime foi cometido.

Alternativa D: Incorreta. Um militar condenado no exterior pode ter sua pena reavaliada no Brasil, considerando o princípio do non bis in idem, que evita dupla punição pelo mesmo fato.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

A)     Retroatividade de lei mais benigna

        § 1º A lei posterior que, de qualquer outro modo, favorece o agente, aplica-se retroativamente, ainda quando já tenha sobrevindo sentença condenatória irrecorrível.

B) GAB

C) Não confunde-se competência interna de julgamento com princípio penal da territoriedalidade e extra, esse ultimo visa proteger o bem jurídico, já a competência é um critério de organização judiciária. Assim, um agente no exterior pode cometer crime militar infringindo lei brasileira, sendo julgado pelo Brasil.

D) Art. 8° A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas.

gabarito letra B

 

  Apuração da maior benignidade

       Art. 2, § 2°, CPM - Para se reconhecer qual a mais favorável, a lei posterior e a anterior devem ser consideradas separadamente, cada qual no conjunto de suas normas aplicáveis ao fato.

A) ERRADA. O art. 2º, § 1º, CPM (Código Penal Militar), assegura a retroatividade da lei mais benigna.

C) ERRADA. O art. 7º, in fine, CPM, consagra o princípio da extraterritorialidade irrestrita ou incondicionada, na qual o processo e julgamento de crimes militares não podem ser entregues à justiça estrangeira, conforme doutrina de Cícero Robson Coimbra Neves (2012).

 

E importante observar, que não se admite a lex tertia, ou seja, a combinação de duas leis para formação de uma terceira lei.

GABARITO B

 

De acordo com entendimento consolidado pelo STF, a lex tertia (terceira lei) não é admitida no ordenamento jurídico, pois fere a independência dos poderes ao transformar o julgador em legislador. Ressalta-se que há doutrinadores que entendem ser possível a aplicação da combinação de leis na resolução do caso concreto, sendo assim assunto não pacificado no meio jurídico.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo