Questões de Concurso
Sobre ocupação de novos territórios: colonialismo em história
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Em relação aos argumentos utilizados pela igreja católica para justificar religiosamente o crescente tráfico de escravos africanos, leia as alternativas abaixo e marque a alternativa correspondente.
I Os descendentes de Ham, um dos filhos de Noé, eram amaldiçoados e destinados à escravidão.
II Assim, os europeus cristãos estariam oportunamente absolvidos, pela própria natureza “inferior” daqueles africanos.
O sistema colonial implantado nas Américas pelos europeus moldou o espaço e a economia das colônias. Analise as afirmativas sobre o sistema colonial:
I. A colonização portuguesa no Brasil foi inicialmente marcada pela extração do pau-brasil, realizada com o auxílio de mão de obra indígena.
II. A adoção do sistema de plantation, baseado em grandes propriedades, monocultura e trabalho escravizado, foi essencial para a produção de açúcar no Brasil.
III. As colônias inglesas na América do Norte adotaram o mesmo sistema econômico das colônias espanholas, priorizando a exploração de ouro e prata.
Das afirmativas, pode-se afirmar que:
I. A transição do feudalismo para o capitalismo foi marcada pelo declínio da servidão e pela expansão das cidades, um processo acelerado pelo aumento do comércio e pela formação de mercados regionais.
II. O mercantilismo, como sistema econômico predominante entre os séculos XVI e XVIII, consolidou o papel do Estado na economia, mas enfrentou resistências teóricas, como as críticas de Adam Smith em A Riqueza das Nações.
III. Nas economias coloniais, a exploração de recursos e a mão de obra escravizada garantiram o acúmulo primitivo de capital, essencial para a formação do capitalismo industrial no século XVIII.
IV. A teoria marxista argumenta que o mercantilismo foi a etapa inicial do capitalismo, promovendo uma acumulação intensiva que resultou na ascensão da burguesia industrial.
V. A crise do sistema feudal foi acentuada pela Peste Negra do século XIV, que resultou na escassez de mão de obra e no enfraquecimento das estruturas senhoriais.
Assinale a alternativa correta:
I. O sincretismo foi uma estratégia de resistência cultural, na qual práticas e crenças africanas foram adaptadas às práticas cristãs impostas pela colonização.
II. O sincretismo religioso se deu entre religiões de matriz africana e o catolicismo europeu, em detrimento da influência de outras culturas e crenças.
III. Algumas divindades africanas foram associadas a santos católicos, como uma forma de preservar as crenças e práticas originais sob a aparência do catolicismo.
Assinale a alternativa correta:
I - A África era marcada por uma grande diversidade de organizações sociais, incluindo impérios, aldeias e comunidades agrícolas ou pastoris.
II - A escravidão já existia no continente africano antes da chegada dos europeus.
III - O escravismo africano diferia do tráfico europeu, sendo praticado em pequena escala e voltado para a agricultura de subsistência ou serviços domésticos.
IV - A escravização não ocorria apenas por conflitos e guerras; ela também estava ligada à punição de crimes, pagamento de dívidas, fome e estratégias de sobrevivência.
V - A ocupação árabe transformou as práticas de escravidão na África, intensificando a comercialização dos escravizados para o mundo árabe e, posteriormente, para o tráfico transatlântico.
É verdadeiro o que se afirma em:
“As concepções europeias sobre os africanos começaram a mudar no século XVIII, à medida que eram vistos em termos mais humanitários. Essas levaram à exigência da abolição do tráfico de escravos”.
(In: Silvério, Valter Roberto. Síntese da coleção História Geral da África: Século XVI ao século XX / coordenação de Valter Roberto Silvério e autoria de Maria Corina Rocha, Mariana Blanco Rincón, Muryatan Santana Barbosa. – Brasília: UNESCO, MEC, UFSCar, 2013, p. 197)
Sobre o referido contexto, analise as afirmativas abaixo:
I. Em 25 de março de 1807, a Inglaterra aboliu o tráfico, essa foi a segunda abolição oficial, depois da Dinamarca em 1802.
II. O tráfico brasileiro durou até 1888, já em cuba durou até 1866.
III. Na França, a veiculação de ideias como a do filósofo Diderot, encorajaram a aversão à escravatura.
Em relação as afirmativas acima, é correto afirmar:
A afirmação acima se refere ao reino do Congo que teve contato com os portugueses a partir do século XV. Esta interpretação europeia se deu pelo(a):
“Para os portugueses o ideal teria sido não uma colônia de plantação, mas outra Índia (...). As circunstâncias americanas é que fizeram do povo colonizador de tendências menos rurais ou, pelo menos, com o sentido agrário mais pervertido pelo mercantilismo, o mais rural de todos: do povo que a Índia transformara no mais parasitário, o mais criador. Entre aquelas circunstâncias avultam imperiosas: as qualidades e as condições físicas da terra; as condições morais e materiais da vida e cultura de seus habitantes.”
(FREIRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. SP, Global, 2006. p. 43.)
Pegando como referência esse fragmento presente no clássico “Casa Grande e Senzala”, pode-se considerar como um aspecto da conjuntura que assinalou o início da colonização lusa na América o fato:
Para uma melhor compreensão acerca do sistema escravista colonial português nos trópicos, deve-se considerar o fato da:
Assinale a alternativa que descreve corretamente características da lavoura canavieira.
Analise o texto abaixo:
“A África propriamente dita é a parte característica deste continente. […]. Não tem interesse histórico próprio, senão o de que homens vivem ali na barbárie e na selvageria, sem fornecer nenhum elemento à civilização. Por mais que retrocedamos na história, acharemos que a África está sempre fechada no contato com o resto do mundo, é um Eldorado recolhido em si mesmo, é o país criança, envolvido na escuridão da noite, aquém da luz da história consciente. […] Nesta parte principal da África, não pode haver história”.
Apud: Hernandez, Leila Leite. A África em sala de aula.
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto.
Adaptado de JUNQUEIRA, Mary Anne. “Colônia de povoamento X colônia de exploração: reflexões e questionamentos sobre um mito”. In: Abreu, M.; Soihet, R.; Gontijo, R. Cultura política e leituras do passado: historiografia e ensino de História. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, pp. 173 – 184.
Com base no trecho, a autora interpreta que o uso dos termos “colônia de exploração” e “colônia de povoamento” está de acordo com