Questões de Concurso Sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português

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Q770602 Português
A linguagem tem várias funções ou finalidades, conforme as intenções ou pontos de vista do emissor. Veja com atenção os textos, procurando perceber os objetivos do emissor e assinale a alternativa incorreta.
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Q763553 Português
Ao realizar um ato de comunicação verbal, o indivíduo escolhe e seleciona as palavras, para depois organizá-las e combiná-las, conforme a sua vontade. E todo esse trabalho de seleção e combinação não é aleatório, não é realizado por acaso, mas está intimamente ligado à intenção do emissor. Assim sendo, a linguagem passa a ter funções. A respeito das funções de linguagem e suas definições assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q763552 Português
Leia o texto abaixo e assinale a alternativa CORRETA sobre os tipos de linguagem. Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2016 - IF-ES - Técnico em Enfermagem |
Q760237 Português

Texto para a questão a seguir


Em todo texto está implícita uma intencionalidade discursiva, levando o seu autor a optar por determinados elementos, enfatizando uns ou outros. Isso resulta no que se denomina função da linguagem. No texto acima, pode-se afirmar que há a predominância da função
Alternativas
Q759003 Português
A função da linguagem que prevalece neste texto é:
Alternativas
Q758983 Português

O texto abaixo serve de base para as questões desta prova. A leitura, interpretação e análise dos enunciados fazem parte do processo avaliativo.

OMS convoca reunião de emergência para debater zika na Rio-2016

Pressionada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) convoca para a semana que vem uma reunião de emergência para lidar com o surto do vírus zika, na fase final de preparação para os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. A entidade, porém, não deve sugerir qualquer tipo de cancelamento do evento. Mas pode modificar as recomendações de viagem ao Brasil. 
“Haverá uma reunião de emergência sobre o zika na semana que vem”, confirmou o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier. Segundo ele, as regras estabelecem que uma emergência precisa ser revista a cada três meses, o que obriga os cientistas a voltar a se reunir para lidar com a crise. A data exata, porém, ainda não foi divulgada.

“O grupo vai revisar a situação a partir das evidências novas que surgiram e o resultado de novas pesquisas para avaliar se precisam adotar novas recomendações”, disse.

Pressionada, a OMS tem sido cobrada a dar uma resposta a cientistas e atletas que ameaçam não ir aos Jogos Olímpicos por conta da ameaça. Há uma semana, 150 pesquisadores emitiram um apelo para que o evento no Brasil seja cancelado ou adiado. Atletas como Pau Gasol, do basquete, indicaram que poderiam rever sua participação no evento.

A OMS admite que as recomendações de viagens poderão ser revistas. Hoje, a entidade sugere que mulheres grávidas evitem locais com o surto de zika - associado a casos de microcefalia - e ainda traça uma série de recomendações para casais que estejam planejando ir ao Rio.

Mas a OMS insiste que tomará eventuais novas decisões exclusivamente com base na ciência, e não em temores. “A melhor forma de lidar com emoções é falar de ciência e fazer recomendações com base nelas”, disse Lindmeier. 

Numa carta a deputados americanos na semana passada, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, admitiu que o zika estava cada vez mais em seu radar. “Dada à preocupação internacional, decidi chamar uma nova reunião de emergência”, escreveu a diretora em uma carta. 

Na semana passada, os organizadores do Rio-2016 apresentaram ao Comitê Olímpico Internacional (COI) dados mostrando que o número de casos de dengue na cidade sofre uma dura queda a partir de julho. A doença é transmitida pelo mesmo mosquito que serve como vetor do zika. Mas, os brasileiros também prometeram uma limpeza diária dos locais do evento. 

http://www.gazetadopovo.com.br/esportes/olimpiadas/2016/omsconvoca-reuniao-de-emergencia-para-debater-zika-na-rio-2016- 44bkgxbyn2b5qbi8g50dzh35k.

A função da linguagem que prevalece neste texto é:
Alternativas
Q753080 Português

Leia o texto a seguir, a fim de resolver a questão:


DIGA NÃO AOS LIVROS

   Tenho saudades do tempo em que ainda não havia aprendido a ler. A vida era tão mais leve, entre brincadeiras à sombra dos laranjais. Não precisava ficar debruçado sobre cartilhas e cadernos, horas sem conta, espremendo o cérebro (é verdade que ainda bem pequeno) para descobrir o que aquela professora meio megera, meio bruxa, queria que eu fizesse com letras e números.

  Mal sabia eu o quanto ainda era um paraíso aquele conjunto de palavras meio desordenado e sem sentido! O Ivo que via a uva, o macaco matuto comendo mamão e o papai que passava pomada na panela eram companheiros numa amizade sem conflitos nas páginas coloridas da cartilha, com uma graça forçada, igual ao sorriso amarelo que damos após uma gafe monumental. Mas o Ivo, o macaco e o papai se davam muito bem, porque não precisavam ter coesão nem coerência, palavrinhas infernais que aprendi a pronunciar mais tarde nas aulas de redação. E que nunca soube muito bem para que serviam...

  Hoje, após muita reflexão e experiência, concluo que as atividades de ler e escrever deveriam ser banidas do currículo das escolas. Afinal, se as estatísticas sobre o assunto e todas as provas de leitura e língua a que se submetem os alunos brasileiros sempre acabam em números mínimos e vergonhosos, por que insistir nisso? Veja bem: os governantes não ignoram as pesquisas sobre os problemas da cidade ou sobre o valor do salário mínimo quando elas dão resultados irrisórios? Então... Vamos fazer o mesmo com a leitura e a escrita. Ah, e também com a matemática (por sinal, dispensável depois que inventaram a calculadora!)

  Acho que os estudantes ficariam muito mais contentes se não precisassem ler. Principalmente se fosse para adquirir o tal de conhecimento sobre o mundo. Acho desnecessário saber sobre o mundo. Acho que nunca vou sair da minha cidade: para que me serviria o mundo? Se for para saber sobre a história, também dispenso a leitura. Nada tenho a ver com gente antiga e com acontecimentos já terminados. A vida começa hoje, e toda a história começa e termina comigo.

  Se for para aprender sobre mim mesmo, como os professores insistem em dizer quando falam da leitura da literatura, continua dispensando. Já me conheço o suficiente: todos os meus gostos e preferências eu já conheço. Se tenho alguma dúvida, ela é resolvida no meu grupo. Porque o que meus amigos e eu decidimos, todos adotamos. Não tenho nada a esconder. Afinal, querer um carrão, uma casa bonita, férias na praia e um carrinho cheio no supermercado todos querem. E não precisam de estudo para isso. Podem conseguir com um pouco de sorte na loteria. Claro que fica mais fácil se o sujeito dá a sorte de virar cantor, ou se aprender a jogar futebol com alguma qualidade. Aí, então, analfabetismo vira charme, diferencial, pitoresco.

  Dizem que devo ler para, ao menos, saber do que se passa na cidade, pertinho de mim. Para que me serve saber das notícias? Elas acontecem sem minha participação. E vão continuar acontecendo. Só me interessa o resultado do futebol. O resto é preocupação que não preciso ter.

  Nem sei por que continuo indo à escola. Meus pais dizem que é para que eu tenha uma vida melhor que a deles. De que adianta? Eles estudaram mais que eu e, no entanto, dão um duro danado para sustentar a família. Se estudar é tão importante, por quê é que os outros desvalorizam o trabalho dos que passaram vários anos estudando e lendo um monte de textos?

  Outro dia fiquei sabendo que um ex-colega de escola conseguiu emprego numa livraria. É esquisito como tem gente que põe dinheiro nesse tipo de comércio. Passei lá nessa loja por acaso e entrei para falar com o cara. É verdade que tinha uns livros bonitos nas prateleiras... Parecia coisa de muito luxo e importância. Abri um deles e li um pedaço de uma página. Não entendi nada: algumas palavras eu conhecia, mas as frases não faziam sentido para mim. Achei um desperdício de papel e tinta: de que serve um livro se as pessoas não conseguem entender o que lêem? O colega falou que isso era porque eu não sabia ler. “Como não?”, respondi. “Tenho até diploma que diz que fui alfabetizado!” Aí ele me disse uma coisa que me deixou muito impressionado. “Pior analfabeto é o que aprendeu a ler e não lê!” Me senti ofendido. Mas, dentro de mim, reconheci que ele estava certo. Mas eu não estava ali para dar a ele o gostinho do acerto. Saí da livraria de cabeça erguida, dizendo que livro que não se entende é coisa mais que inútil. E livraria é lugar de gente que não tem, ou que não sabe, o que fazer na vida. Melhor que livro são os games. Melhor que os games, só o rock. Melhor que eles é a azaração. Ler para quê?

  A experiência acumulada sobre os malefícios da leitura em meus anos de vida me deram a idéia de criar um movimento de alerta para meus amigos, e até para os inimigos. Eles estão indo na conversa dos mais velhos. Ficam na dúvida e começam a pensar que a leitura e o estudo podem lhes trazer benefícios futuros. Vou criar uma associação dos inimigos da leitura que terá como palavra de ordem “Abaixo os livros!” Tenho certeza de que muitos virão se unir a mim. Penso que só assim acabaremos com essa farsa de civilização, história e cultura.

  O que vale mesmo é a azaração. O resto é silêncio. Palha.


(COSTA, Marta Morais da. Mapa do mundo: crônicas sobre leitura. Belo Horizonte: Leitura, 2006.)

O texto de Marta Morais da Costa é uma crônica. É da característica da crônica a comunicação com o leitor, a linguagem acessível e informal. Para comunicar bem por meio desses e de outros elementos que se misturam numa crônica, ela tem o status de exercer várias funções. Por isso, escolha a opção incorreta da função da linguagem do trecho em destaque:
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Q751795 Português

                                       Lagoa

Eu não vi o mar

Não sei se o mar é bonito,

não sei se ele é bravo.

O mar não me importa.

Eu vi a lagoa.

A lagoa, sim.

A lagoa é grande

e calma também.

Na chuva de cores

da tarde que explode

a lagoa brilha

a lagoa se pinta

de todas as cores.

Eu não vi o mar.

Eu vi a lagoa.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Reunião. 10 ed. José Olympio. 1980. p.10 

Predomina no texto acima qual função da linguagem?
Alternativas
Q750385 Português

O silêncio que sai do som da chuva espalha-se, num crescendo de monotonia cinzenta, pela rua estreita que fito. Estou dormindo desperto, de pé contra a vidraça, a que me encosto como a tudo. Procuro em mim que sensações são as que tenho perante esse cair de água sombriamente luminosa, que se destaca das fachadas sujas e, ainda mais, das janelas abertas. E não sei o que sinto, não sei o que quero sentir, não sei o que penso nem o que sou.

PESSOA, Fernando. Livro do desassossego. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 77.

Ao analisar o texto, deduz-se que o autor utilizou

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Q750382 Português

Poema tirado de uma notícia de jornal

Manuel Bandeira

João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

Disponível em: <http://www.jornaldepoesia.jor.br/manuelbandeira04.html>. Acesso em: 14 jul. 2016.

No que se refere às funções da linguagem, o texto desenvolve uma movimentação que parte da função
Alternativas
Q748256 Português

considere a charge a baixo para responder à questão.


O processo ambíguo presente na charge é característica predominante da função:
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Q742814 Português
Leia a crônica “A perigosa aventura de escrever” para responder à questão.

      A PERIGOSA AVENTURA DE ESCREVER

    “Minhas intuições se tornam mais claras ao esforço de transpô-las em palavras”. Isso eu escrevi uma vez. Mas está errado, pois que, ao escrever, grudada e colada, está a intuição. É perigoso porque nunca se sabe o que virá — se se for sincero. Pode vir o aviso de uma destruição, de uma autodestruição por meio de palavras. Podem vir lembranças que jamais se queria vê-las à tona. O clima pode se tornar apocalíptico. O coração tem que estar puro para que a intuição venha. E quando, meu Deus, pode-se dizer que o coração está puro? Porque é difícil apurar a pureza: às vezes no amor ilícito está toda a pureza do corpo e alma, não abençoado por um padre, mas abençoado pelo próprio amor. E tudo isso pode-se chegar a ver — e ter visto é irrevogável. Não se brinca com a intuição, não se brinca com o escrever: a caça pode ferir mortalmente o caçador.
(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)
Um texto literário pode exercer várias funções linguísticas para o leitor. Escolha a opção que explica e comprova melhor o que é possível perceber da leitura desse texto de Clarice Lispector:
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Ano: 2015 Banca: CRF-TO Órgão: CRF-TO Prova: CRF-TO - 2015 - CRF-TO - Fiscal |
Q741593 Português

Texto I

                         Homenagem ao fracasso

      Numa sociedade em que o sucesso é almejado e festejado acima de tudo, onde estrelas, milionários e campeões são os ídolos de todos, o fracasso é visto como algo embaraçoso e constrangedor, que a gente evita a todo custo e, quando não tem jeito, esconde dos outros. Talvez não devesse ser assim.(...)

      Fracassamos quando tentamos fazer algo. Só isso já mostra o valor do fracasso, representando nosso esforço. Não fracassar é bem pior, pois represente a inércia ou, pior, o medo de tentar. Na ciência ou nas artes, não fracassar significa não criar. Todo poeta, todo pintor, todo cientista coleciona um número bem maior de fracassos do que de sucessos. São frases que não funcionam, traços que não convencem, hipóteses que falham. (...).Mas sem os erros não vamos em frente. O sucesso é filho do fracasso.

      Tem gente que acha que gênio é aquele cara que nunca fracassa, para quem tudo dá certo, meio que magicamente. Nada disso. Todo gênio passa pelas dores do processo criativo, pelos inevitáveis fracassos e becos sem saída, até chegar a um solução que funcione.(...). O fracasso garante nossa humildade ao confrontarmos os desafios da vida. Se tivéssemos sempre sucesso, como entender os que fracassam? Nisso, o fracasso é essencial para a empatia, tão importante na convivência social.

                                       (GLEISER, Marcelo, Folha de São Paulo,22/12/2013).

Quanto à linguagem e à função de linguagem presentes na construção textual, há o predomínio:
Alternativas
Q738212 Português

Observe o poema de Carlos Drummond de Andrade.

“Aula de Português”

A linguagem 

na ponta da língua

tão fácil de falar 

e de entender. 

A linguagem na superfície estrelada de letras,

sabe lá o que quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele e quem sabe, 

e vai desmatando

o amazonas de minha ignorância. 

Figuras de gramática, esquipáticas

atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,

em que pedia para ir lá fora, 

em que levava e dava pontapé,

a língua, breve língua entrecortada

do namoro com a priminha.

O português são dois; o outro, mistério. 


Carlos Drummond de Andrade. Esquecer para lembrar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979.

As funções de linguagens predominante no poema de Drummond são:
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Q734502 Português
Leia o texto abaixo para responder a questão.

Texto 1
Primeiro voo comercial do Aeroporto 9 de Maio é comemorado por centenas de pessoas
    O primeiro voo comercial do Aeroporto 9 de Maio aconteceu na tarde de segunda-feira (29/09/14). Centenas de pessoas ao longo da BA-290, no saguão do aeroporto, na área de estacionamento, prestigiaram o pouso e viram de perto o sonho se realizar. A aeronave lotada marcou mais uma realização do governo municipal teixeirense, que trabalhou arduamente – desde a regularização documental do Aeroporto – para que Teixeira de Freitas e região fossem beneficiadas com voos comerciais.
    “Foi emocionante, quando estávamos chegando, todos dentro do avião bateram palmas”, disse a professora Vera Lúcia de Almeida, que participou do primeiro voo. Ela destacou: “Estou muito feliz, muito feliz”. Seus filhos estudam há cerca de três anos em Minas Gerais e com o Aeroporto poderá visitá-los com mais facilidade, segurança e mais conforto. O secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Gedemácio Guimarães, foi um dos passageiros que chegou neste primeiro pouso. Ao desembarcar, ele não escondeu a satisfação ao vislumbrar todas as possibilidades que estes voos representam para o município, desde o incremento ao turismo até a atração de indústrias.
    Mais de 100 pessoas embarcaram e desembarcaram no primeiro voo do Aeroporto 9 de Maio, que chegou com mais de 60 e decolou com cerca de 50.
Disponível em: : <http://www.jornalalerta.com.br/2015/01/os-fatos-que-marcaram-o-desenvolvimentoteixeirense/>. Acesso em: 18 dez. 2015, fragmento.
Relacionando o conteúdo e a linguagem do texto ao seu propósito principal, pode-se dizer que nele
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Q728758 Português

O texto “Operação, por exemplo, é uma palavra assustadora. Pior do que intervenção cirúrgica porque promete uma intromissão muito mais radical nos intestinos”.

Esse segmento do texto “Diminutivos”, de Luís Fernando Veríssimo, exemplifica uma função de linguagem denominada

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Q727757 Português

TEXTO III:

O Lutador

Lutar com palavras

  é a luta mais vã.

  Entanto lutamos

mal rompe a manhã.

São muitas, eu pouco.

 Algumas, tão fortes

   como o javali.

Não me julgo louco.

  Se o fosse, teria

poder de encantá-las.

 Mas lúcido e frio,

 apareço e tento

apanhar algumas

para meu sustento

  num dia de vida.

Deixam-se enlaçar,

  tontas à carícia

  e súbito fogem 

  e não há ameaça

  e nem há sevícia

que as traga de novo

 ao centro da praça.

  Insisto, solerte.

Busco persuadi-las.

Ser-lhes-ei escravo

 de rara humildade.  

(Drummond De Andrade, Carlos. Poesia completa e prosa. Rio de janeiro: José Aguilar, 1973. / fragmento) 

Através da metalinguagem, o texto aborda poeticamente o trabalho do poeta na construção de seus poemas. No trecho transcrito, é possível identificar que:
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Q727336 Português
No texto: “Com formato de guarda-chuva aberto, a Chrysaora hypocella pertence à classe dos cifozoários, animais celentrados, da classe Scyphozoa, aeróspedos, caracterizados por terem medusas grandes, em forma de campânula, marginadas por tentáculos.”, a função de linguagem predominante é
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Q725612 Português

                                                     TERNURA 

Eu te peço perdão por te amar de repente

Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos

Das horas que passei à sombra dos teus gestos

Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos

Das noites que vivi acalentado

Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo

Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.

E posso te dizer que o grande afeto que te deixo

Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas

Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...

É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias

E só te pede que te repouses quieta, muito quieta

E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar

                                                              [extático da aurora. 

(Texto extraído da antologia de Vinicius de Moraes –“Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, p. 259.).

E quanto às funções da linguagem? Qual é a função da linguagem predominante no poema de Vinicius de Morais? Assinale a alternativa correta.
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Q719122 Português
Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Do livro "Eu sei, mas não devia", Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1996, p.9). 
Todo texto utiliza-se de recursos para enfatizar a intenção (ou intenções) de quem o escreve. Portanto, quanto à “função de linguagem” predominante nesse texto, temos:
Alternativas
Respostas
761: C
762: C
763: B
764: C
765: C
766: C
767: B
768: D
769: A
770: C
771: D
772: A
773: B
774: E
775: E
776: E
777: A
778: D
779: B
780: D