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Q3035641 Serviço Social
A equipe do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) de um determinado território foi acionada pelos moradores em função da situação de Helena, uma mulher jovem, sem filhos, solteira, que mora sozinha e faz tratamento psiquiátrico. Segundo os moradores, nos últimos dias ela vinha apresentando comportamento agressivo e descontrolado, sendo atendida pela equipe do SAMU. Entretanto, após retorno do atendimento, passados alguns dias, Helena apresentou o mesmo comportamento de antes, colocando a si e a outros em risco. Diante disso, a intenção dos moradores ao recorrer ao CREAS foi buscar formas que viabilizassem uma internação involuntária de Helena.
De acordo com Lei nº 10.216/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, a internação psiquiátrica involuntária se dá sem o consentimento do usuário e deve ser: 
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Art. 8o A internação voluntária ou involuntária somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina - CRM do Estado onde se localize o estabelecimento.

§ 1o A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta.

LETRA C

"Comunicada ao Ministério Público no prazo de 72 horas."

Justificativa (FGV)

A Lei nº 10.216/2001, em seu artigo 6º, §1º, determina que:

> “A internação involuntária deve ser comunicada ao Ministério Público estadual no prazo de 72 horas pelo responsável técnico do estabelecimento.”

Isso significa que, sempre que ocorrer uma internação sem o consentimento do paciente, a instituição de saúde tem a obrigação de informar o Ministério Público para que este possa acompanhar e fiscalizar a legalidade da medida.

Por que as demais alternativas estão erradas na visão da FGV?

A) Solicitada e autorizada por escrito por familiares ou responsável legal → ERRADO, pois a solicitação pode ser feita pela família, mas a internação depende da avaliação médica.

B) Determinada pela justiça mediante comprovação do estado de saúde mental do usuário → ERRADO, pois a internação não exige decisão judicial prévia, apenas comunicação ao MP.

D) Autorizada pelos serviços públicos de saúde mental de referência do território → ERRADO, pois a decisão cabe ao médico responsável e não a um serviço de referência.

E) Considerada a partir dos riscos à salvaguarda dos familiares e vizinhos mais próximos → ERRADO, pois a lei prioriza o risco ao próprio paciente e não a terceiros.

Conclusão

Na lógica da FGV, o elemento essencial da internação involuntária não é quem solicita, mas sim a obrigatoriedade da comunicação ao Ministério Público, garantindo o controle legal da medida.

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