Questões de Concurso Para analista de projetos - jurídica

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Q519923 Português

Analise as propostas de alteração de palavras do texto, desconsiderando eventuais mudanças de sentido:


I. Caso a palavra ‘elas’ (l. 31) fosse colocada no singular, criar-se-iam condições para o uso de crase.

II. A substituição de ‘curso de idiomas’ (l. 33) por ‘academia’ não criaria condições para o uso da crase.

III. Caso ‘tarefas’ (l. 34) estivesse no singular, não haveria condições para o uso da crase.


Quais estão INCORRETAS?

Alternativas
Q519922 Português

Analise as afirmações abaixo sobre palavras do texto:


I. ‘ímpeto’ (l. 19) significa um estado de abatimento caracterizado pela ausência de reação.

II. Em ‘postergá-las’ (l. 36), o verbo significa deixar algo para depois, adiar alguma tarefa.

III. ‘imprescindível’ (l. 34) significa algo que pode ser escusável.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q519921 Português

Analise as assertivas abaixo sobre o preenchimento das lacunas pontilhadas das linhas 03, 10, 18 e 31, visando à correção gramatical.


I. Na linha 03, a lacuna deveria ser preenchida por ‘vem’, pois o sujeito é ‘outro’ (l. 03).

II. A lacuna da linha 10 deveria ser preenchida por ‘vem’, visto o sujeito ser ‘me’ (l. 09).

III. Na linha 18, dever-se-ia preencher a lacuna com ‘tem’, pois o sujeito é ‘a psicologia’ (l. 18).

IV. A lacuna da linha 31 deveria ser preenchida por ‘têm’, uma vez que o sujeito é ‘tempo’ (l. 31).

Quais estão corretas?

Alternativas
Q519920 Português
Considerando o contexto de ocorrências e o correto uso do porquê, as lacunas das linhas 03, 23 e 31 devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Alternativas
Q496784 Português
                                                Condenados à tradição
                                        O que fizeram com a poesia brasileira

                                                                                                                                    Iumna Maria Simon

     Por um desses quiproquós da vida cultural, a tradicionalização, ou a referência à tradição, tornou-se um tema dos mais presentes na poesia contemporânea brasileira, quer dizer, a que vem sendo escrita desde meados dos anos 80.
     Pode parecer um paradoxo que a poesia desse período, a mesma que tem continuidade com ciclos anteriores de vanguardismo, sobretudo a poesia concreta, e se seguiu a manifestações antiformalistas de irreverência e espontaneísmo, como a poesia marginal, tenha passado a fazer um uso relutantemente crítico, ou acrítico, da tradição. Nesse momento de esgotamento do moderno e superação das vanguardas, instaura-se o consenso de que é possível recolher as forças em decomposição da modernidade numa espécie de apoteose pluralista. É uma noção conciliatória de tradição que, em lugar da invenção de formas e das intervenções radicais, valoriza a convencionalização a ponto de até incentivar a prática, mesmo que metalinguística, de formas fixas e exercícios regrados.
     Ainda assim, não se trata de um tradicionalismo conservador ou “passadista", para lembrar uma expressão do modernismo dos anos 20. O que se busca na tradição não é nem o passado como experiência, nem a superação crítica do seu legado. Afinal, não somos mais como T. S. Eliot, que acreditava no efeito do passado sobre o presente e, por prazer de inventar, queria mudar o passado a partir da atualidade viva do sentimento moderno. Na sua conhecidíssima definição da tarefa do poeta moderno, formulada no ensaio “Tradição e talento individual", tradição não é herança. Ao contrário, é a conquista de um trabalho persistente e coletivo de autoconhecimento, capaz de discernir a presença do passado na ordem do presente, o que, segundo Eliot, define a autoconsciência do que é contemporâneo.
     Nessa visada, o passado é continuamente refeito pelo novo, recriado pela contribuição do poeta moderno consciente de seus processos artísticos e de seu lugar no tempo. Tal percepção de que passado e presente são simultâneos e inter-relacionados não ocorre na ideia inespecífica de tradição que tratarei aqui. O passado, para o poeta contemporâneo, não é uma projeção de nossas expectativas, ou aquilo que reconfigura o presente. Ficou reduzido, simplesmente, à condição de materiais disponíveis, a um conjunto de técnicas, procedimentos, temas, ângulos, mitologias, que podem ser repetidos, copiados e desdobrados, num presente indefinido, para durar enquanto der, se der.
     Na cena contemporânea, a tradição já não é o que permite ao passado vigorar e permanecer ativo, confrontando-se com o presente e dando uma forma conflitante e sempre inacabada ao que somos. Não implica, tampouco, autoconsciência crítica ou consciência histórica, nem a necessidade de identificar se existe uma tendência dominante ou, o que seria incontornável para uma sociedade como a brasileira, se as circunstâncias da periferia pós-colonial alteram as práticas literárias, e como.
     Não estou afirmando que os poetas atuais são tradicionalistas, ou que se voltaram todos para o passado, pois não há no retorno deles à tradição traço de classicismo ou revivalismo. Eles recombinam formas, amparados por modelos anteriores, principalmente os modernos. A tradição se tornou um arquivo atemporal, ao qual recorre a produção poética para continuar proliferando em estado de indiferença em relação à atualidade e ao que fervilha dentro dela.
     Até onde vejo, as formas poéticas deixaram de ser valores que cobram adesão à experiência histórica e ao significado que carregam. Os velhos conservadorismos culturais apodreceram para dar lugar, quem sabe, a configurações novas e ainda não identificáveis. Mesmo que não exista mais o “antigo", o esgotado, o entulho conservador, que sustentavam o tradicionalismo, tradição é o que se cultua por todos os lados.
     Na literatura brasileira, que sempre sofreu de extrema carência de renovação e variados complexos de inferioridade e provincianismo, em decorrência da vida longa e recessiva, maior do que se esperaria, de modas, escolas e antiqualhas de todo tipo, essa retradicionalização desculpabilizada e complacente tem inegável charme liberador.

                                                                                                                   Revista Piauí, edição 61, 2011.


Assinale a alternativa cuja sequência verbal destacada constitui um exemplo de tempo composto.
Alternativas
Respostas
206: E
207: B
208: A
209: D
210: E