Questões de Concurso Sobre história

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Q2344303 História
“A crença socialista nas restrições e determinantes sociais da democracia – a importância do social na democracia social – foi uma ampliação fundamental da ideia democrática. Contudo, sob certos aspectos, esta última continuou fortemente reduzida. Na maior parte dos movimentos democráticos iniciais, com exceção dos socialistas utópicos do início do século XIX, a soberania popular permaneceu uma prerrogativa masculina. O cartismo, na GrãBretanha, o mais notável desses primeiros movimentos, deixou isso especialmente claro, pois seus famosos Seis Pontos para a democratização da Constituição, elaborados em 1837-38, excluíram expressamente o voto feminino.” 
(ELEY, Geoff. Forjando a democracia: a história da esquerda na Europa, 1850-2000. São Paulo: Perseu Abramo, 2005. p. 47). 

Para compreender o lugar secundário das mulheres no movimento operário britânico, devemos considerar aspectos enraizados na estrutura social em que ainda predominava(m)

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Q2344301 História
“A princesa Isabel, diziam as narrativas, era abolicionista, inteligente, caridosa, humana, gentil e muito generosa. No entanto, identifiquei, anos depois, por meio de múltiplas leituras, que ela não “acolheu” dignamente os negros livres. Não havia tanto transbordamento de bondade em seu ato. Foi antes de tudo um ato político, a favor de uma situação que já havia se tornado insustentável. Ela não ofereceu, junto com a assinatura da Lei Áurea, um plano de futuro para a população liberta naquele momento. Ela era o poder e, caso desejasse, poderia ter feito diferente. Este fato evidencia a falta de empatia dela em relação aos seres humanos negros. Depois dessas múltiplas leituras, entendi o contexto histórico do período pós-abolição e percebi o quanto o caminho dos negros libertos poderia ter sido diferente. Toda ode à princesa Isabel, construída pela escola em que estudei, e que morava dentro do meu peito, desabou como um castelo de cartas.”
(ROSA, Sonia. Reflexão antirracista de bolso: conversa preta: diálogos sobre racismo nas convivências por meio da educação e da literatura. São Paulo: Arco 43, 2022. p. 49)

Com base no texto, podemos dizer que a concepção de História que marcou o ensino da disciplina é a

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Q2344300 História
“Ora, não há dúvida de que os índios foram atores políticos importantes de sua própria história e de que, nos interstícios da política indigenista, se vislumbra algo do que foi a política indígena. Sabe-se que as potências metropolitanas perceberam desde cedo as potencialidades estratégicas das inimizades entre grupos indígenas: no século XVI, os franceses e os portugueses em guerra aliaram-se respectivamente aos Tamoios e aos Tupiniquins (Fausto in Carneiro da Cunha [org.] 1992); e no século XVII os holandeses pela primeira vez se aliaram a grupos ‘tapuias” contra os portugueses (Dantas, Sampaio, e Carvalho in Carneiro da Cunha [org] 1992). No século XIX, os Munduruku foram usados para ‘desinfestar’ o Madeira de grupos hostis e os Krahô, no Tocantis, para combater outras etnias Jê.” 
(CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios no Brasil: História, direitos e cidadania. São Paulo: Claroenigma, 2012. p. 23)

Entre o impacto da política indígena metropolitana e as iniciativas dos povos originários, há ainda amplo campo de estudos sobre o protagonismo indígena em sua relação com o colonizador.
Nesse sentido, a abordagem historiográfica que pode melhor contribuir para esses estudos é a história

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Q2344299 História
“O grande passo dado nos últimos anos para o conhecimento da América lusa dos séculos XVII e XVIII foi o de reconhecer a nossa ignorância sobre os mesmos séculos. Afinal, foi com muito custo e depois de bastante tempo que percebemos que a América não era um simples canavial, habitado por prepostos do capital mercantil e semoventes (escravos), conectado à humanidade apenas por rotas comerciais.”
(FRAGOSO, João; GUEDES, Roberto; KRAUSE, Thiago. América portuguesa e os sistemas atlânticos na Época moderna: monarquia pluricontinental e Antigo Regime. Rio de Janeiro: FGV, 2013).

O autor faz um balanço da produção historiográfica sobre a História colonial da América portuguesa. A hipótese central da antiga produção historiográfica sobre a América lusa, contestada pelas investigações mais recentes, é explicitada na ideia de 

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Q2344296 História
Elizabeth 2ª: a memória do passado colonial que gera críticas ao legado da rainha Elizabeth 2ª na África
A morte da rainha Elizabeth 2ª gerou uma onda de pesar e de homenagens tocantes por parte de líderes mundiais e também do público em geral.

Muitos nas antigas colônias britânicas saudaram abertamente a memória da rainha, enquanto outros compartilharam fotos da monarca durante visitas aos seus respectivos países.
Mas a admiração não é unânime. Para alguns, sua morte reacendeu memórias da muitas vezes sangrenta história colonial britânica - atrocidades contra populações indígenas, roubo de estátuas e artefatos de nações do oeste da África, ouro e diamantes da África do Sul e da Índia, escravidão e opressão.
Enquanto o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, descreveu a rainha como uma figura pública extraordinária que deveria ser lembrada com carinho por muitos ao redor do mundo, o opositor partido Combatentes pela Liberdade Econômica (EFF, na sigla em inglês) disse que não estaria entre aqueles lamentando a morte.
“Durante seus 70 anos de reinado como rainha, ela nunca reconheceu crimes que o Reino Unido e sua família perpetraram pelo mundo, e era na verdade uma porta-bandeira orgulhosa dessas atrocidades", disse o partido, o terceiro maior do país, em um comunicado. "Para nós, sua morte é uma lembrança de um período muito trágico neste país e na história da África”, diz o comunicado. Nas redes sociais, as críticas foram muito além. 
Artigo de Nomsa Maseko https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62871616

A partir da leitura do artigo jornalístico, podemos afirmar que o caso noticiado é representativo
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Q2344295 História
“No decorrer dos séculos, tanto na literatura quanto em registos históricos, as narrativas generalizam a participação do originário como “índio”, colaborando para afirmar a sua nãocontemporaneidade, como se fossem um todo homogêneo, iguais entre si e fazendo parte apenas do passado. As abordagens, feitas a partir desses materiais, levaram a concluir que os Povos Originários não fazem parte da sociedade e que essas relações só se efetivaram na época da chegada dos colonizadores ao Brasil. Diante dessas realidades, atualmente, a voz originária ecoa forte e lúcida. E sua escrita torna-se a possibilidade de legitimação de sua narrativa ancestral.”
(Boacé Uchô: a História está na trilha. Narrativas e memórias do povo Puri da Serra da Mantiqueira. Rio de Janeiro: Pachamama, 2020, p. 23) 

Tendo como referência o texto acima, é correto afirmar que a escrita sobre os povos originários foi pautada por uma narrativa de

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Q2344294 História
“A escrita da história implica, portanto, a produção de um discurso no qual um narrador oculto ou explicito, o historiador, recompõe, recria, produz fatos e processos a partir das fontes – documentos definidos e classificados institucionalmente ou não -, de forma a atribuir sentido aos processos objetos de análise, buscando compreendê-los e explicá-los na perspectiva da sociedade ou dos grupos que os vivenciaram. Mas a compreensão e a explicação são aquelas de uma pessoa de seu tempo, com suas referências culturais e também teóricas. O pensamento histórico que realiza análise histórica, é do historiador que é um homem ou mulher de uma comunidade profissional de seu tempo. Nesse contexto, o anacronismo é inevitável?”
(MONTEIRO, Ana Maria. Tempo presente no ensino de História: o anacronismo em questão. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 194)

A pesquisa e a escrita historiográfica são plenas de questões que desafiam o historiador no exercício de seu ofício. A partir da interpretação do texto, é correto afirmar que

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Q2344293 História
“Embora não ocupe em sua obra um maior destaque, uma vez que as suas preocupações principais estavam em outros domínios, como o da metafísica e da epistemologia, a moral e a estética, ou mesmo da ciência e da matemática, Immanuel Kant (1724-1804) publicou, em 1784, um ensaio com o curioso título de A Ideia de Uma História Universal de Um Ponto de Vista Cosmopolita. Obra cujas ideias vieram a influenciar outros pensadores, como o do princípio teleológico que atraiu a Hegel, mas que também ganharam adversários mordazes, como foi o caso de Herder.”
(ABREU, Gilberto. A deserção da História: pós-modernidade e neoliberalismo como armas ideológicas do capitalismo global. Curitiba: Appris, 2017. p. 81).

Na obra A Ideia de Uma História Universal de Um Ponto de Vista Cosmopolita, Immanuel Kant acompanha a tendência do pensamento europeu do século XVIII que se fundamentava em

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Q2344292 História
“A história, que por muito tempo foi considerada um gênero literário, uma arte, embora devesse ter compromisso com a verdade – nas palavras de Tucídides (em História da Guerra do Peloponeso) ‘devesse ter a preocupação em contar como as coisas se passaram, extraindo delas lições’ –, vai ser designada uma ciência ainda no século XVIII, com os pensadores iluministas. Mas será no início do século XIX que, em grande medida, a prática historiográfica passa a obedecer a regras distintas daquelas as que presidiram a escrita da história desde a Antiguidade Clássica, com o deslizamento e alteração de sentido do topos da historia magistra vitae”.
(Albuquerque Júnior, Durval Muniz de. Forma de escrever e ensinar a história hoje. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 23).


Considerando as novas regras que presidiram a escrita da história no século XIX, pode-se afirmar que os historiadores propuseram

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Q2344168 História
No período inicial da República, no Brasil, não havia uma ampla participação popular, o voto era limitado. Nesse período, quem mandava no País eram as oligarquias dos estados mais fortes, representados pelos Partido Republicano Paulista e Partido Republicano Mineiro. O trecho descrito se refere a qual política brasileira?
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Q2344163 História
A expansão da economia cafeeira e o crescimento do comércio mudaram o cenário brasileiro. O Brasil progrediu com o aumento significativo das manufaturas, cidades cresciam e outras surgiram. Com a abolição do tráfico de escravos, os latifundiários puderam destinar parte de seus recursos a outros empreendimentos. A qual período histórico se refere o trecho descrito?
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Q2342766 História
A chegada dos portugueses no Brasil foi um dos momentos mais marcantes das grandes navegações, durante todo o século XV. Em relação a esse fato, analisar os itens abaixo:

I. A expedição que chegou ao Brasil, composta por 13 embarcações e cerca de 1200 homens, foi liderada por Cristóvão Colombo.

II. A região do Monte Pascoal, na Bahia, foi o primeiro ponto do Brasil avistado pelos portugueses no dia 22 de abril de 1500.
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Q2342765 História
Entre os anos de 1947 e 1991, a Guerra Fria ficou marcada pela polarização do mundo em dois blocos: um liderado pelos americanos; outro, pelos soviéticos. Essa guerra nunca gerou um conflito armado direto entre seus envolvidos, entretanto cominou em um conflito:
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Q2342763 História
A Partilha da África, ocorrida na Conferência de Berlim, representou um marcante episódio do que pode-se compreender como a última fase do Imperialismo. A referida fase é o:
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Q2342762 História
Sobre a utilização da Doutrina de Segurança Nacional durante a Ditadura Militar no Brasil (1964-1985), analisar os itens abaixo:

I. A preparação para a Segurança Nacional ocorreu na Escola Superior de Guerra, fundada em 1949 e inspirada na ideologia norte-americana.

II. A oposição política de certos grupos, principalmente durante os primeiros anos do regime, foi pretexto para uma centralização do poder cada vez maior em órgãos da Segurança Nacional, como o Serviço Nacional de Informações e o Conselho de Segurança Nacional.

III. A permanência de certas instituições representantes da democracia liberal no Brasil durante toda a ditadura mostra como a Doutrina de Segurança Nacional não estava bem consolidada no generalato brasileiro, que oscilava entre aberturas democráticas e endurecimentos do regime.

Estão CORRETOS:
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Q2342761 História
Considerando-se a história dos Estados Unidos após a abolição da escravidão, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:

O período pós-abolicionista nos Estados Unidos, após o término da Guerra de Secessão, marcou a reestruturação do país. Nesse processo, foi discutida a cidadania negra. Os Black Codes (códigos negros) versavam sobre direitos à população negra principalmente no _______ dos Estados Unidos, _______ restrições à cidadania.
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Q2342760 História
Considerando-se a política brasileira durante a época da Primeira República, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:

Durante a Primeira República, no ano de 1906, foi firmado o Convênio de Taubaté. ____________ participaram do acordo, que visava proteger a _____________, por meio da compra do produto pelo poder público.
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Q2342759 História
Entre 1697 e as primeiras décadas do século XVIII, a descoberta das Minas Gerais e a consequente migração de muitas pessoas em curto espaço de tempo gerou consequências. Um grave problema foi a escassez de alimentos e a fome, decorrentes da:
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Q2342758 História
A Queda do Império Romano do Ocidente no ano de 476, a partir da deposição do Imperador Rômulo Augusto, marcou a:
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Q2342757 História
O Renascimento como movimento intelectual, artístico, literário e científico se insere no contexto do advento da modernidade na Europa. Sobre esse movimento, analisar os itens abaixo:

I. O Humanismo representou a valorização da centralidade do ser humano na sociedade.

II. O termo “Renascimento” foi criado na Idade Contemporânea e ignora avanços empreendidos na Idade Média.
III. O Renascimento marcou a separação irreconciliável entre a ciência e a religião, uma se tornando o extremo oposto da outra.

IV. Outra importante característica foi o Neoclassicismo, que representou o resgate de textos e elementos artísticos greco-romanos.

Estão CORRETOS:
Alternativas
Respostas
4461: D
4462: B
4463: D
4464: C
4465: D
4466: A
4467: B
4468: E
4469: C
4470: C
4471: E
4472: C
4473: B
4474: A
4475: A
4476: B
4477: D
4478: D
4479: C
4480: C