Questões de Concurso
Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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TEXTO II
O primeiro professor que encontrei estava numa sala muito grande, com quarenta alunos em torno dele. Depois das saudações, tendo observado que eu olhava com curiosidade para um painel, /.../, disse ele, que “talvez eu pudesse gostar de vê-lo utilizando um projeto para a melhoria do conhecimento especulativo, por meio das operações práticas e mecânicas.”
/.../ Todos sabiam como era trabalhoso o método atual para a conquista das artes e das ciências, ao passo que, graças às suas ideias, a pessoa mais ignorante, a um custo acessível, e com pouco esforço físico, poderia escrever livros de filosofia, poesia, política, direito, matemática e teologia, sem necessidade de recorrer ao auxílio de um gênio ou através de estudo.
Ele então me conduziu até o painel, /.../. As superfícies eram compostas por vários pedaços de madeira, aproximadamente do tamanho de um dado, porém alguns eram maiores que os outros. Todos eles eram ligados juntos por meio de finos arames. Esses pedaços de madeira eram cobertos, em cada quadrado, com papéis colados a eles, e sobre estes papéis estavam escritas todas as palavras do idioma deles, em seus mais diversos modos, tempos e declinações, porém sem nenhuma ordem.
O professor então quis que eu “observasse, porque ele iria colocar seu mecanismo em funcionamento.” Os alunos, sob sua direção, seguravam cada um deles uma alça de ferro, das quais havia quarenta fixadas em torno das extremidades do painel, e, dando-lhes uma volta súbita, toda a disposição das palavras se modificava totalmente. Pediu então para que trinta e seis dos garotos lessem vagarosamente as diversas linhas, à medida que elas apareciam no painel, e, quando eles encontravam três ou quatro palavras juntas que pudessem fazer parte de uma sentença, eles ditavam para os quatro garotos restantes, que eram os escreventes.
/.../ Esta operação foi repetida três ou quatro vezes, e em cada volta, o mecanismo era tão bem planejado, que as palavras se moviam para novos lugares, à medida que os pedaços de madeira quadrados se movimentavam de cima para baixo.
Seis horas por dia eram empregadas pelos estudantes para a realização desta tarefa, e o professor me mostrou vários volumes em grande formato, já colecionados, de frases incompletas, as quais ele pretendia montar, e além dessa riqueza de material, com a finalidade de oferecer ao mundo uma obra completa de todas as artes e ciências, as quais, todavia, poderiam ainda serem melhoradas, e em muito aceleradas, se o público criasse um fundo para construção e utilização de quinhentos painéis como aquele em Legado, e obrigasse os diretores a contribuírem conjuntamente com suas inúmeras coleções.
Ele me garantiu que naquela invenção havia utilizado toda a inteligência da sua juventude, que ele havia esgotado todo o vocabulário com o seu painel, e havia feito um cálculo rigoroso da proporção geral que havia nos livros entre os números de partículas, substantivos e verbos, e outros componentes de uma oração.
( ) As expressões “práticas” e “mecânicas” são acentuadas por razões distintas.
( ) A palavra “ciências” é uma paroxítona terminada em ditongo e recebe acento pelo mesmo motivo que o vocábulo “vários”.
( ) O vocábulo “através” é uma oxítona que justifica sua grafia pela regra do acento diferencial.
( ) As palavras “papéis” e “painéis” recebem acento pela mesma justificativa: oxítonas terminadas em ditongo aberto.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se afirmar que, pela ordem, segundo as regras do Novo Acordo Ortográfico, tem-se:
A questão diz respeito ao Texto abaixo. Leia-o atentamente antes de respondê-la.
(Texto)
(__) A palavra “memória” (linha 27) perdeu o acento com o Novo Acordo Ortográfico;
(__) As palavras “responsável” (linha 5) e “saúde” (linha 25) são acentuadas pela mesma regra;
(__) A palavra “também” (linha 2) é acentuada pela mesma regra de “além” (linha 1).
Levando-se em consideração que (V) significa Verdadeiro e (F) significa Falso a sequência CORRETA das proposições acima é, respectivamente:
Estudos mostram que, quanto mais cedo as crianças aprendem sobre finanças pessoais, mais preparadas elas ficam para lidar bem com o dinheiro. O podcast Money Box, da BBC, conversou com Kirsty Stone, planejadora financeira da consultoria The Private Office, e Stephanie Fitzgerald, diretora de programas para jovens da ONG britânica The Money Charity. As especialistas elencaram três dicas para ajudar os pais na tarefa de garantir um futuro financeiro mais tranquilo para os filhos. "O que realmente importa é dar-lhes a oportunidade de ter algum controle e tomar algumas das decisões em relação ao dinheiro, para que talvez possam cometer alguns erros, resume Fitzgerald.
1. Pense no longo prazo
Como os filhos não precisam de dinheiro imediatamente e os produtos de poupança a longo prazo sempre oferecem benefícios maiores, o melhor é comparar as contas que são ofertadas pelos bancos e os juros de cada uma. "Existem contas infantis simples, e essa é uma excelente forma de começar a educar a criança sobre a entrada e a saída de dinheiro", acrescenta Fitzgerald.
Em geral, com as contas de acesso instantâneo, você pode sacar ou depositar dinheiro a qualquer momento, mas normalmente tem acesso a uma taxa de juros mais baixa do que com contas ou aplicações de prazo fixo ou de prazo mais longo (que podem ficar presas por 12, 18 ou mais meses). Você também pode escolher uma conta que a criança só poderá acessar quando completar 18 anos. "Isso limita a possibilidade de alguém remover dinheiro desnecessariamente para cobrir um custo que não é uma necessidade essencial", disse Fitzgerald no podcast.
2. Dê um passo de cada vez
Começar a poupança para uma criança hoje representa um grande presente para o futuro. Com essa quantia, os jovens adultos não apenas conseguem começar a vida independente com mais tranquilidade. Envolver as crianças no processo, desde cedo, também os ajuda a aprender lições importantes sobre dinheiro e economia.
Porém, se você não puder economizar para eles devido à situação familiar ou à crise financeira, não há problema em postergar os planos por um tempo. O essencial é não se endividar, nem usar cartão de crédito sem condições de pagar o boleto no mês seguinte.
3. Lembre-se da magia dos juros compostos
Tudo começa com uma conta poupança que rende juros. Vamos supor que você coloque US$ 100 (ou o equivalente em qualquer moeda) em uma conta que oferece uma taxa de juros de 5%. Observe atentamente os números: no final do primeiro ano, você terá US$ 105 na conta poupança. Ou seja: os US$ 100 que você tirou do bolso + os US$ 5 que o banco te deu por ser um bom cliente e não tocar naquele depósito durante um ano inteiro. O conceito-chave é: a magia dos juros compostos acontece enquanto você não faz movimentações com esse dinheiro.
Vamos agora para o segundo ano. A poupança do filho agora tem US$ 105, mas este ano as finanças não permitem que você acrescente nada a mais. Ainda assim, o dinheiro continuará a crescer. Como? Porque no segundo ano você não vai ganhar US$ 5. No final deste segundo ano você terá mais. Com a mesma taxa de juros de 5%, o banco passa a dar uma remuneração superior. Os 5% que você ganha não são mais sobre os US$ 100 investidos no início. Os juros agora são aplicados ao total que sua conta possui no segundo ano (ou US$ 105). Os juros para o segundo ano são, portanto, de US$ 5,25. Quando ele completar 18 anos, graças à magia dos juros compostos, a poupança estará com US$ 240,66. Imagine que, em vez dos US$ 100 iniciais, você colocou US$ 1.000. Ao completar 18 anos, a conta estará com US$ 2.406,62. O recardo então é: economize aos poucos e deixe a matemática fazer o resto. Mas atenção sobre qual investimento fazer: o retorno tem que ser superior à inflação do período, caso contrário, apesar de nominalmente você ter mais dinheiro, como vimos no exemplo, ele pode não valer tanto assim.
E, se você quer ensinar finanças ao filho, dê a ele um cofrinho. Essa é a dica dada pelo site Money Helper. "Essa é uma boa ideia para crianças muito pequenas. A principal coisa que elas precisam aprender é que o dinheiro não é um brinquedo e que deve ser guardado num lugar seguro".
Um cofrinho ajuda as crianças a compreender o valor de diferentes moedas e notas. Além do que os pais poupam para os filhos, é importante que eles próprios desenvolvam uma compreensão de como funciona o dinheiro. Essa certamente é uma habilidade que os acompanhará pelo restante da vida.
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Em uma pequena vila, havia uma biblioteca antiga que guardava os mais raros e ____ livros. Um dia, um jovem ____ pela leitura, decidiu explorar esse lugar em busca de conhecimento. Ele se deparou com palavras que nunca tinha visto antes, como “ímpar” e “fácil”. Intrigado, ele perguntou ao bibliotecário, um senhor muito ____ e sábio, sobre as regras de acentuação dessas palavras. O bibliotecário explicou que as palavras são acentuadas para indicar a sílaba ____ e ajudar na correta pronúncia delas.
Segundo o Acordo Ortográfico vigente no Brasil desde 2016, palavras como "ideia" e "plateia", que anteriormente eram acentuadas, ainda retêm seus acentos.
TEXTO - CÃO E HOMEM
Se você recolher um cachorro que morre de fome e o tornar próspero, ele não o morderá. É está aí a diferença principal entre um cão e um homem. (Mark Twain).
As palavras paroxítonas terminadas em "a", "e", "o", "em" e "ens" não são acentuadas. Em contraste, palavras paroxítonas terminadas em "l", "r", "x", "n", "ps", "i(s)", "u(s)", "ã(s)", "ão(s)", "um(uns)" e "us" são acentuadas. Por exemplo, palavras como "cadeira", "horizonte" e "tijolo" não recebem acento gráfico, enquanto "fácil", "táxi" e "própolis" são acentuadas devido às suas terminações específicas.
As regras de acentuação gráfica no português são essenciais para a correta pronúncia e compreensão das palavras. Por exemplo, os ditongos abertos "éi", "éu" e "ói" em palavras oxítonas são sempre acentuados, como em "papéis", "céu" e "herói". Além disso, as vogais "i" e "u" tônicas em hiatos são acentuadas quando formam sílabas sozinhas ou com 's', como em "baía" e "juízes". A correta aplicação dessas regras evita ambiguidade na leitura e escrita.
Todas as palavras paroxítonas em português recebem acentuação gráfica, independentemente de sua terminação. Por exemplo, palavras como "mêsa" e "camínho" devem ser acentuadas, assim como "fácil" e "órgão". Essa regra é aplicada para garantir que a pronúncia correta das palavras paroxítonas seja mantida em todas as situações de escrita.
As palavras paroxítonas, ou seja, aquelas cuja penúltima sílaba é a tônica, são sempre acentuadas graficamente quando terminam em "r", "l", "n", "x" e "ps". Exemplos são "fácil", "ítem" e "móvel".
A acentuação gráfica em português segue regras específicas para indicar a tonicidade das palavras, como no caso das oxítonas terminadas em "a", "e", "o", "em" e "ens", que recebem acento agudo, como em "café", "sofá", "parabéns" e "também". Essas regras ajudam a evitar ambiguidades na pronúncia e são essenciais para a correta escrita e leitura da língua portuguesa.
O Acordo Ortográfico de 2009 alterou as regras de acentuação das palavras paroxítonas, eliminando o acento em ditongos abertos "éi" e "ói" em palavras como "assembleia" e "jiboia". Anteriormente, essas palavras eram acentuadas como "assembléia" e "jibóia". Com a mudança, a nova grafia tornou-se "assembleia" e "jiboia", simplificando a ortografia e promovendo a padronização entre as variantes do português.
As palavras proparoxítonas, cuja antepenúltima sílaba é tônica, recebem acento gráfico para indicar a tonicidade, independentemente de sua terminação. Exemplos incluem "lâmpada", "próximo" e "médico". Essa regra é aplicável sem exceções sendo uma das mais consistentes na acentuação gráfica do português, ajudando a evitar confusões na pronúncia e escrita dessas palavras.