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Q2347598 Direito Financeiro
A respeito dos conceitos relacionados ao orçamento público e à contabilidade aplicada ao setor público, julgue o item, com base na vigente normatização.

o princípio orçamentário da universalidade preconiza que a Lei Orçamentária Anual deve compreender todas as receitas e despesas de todos os Poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. Nesse sentido, é correto afirmar que as receitas e despesas operacionais das empresas estatais independentes também devem integrar a LOA.
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Vamos analisar a questão sobre o princípio orçamentário da universalidade no contexto do orçamento público.

O tema central da questão é o princípio orçamentário da universalidade, que está previsto na legislação brasileira. Esse princípio estabelece que a Lei Orçamentária Anual (LOA) deve incluir todas as receitas e despesas de todos os poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações mantidas pelo Poder Público.

Legislação Aplicável: O princípio da universalidade está disposto no artigo 2º da Lei nº 4.320/1964, que é a Lei que institui normas gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.

O enunciado da questão menciona que as receitas e despesas operacionais das empresas estatais independentes também devem integrar a LOA. No entanto, isso está incorreto. As empresas estatais independentes, que são aquelas que não dependem de recursos do Tesouro para seu funcionamento, têm suas receitas e despesas tratadas de forma diferenciada. Elas não são incluídas na LOA da mesma forma que outros órgãos e entidades governamentais.

Exemplo Prático: Imagine uma estatal como a Petrobras. Ela gera sua própria receita e não depende de repasses do governo para operar. Suas operações financeiras não precisam estar incluídas na LOA, pois são autossuficientes e independentes do orçamento público tradicional.

Justificativa da Resposta Correta: A alternativa correta é Errado (E) porque o enunciado afirma que as receitas e despesas das empresas estatais independentes devem integrar a LOA, o que é contrário ao princípio da universalidade, conforme explicado. As empresas estatais independentes, por sua natureza, não são obrigadas a ter suas operações financeiras incluídas na LOA.

Estratégia para Evitar Pegadinhas: Ao ler questões desse tipo, sempre considere o contexto de "dependência" ou "independência" das entidades em relação ao Tesouro Nacional. Entidades que são autossuficientes financeiramente, como algumas estatais, podem ter tratamento diferenciado na LOA.

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gab E

somente das empresas estatais dependentes.

PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE - ESTATAL INDEPENDENTE NÃO ESTÁ INCLUÍDA NO ORÇAMENTO, MAS SUJEITA-SE A CONTROLE EXTERNO POR TRIBUNAL DE CONTAS

Primeiramente, não se pode confundir a sujeição da estatal independente ao controle dos Tribunais de Conta (a qual será obrigatória quando envolver dinheiros), com a contabilidade pública a que se sujeitam os entes dependentes do orçamento público, tais como a União, Estados, DF, Municípios. Logo, nem toda a administração indireta se submete às regras do direito financeiro.

Ademais, assim diz a lei:

LRF, Art. 50. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, a escrituração das contas públicas observará as seguintes:

III – as demonstrações contábeis compreenderão, isolada e conjuntamente, as transações e operações de cada órgão, fundo ou entidade da administração direta, autárquica e fundacional, inclusive empresa estatal dependente;

As despesas de custeio das estatais não dependentes não estão na LOA, já que não usam dinheiro decorrente da arrecadação de tributos. Tal orçamento operacional, coordenado pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), integra o Plano de Dispêndios Globais – PDG, que constará em mensagem que encaminha o PLOA, sendo aprovado como um decreto.

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