Questões de Concurso
Sobre cultura e sociedade em sociologia
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Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela loucura,
morrendo de fome, histéricos, nus,
arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada
em busca de uma dose violenta de qualquer coisa,
que pobres, esfarrapados e olheiras fundas, viajaram
fumando sentados na sobrenatural escuridão dos miseráveis
apartamentos sem água quente, flutuando sobre
os tetos das cidades contemplando jazz,
que se atiraram sob caminhões de carne em busca de um
ovo,
que jogaram seus relógios do telhado fazendo seu lance
de aposta pela Eternidade fora do Tempo & despertadores
caíram nas suas cabeças por todos os dias
da década seguinte.
(Allen Ginsberg, Uivo, 1956.)
O movimento da contracultura teve como marco de lançamento na sociedade norte-americana o poema “Uivo” de A. Ginsberg, na década de 1950, que disseminou um discurso de contestação e denúncia dos valores da sociedade de consumo do pós-Segunda Guerra.
As opções a seguir caracterizam corretamente aspectos da contra cultura, à exceção de uma. Assinale-a.
Ao sairmos do batel, disse o Capitão que seria bom irmos em direitura à cruz que estava encostada a uma árvore, junto ao rio, a fim de ser colocada amanhã, sexta-feira, e que nos puséssemos todos de joelhos e a beijássemos para eles verem o acatamento que lhe tínhamos. E assim fizemos. E a esses dez ou doze que lá estavam, acenaram-lhes que fizessem o mesmo; e logo foram todos beijá-la.
Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências.
(A carta, de Pero Vaz de Caminha, p. 11-12. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br)
Partindo do trecho da correspondência escrita à época da chegada dos portugueses ao Brasil, considere as proposições abaixo sobre o conceito de etnocentrismo.
I. Constitui uma forma de violência física que invariavelmente resulta no extermínio, na escravização e na subjugação do “outro” para o domínio de seu território e de suas riquezas, conforme motivações alheias a seus valores e regras de conduta.
II. Trata-se de um fenômeno cultural que se manifesta apenas em algumas sociedades humanas e que decorre das particularidades de cada uma delas.
III. Caracteriza-se pela avaliação de sociedades culturalmente distintas em relação à do observador, segundo os critérios, valores e interesses de sua própria formação social e que resulta no menosprezo e subestimação das condutas e costumes diversos daqueles em que foi socializado.
IV. É definido frequentemente pela aceitação ponderada dos elementos culturais estranhos ao observador, o qual busca analisar e compreender suas especificidades.
V. Em suas manifestações mais extremadas, a postura etnocêntrica acaba por produzir práticas que conduzem os membros de determinada cultura a perceberem os estrangeiros como “coisas”, negando-lhes, assim, a sua condição humana.
Está correto o que se afirma APENAS em
(...) O conceito refuta a ideia de uma pretensa neutralidade dos meios de comunicação de massa e vem reforçar a ideia de que a cultura é algo fabricado. Onde a sociologia americana via o consumidor como sujeito do processo, a Escola de Frankfurt o vê como o objeto das grandes empresas. Os indivíduos seriam manipulados para se conformar ao papel de consumidores no mercado de bens culturais.
(Adaptado de: ORTIZ, R. A Escola de Frankfurt e a Questão da Cultura, RBCS, n. 1, vol. 1, jun. 1986)
O conceito a que se refere o excerto acima é:
(...) A perspectiva frankfurtiana da homogeneização da cultura e do caráter ideológico de suas mensagens foi questionada pelas chamadas teorias da recepção que, a partir dos anos 1960, empreenderam estudos que relativizam o caráter manipulador da cultura, introduzindo o debate sobre certas formas de resistência. Posteriormente, vários estudiosos salientaram ainda a capacidade de os sujeitos apropriarem-se das mensagens, construírem sentidos particularizados ao consumirem as mercadorias simbólicas.
(Adaptado de: SETTON, M.G. Família, escola e mídia: um campo com novas configurações. Educação e Pesquisa, 2002, v. 28)
Os estudiosos que apresentam abordagem crítica à perspectiva frankfurtiana sobre a cultura são
I. Ordem, progresso, verdade, razão, objetividade, emancipação universal e sistemas únicos de leitura da realidade são características da modernidade. II. Teorias universalistas, fundamentos definitivos de explicação, fronteiras, barreiras, longo prazo, hierarquia, instituições sólidas, poder central, claras distinções entre público e privado são características da pós-modernidade. III. Globalização, comunicações eletrônicas, mobilidade, flexibilidade, fluidez, relativização, pequenos relatos, fragmentação, rupturas de fronteiras e barreiras, fusões e curto prazo são características da pós-modernidade. IV. Imediatismo, descentralização e extraterritorialidade do poder, imprevisibilidade e consumo são características da modernidade.
Estão corretas as afirmativas
“[…] a sociedade de consumo não é nada além de uma sociedade do excesso e da fartura – e portanto da redundância e do lixo”. (BAUMAN, 2007, 111).
Assinale a alternativa correta acerca da afirmação acima:
No tocante à questão indígena brasileira o envolvimento das ciências sociais em dar aporte a garantia dos direitos instituídos pelo Estatuto do Índio (1976) e ratificados pela constituição de 1988 são fundamentais.
A respeito do processo de demarcação dos territórios indígenas assinale a alternativa correta:
“As modernas comunicações de massa, modeladas à base da produção industrial , difundem todo um sistema de estereótipos, embora fundamentalmente incompreensíveis para o indivíduo, dão-lhe a ilusão de estar atualizado e de estar perfeitamente bem informado”. (ADORNO, T., apud ROANET, S.P., 1989, p. 193)
Assinale a alternativa incorreta acerca da afirmação acima.