José, aposentado que recebe dois salários mínimos mensais, compareceu para
atendimento na Defensoria Pública do interior do Paraná. Ele relatou que recebeu um telefonema do
“setor de segurança” do banco em que é correntista há mais de 20 anos, de posse de todos os seus
dados, informando que seu cartão teria sido clonado e que mandariam um funcionário até sua
residência para recolher o cartão e que ele precisaria, para encerrar aquele chamado, digitar sua
senha no teclado do seu telefone. Após duas horas, chegou em sua residência uma pessoa com o
uniforme do banco e José entregou a ela seu cartão. No dia seguinte, ele foi ao banco e descobriu que
tinham sido feitos dois empréstimos de R$ 10.000,00 cada, sucedidos de transferências para pessoas
que lhe são desconhecidas. O banco negou responsabilidade, alegando que a fraude só fora possível
porque o consumidor entregara a senha e o cartão. Sobre esse caso, conforme entendimento do
Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta.