Questões Militares
Sobre interpretação de textos em português
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Observe que o termo “cobra” foi empregado com mais de um sentido. Segundo o dicionário Aurélio, “cobra” designa um ofídio venenoso ou não, que se arrasta.
No contexto do primeiro quadrinho, o garoto quis fazer referência, nesse primeiro momento, a uma pessoa
Os trechos abaixo foram retirados dos textos 2 e 3.
Texto 2: “Mas, agora, com esta porta,/ É só ter cuidado e... abrir.”
Texto 3: “Você ouviu ela dizendo que era pra eu ter muito cuidado com o dever de casa!”
Agora, observe a diferença de sentido da palavra destacada nos dois trechos e analise as proposições a seguir:
I. No texto 2, a palavra cuidado foi empregada com a ideia de zelo, proteção e esmero.
II. No texto 3, o termo cuidado significa atenção, responsabilidade e compromisso.
III. O sentido do enunciado do texto 2 evidencia o cuidado que se deve ter ao abrir, figurativamente, a porta dos caminhos trilhados.
IV. No enunciado do texto 3, Lucas deveria prestar bastante atenção ao responder seu dever de casa.
Considerando as proposições acima, podemos afirmar que
Leia os enunciados abaixo retirados do texto 1.
I. “Ele abriu, folheou e dois dias depois mandou uma mensagem para tia: ...”
II. “Sou muito, muito esperto!”
III. “Grandes coisas. O livro não é páreo para os seus joguinhos de tiro.”
IV. “O garoto ligou imediatamente para a tia e falava ligeiro: ...”
Em relação aos enunciados que são considerados FATO ou OPINIÃO, assinale a alternativa correta.
Leia o trecho seguinte e responda ao item.
“Astuta que só ela, mandou uma mensagem de volta para o sobrinho: o livro é uma tecnologia tão incrível que você precisa ser mais esperto para fazê-lo funcionar...”
Leia as frases abaixo retiradas do texto 1.
I. “Em seu aniversário, uma tia lhe deu um presente estranho: um livro.”
II. “Ele abriu, folheou e dois dias depois mandou uma mensagem para tia: ...”
III. “Astuta que só ela, mandou uma mensagem de volta para seu sobrinho: ...”
IV. “Pedro tomou aquele livro com raiva e começou a ler palavra por palavra, a fim de decifrar o segredo.”
V. “Pouco a pouco, enquanto lia, a ira passava, o mundo à volta parava de existir.”
Em relação às frases que indicam gradação, pode-se afirmar que:
No trecho: “O livro não é páreo para os seus joguinhos de tiro!”. A interpretação que mais corresponde a esse trecho está nas alternativas:
I. Os joguinhos de tiro de Pedro são menos importantes do que o livro presenteado.
II. O livro dado pela tia é tão disputado quanto os joguinhos de tiro.
III. O conteúdo do livro é mais proveitoso do que as descobertas dos joguinhos de tiro.
IV. Tanto os joguinhos de tiro quanto o livro são elementos considerados próximos na compreensão da tia.
V. A fala da tia transmitiu um direcionamento para que Pedro se sentisse prejudicado pela leitura do
livro.
Parágrafo 2
“A tia é uma escritora. Astuta que só ela, mandou uma mensagem de volta para seu sobrinho: „O livro é uma tecnologia tão incrível que você precisa ser mais esperto para fazê-la funcionar...‟”.
Parágrafo 8
“A tia riu e respondeu:”
Agora, analise a postura da tia da personagem protagonista e assinale a verdadeira intenção dela ao dar um livro de presente de aniversário a Pedro.
I. Surpreender o garoto com um presente inusitado.
II. Apresentar novas possibilidades de lazer.
III. Despertar no garoto o gosto pela leitura.
IV. Desafiar Pedro, devido à arrogância do garoto.
V. Distribuir o produto de seu trabalho.
Com base nas informações do texto 1, é possível afirmar que Pedro considera o livro como “ultramega-tecnológico” (linha 19), porque
I. desperta a criatividade: “Pedro mergulhava nas ações e nas falas daquelas pessoas imaginárias e se tornava uma delas.” (linhas 13 e 14)
II. desenvolve a imaginação: “Pedro já via a cena inteira em sua cabeça...” (linhas 14 e 15)
III. amplia o repertório cultural. “Contava a história de um reino distante, com reis e príncipes, aventuras e romances”. (linha 12)
IV. ameniza e fortalece sentimentos negativos: “Pouco a pouco, enquanto lia, a ira passava...” (linhas 12 e 13)
V. desvenda mistérios da ficção: “... a fim de decifrar o segredo.” (linhas 11 e 12)
Leia atentamente as informações a seguir, considerando a leitura do texto 1 em sua totalidade:
I. A personagem protagonista do texto 1 critica a tecnologia usada na confecção de livros, tidos como ultrapassados, arcaicos e obsoletos.
II. Pedro, devido ao seu caráter contemporâneo, não valorizava a existência de outras tecnologias, além das eletrônicas.
III. Para Pedro, o livro é tido como um artefato estranho, sem requintes tecnológicos da eletrônica, daí não se permitir conhecê-lo.
IV. O protagonista surpreende-se com o presente recebido e encanta-se com as possibilidades que o livro abre ao leitor

Considere os seguintes fragmentos retirados do texto:
o país ainda patina; uma escola (pública) que não motiva, não estimula e não conquista as mentes e os corações dos jovens.O sentido seria preservado se os termos
sublinhados, no contexto dado, fossem
substituídos, respectivamente, por:


Considere as seguintes informações sobre o texto lido:
I. O estudioso do assunto apresenta uma espécie de perfil do jovem brasileiro envolvido em violência: os jovens que cometem assassinatos, tanto quanto os que são assassinados, compõem uma parcela populacional com poucos anos de estudo.
II. Quanto maior o tempo de permanência na escola, ainda segundo o estudioso, mais se reduz a possibilidade de um jovem ser assassinado ou virar um assassino.
III. O Brasil realiza investimentos em educação; entretanto, os benefícios pouco alcançam o contingente de população mais pobre e, consequentemente, mais carente de tais recursos.
IV. O pesquisador defende que se ofereça um modelo de educação conservador e rígido a fim de retirar os jovens do caminho das transgressões e crimes.
Quais delas estão de acordo com texto?

Leia o trecho abaixo, de Relato de um certo oriente, de Milton Hatoum:
No meu íntimo, creio que deixei a família e a cidade também por não suportar a convivência estúpida com os serviçais. Lembro Dorner dizer que o privilégio aqui no norte não decorre apenas da posse de riquezas.
– Aqui reina uma forma estranha de escravidão – opinava Dorner. – A humilhação e a ameaça são o açoite; a comida e a integração ilusória à família do senhor são as correntes e golilhas.
Havia alguma verdade nesta sentença.
(HATOUM, Milton. Relato de um certo oriente. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 88.)
A respeito desse romance, considere as seguintes afirmativas:
1. Quem narra essa parte do relato é Hakim, filho preferido de Emilie, a quem ela ensinou o árabe na infância e que muito jovem se mudaria para o Sul do Brasil, jamais vendo a mãe novamente.
2. Dorner é um comerciante alemão, concorrente da loja da família de Emilie, a Parisiense, mas que se mantivera próximo à família por sua antiga amizade com Emir, o irmão suicida da matriarca.
3. O julgamento de Dorner, com o qual o narrador concorda, é injusto, e o tratamento cordial que toda a família de Emilie dedica à serviçal Anastácia Socorro é prova desse equívoco.
4. A referência à escravidão permite que se localize a ação de Relato de um certo oriente no final do século XIX, período em que o Ciclo da Borracha atraiu imigrantes para a região Norte.
Assinale a alternativa correta.
O romance Nove noites apresenta o antropólogo Buel Quain como um aluno da antropóloga estadunidense Ruth Benedict. Ambos são personagens reais e atuaram, efetivamente, como pesquisadores da área. A tentativa de representar aspectos ligados aos povos indígenas retoma uma temática da Literatura Brasileira presente, ao menos, desde a poesia de Gonçalves Dias e de outros indianistas anteriores e posteriores a ele. Considerando isso, leia o trecho abaixo, extraído de um ensaio de Ruth Benedict, originalmente publicado em 1934:
Nem a razão para usar as sociedades primitivas para discutir as formas sociais tem necessária relação com uma volta romântica ao primitivo. Essa razão não existe com o espírito de poetizar os povos mais simples. Existem muitos modos pelos quais a cultura de um ou outro povo nos atrai fortemente nesta era de padrões heterogêneos e de tumulto mecânico confuso. Mas não é por meio de um regresso aos ideais preservados para nós pelos povos primitivos que a nossa sociedade poderá curar-se de suas moléstias. O utopismo romântico que se dirige aos primitivos mais simples, por mais atraente que seja, às vezes tanto pode ser no estudo etnológico, um empecilho como um auxílio.
BENEDICT, Ruth: “A ciência do costume”. PIERSON, Donald. 1970. Estudos de organização social: leituras de sociologia e antropologia social. Tomo II. Tradução de Olga Dória. São Paulo: Martins. p. 497-513.)
Considerando a leitura integral de Nove Noites e a leitura do trecho extraído da obra da antropóloga, assinale a alternativa em que a representação dos “povos primitivos” é condicionada pelo que a autora denomina de “utopismo romântico”, ou, segundo definição dela mesma, o “espírito de poetizar os povos mais simples”.