Questões de Concurso
Sobre análise sintática em português
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Leia o texto adiante e, em seguida, responda:
As palavras e o tempo
(Cristovão Tezza)
Ao chegar criança em Curitiba, em 1961, meu primeiro choque foi linguístico: um vendedor de rua oferecia “dolé”. Para quem não sabe, era picolé. O nome “dolé” me soava tão estranho que só a custo parecia se encaixar naquele objeto que eu sempre conhecera como “picolé”. Os anos se passaram e os dolés sumiram. A última vez que os vi foi nas ruínas de uma parede no litoral, onde se podia ler em letras igualmente arruinadas pelo tempo: “Fábrica de dolés”. Com o tempo, as estranhezas linguísticas vão ganhando outro contorno, mas sempre com a marca que o tempo vai deixando nas formas da língua. Lembro que, pouco a pouco, comecei a ouvir pessoas dizendo “emprestei do Fulano”, quando para meus ouvidos o normal seria “peguei emprestado do Fulano”; ou então emprestamos a ele. “Emprestar” só poderia ser “para alguém”; o contrário seria “pedir emprestado”. Mas em poucos anos o estranho passou a ser “pedir emprestado”, e a nova forma foi para o Houaiss. Um linguista diria que se trata de uma passagem sutil de formas analíticas para formas sintéticas. Quando o telefone começou a se popularizar, também se popularizou a forma “telefonar na tua casa”; assim, “eu telefono na casa do João” não significa ir até a casa do João para usar o telefone dele, que no início parecia a única interpretação possível, mas sim telefonar para a casa dele. E, com a multiplicação do dinheiro de plástico, pagar a conta com o cartão de crédito se transformou subrepticiamente em pagar a conta no cartão de crédito, o que sempre me pareceu esdrúxulo. Bem, sem dinheiro para pagar à vista, a gramática não importa mesmo, e vamos pagando no cartão.
A língua não para, mas seus movimentos nunca são claramente visíveis, assim como jamais conseguimos ver a grama crescer – súbito parece que ela já foi trocada por outra. O advento da informática e dos computadores é um manancial sem fim de palavras e expressões novas, ou expressões velhas transmudadas em outras. Um dos fenômenos mais interessantes, e de rápida consolidação, foi também a criação de verbos para substituir expressões analíticas. “Priorizar” ou “disponibilizar”, que parecem tão comuns, com um jeito de que vieram lá do tempo de Camões, na verdade não terão mais de vinte anos – e também já estão no Houaiss. Na antiquíssima década de 1980, dizíamos “dar prioridade a” e “tornar possível”. Bem, as novas formas ainda têm uma aura tecnocrática. Em vez de “disponibilizar os sentimentos”, preferimos ainda “abrir o coração”. Mas outras novidades acertam na veia: “deletar” entrou definitivamente no dia a dia das pessoas. Já ouvi gente confessar “deletei ela da minha vida”.
Piorou a língua? De modo algum. A língua continua inculta e bela como sempre, como queria o poeta. Ela sempre adiante – nós é que envelhecemos, e, às vezes, pela fala, parecemos pergaminhos de um tempo que passou.
20/09/2011
TEZZA, Cristovão, Um operário em férias, organização e apresentação Christian Schwartz; ilustrações Benett. – Rio de Janeiro: Record, 2013.
Leia o texto adiante e, em seguida, responda:
As palavras e o tempo
(Cristovão Tezza)
Ao chegar criança em Curitiba, em 1961, meu primeiro choque foi linguístico: um vendedor de rua oferecia “dolé”. Para quem não sabe, era picolé. O nome “dolé” me soava tão estranho que só a custo parecia se encaixar naquele objeto que eu sempre conhecera como “picolé”. Os anos se passaram e os dolés sumiram. A última vez que os vi foi nas ruínas de uma parede no litoral, onde se podia ler em letras igualmente arruinadas pelo tempo: “Fábrica de dolés”. Com o tempo, as estranhezas linguísticas vão ganhando outro contorno, mas sempre com a marca que o tempo vai deixando nas formas da língua. Lembro que, pouco a pouco, comecei a ouvir pessoas dizendo “emprestei do Fulano”, quando para meus ouvidos o normal seria “peguei emprestado do Fulano”; ou então emprestamos a ele. “Emprestar” só poderia ser “para alguém”; o contrário seria “pedir emprestado”. Mas em poucos anos o estranho passou a ser “pedir emprestado”, e a nova forma foi para o Houaiss. Um linguista diria que se trata de uma passagem sutil de formas analíticas para formas sintéticas. Quando o telefone começou a se popularizar, também se popularizou a forma “telefonar na tua casa”; assim, “eu telefono na casa do João” não significa ir até a casa do João para usar o telefone dele, que no início parecia a única interpretação possível, mas sim telefonar para a casa dele. E, com a multiplicação do dinheiro de plástico, pagar a conta com o cartão de crédito se transformou subrepticiamente em pagar a conta no cartão de crédito, o que sempre me pareceu esdrúxulo. Bem, sem dinheiro para pagar à vista, a gramática não importa mesmo, e vamos pagando no cartão.
A língua não para, mas seus movimentos nunca são claramente visíveis, assim como jamais conseguimos ver a grama crescer – súbito parece que ela já foi trocada por outra. O advento da informática e dos computadores é um manancial sem fim de palavras e expressões novas, ou expressões velhas transmudadas em outras. Um dos fenômenos mais interessantes, e de rápida consolidação, foi também a criação de verbos para substituir expressões analíticas. “Priorizar” ou “disponibilizar”, que parecem tão comuns, com um jeito de que vieram lá do tempo de Camões, na verdade não terão mais de vinte anos – e também já estão no Houaiss. Na antiquíssima década de 1980, dizíamos “dar prioridade a” e “tornar possível”. Bem, as novas formas ainda têm uma aura tecnocrática. Em vez de “disponibilizar os sentimentos”, preferimos ainda “abrir o coração”. Mas outras novidades acertam na veia: “deletar” entrou definitivamente no dia a dia das pessoas. Já ouvi gente confessar “deletei ela da minha vida”.
Piorou a língua? De modo algum. A língua continua inculta e bela como sempre, como queria o poeta. Ela sempre adiante – nós é que envelhecemos, e, às vezes, pela fala, parecemos pergaminhos de um tempo que passou.
20/09/2011
TEZZA, Cristovão, Um operário em férias, organização e apresentação Christian Schwartz; ilustrações Benett. – Rio de Janeiro: Record, 2013.

I. A oração possui um sujeito simples, "TSE", e um predicado que informa algo sobre o sujeito, especificando que ele possui uma "jurisprudência pacificada sobre fraude à cota de gênero para as Eleições 2024".
PORQUE
II. Na oração, o sujeito tem um único núcleo, e o predicado é formado pelo verbo "tem", pelo objeto direto "jurisprudência pacificada", que é complementado pelo complemento nominal "sobre fraude à cota de gênero", e pelo adjunto adverbial de finalidade "para as Eleições de 2024".
A partir da análise e interpretação dessas afirmativas, conclui-se que:
Dei ao mundo um livro que ninguém lê, muito embora esteja em todas as mãos.
A oração tem:
Em relação à análise sintática do período acima, verifique as assertivas a seguir:
I. Os verbos 'ficar' e 'ganhar' apresentam sujeito oculto.
II. Há um predicativo do sujeito.
III. 'meu Nokia cor-de-rosa' é objeto direto de 'ganhar'.
IV. Há predicado verbal e predicado nominal.
Estão corretas:
“Nunca se esquecem as lições aprendidas na dor.” (provérbio africano)
Sobre a estruturação desse pensamento, é CORRETO o que se afirma em:
Segundo o Código Civil, para que uma relação seja considerada união estável, é preciso que seja duradoura, pública, contínua e com objetivo de constituir família.
Nesse parágrafo, as orações sublinhadas são:

A classificação correta para as orações destacadas nos períodos a seguir é:
Todos parecem dispostos a cumprir os sacrifícios exigidos.
Essa quantia foi essencial para resolver meus problemas.
As mulheres são capazes de mobilizar o mundo.

Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
No quarto parágrafo, tanto a expressão “a resposta para turbinas eólicas 20% mais eficientes e muito menos barulhentas” quanto a expressão “a companhia de turbinas Whalepower” exercem a função sintática de sujeito nas respectivas orações em que ocorrem.
Texto para o item.
Na nova sociedade digital, você nunca está só. In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
O período “Em metrópoles desse porte, era possível, pela primeira vez, garantir segredo em alguns aspectos da vida” (linhas 12 e 13) apresenta predicado nominal, e o trecho “garantir segredo em alguns aspectos da vida” exerce a função de sujeito nesse período.
"Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, a técnica é usada quando o terreno de cultivo é mais acidentado, o que impede o uso de máquinas para a colheita." Em relação à análise sintática, analise o trecho acima e averigue as afirmativas:
I. Os vocábulos "usada" e "acidentado" são adjetivos com função de predicativo do sujeito.
II. O trecho é formado por período misto.
III. Em "o uso de máquinas" é objeto direto e "de maquinas" complemento nominal de "uso".
IV. Os vocábulos "a técnica" e "o terreno de cultivo" são sujeitos do verbo ser, respectivamente.
V. "de cultivo" é locução adjetiva com função de adjunto adnominal.
Estão corretas:
Leia o texto para responder à questão.
Como eu quero. (Kid Abelha).
https://www.google.com.br/
Diz pra eu ficar muda
Faz cara de mistério
Tira essa bermuda
Que eu quero você sério.
Tramas do sucesso
Mundo particular,
Solos de guitarra
Não vão me conquistar.
Uh eu quero você
Como eu quero,
Uh eu quero você
Como eu quero.
O que você precisa
É de um retoque total,
Vou transformar o seu rascunho
Em arte final.
Agora não tem jeito
'Cê tá numa cilada,
Cada um por si
Você por mim e mais nada.
Uh eu quero você,
Como eu quero,
Uh eu quero você,
Como eu quero.
Longe do meu domínio
'Cê vai de mal a pior,
Vem que eu te ensino
Como ser bem melhor,
Longe do meu domínio
'Cê vai de mal a pior,
Vem que eu te ensino
Como ser bem melhor.
Diz pra eu ficar muda
Faz cara de mistério
Tira essa bermuda
Que eu quero você sério.
Tramas do sucesso
Mundo particular
Solos de guitarra
Não vão me conquistar.
Uh eu quero você
Como eu quero,
Uh eu quero você