Questões de Concurso
Sobre avaliação educacional em pedagogia
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Sobre o IDEB e as informações apresentadas no gráfico, assinale a afirmativa incorreta.
Ainda prevalece fortemente a ideia de que a avaliação nas escolas deve ser classificatória e seletiva, muitas vezes tornando-se um fator de exclusão.
De acordo com o documento orientador Indagações sobre o currículo: currículo e avaliação (Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007) podemos considerar que:
1. A avaliação é uma das atividades que ocorre dentro de um processo pedagógico.
2. Quando a avaliação acontece ao longo do processo, com o objetivo de reorientá-lo, recebe o nome de avaliação formativa e quando ocorre ao final do processo, com a finalidade de apreciar o resultado deste, recebe o nome de avaliação somativa.
3. Avaliar a aprendizagem do estudante não começa e muito menos termina quando atribuímos uma nota à aprendizagem.
4. O papel da avaliação não deve ser o de classificar e selecionar os estudantes, mas sim o de auxiliar professores e estudantes a compreenderem de forma mais organizada seus processos de ensinar e aprender.
5. A avaliação tem como foco fornecer informações acerca das ações de aprendizagem e, portanto, deve ser realizada apenas ao final do processo.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Analise o trecho abaixo, retirado do documento orientador Indagações sobre o currículo: currículo e avaliação (Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007):
Levando em consideração que o processo educativo é complexo e fortemente marcado pelas variáveis pedagógicas e.................................................. , entende-se que não pode ser analisado fora de interação dialógica entre ...................................., considerando o desenvolvimento humano, o conhecimento e a cultura.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto
Sabe-se que a avaliação é considerada espaço de mediação, aproximação, diálogo entre as formas de ensino dos professores e os percursos de aprendizagens dos alunos.
1. No decorrer da história, a trajetória das funções da avaliação mostra que o processo avaliativo sempre seguiu padrões rígidos, independentemente das dimensões históricas, sociais e econômicas relacionadas ao contexto em que se insere.
2. O rendimento do aluno reflete o trabalho desenvolvido em sala pelo docente, tendo em vista que, ao avaliar os discentes, o professor está também avaliando seu próprio trabalho.
3. Avaliar significa dinamizar oportunidades de reflexão e exige um acompanhamento permanente do professor, propondo sempre ao aluno novas questões, novos desafios.
4. Desenvolver uma nova postura avaliativa exige poucas mudanças na prática da avaliação. O importante é ter sempre como base a cultura da memorização, classificação, seleção e exclusão.
5. A avaliação deve ocorrer durante todo o processo de ensino-aprendizagem, proporcionando, sempre que possível, situações que promovam o pensamento de forma criativa e crítica, dando preferência a questões que levem ao raciocínio.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Do ponto de vista teórico, muitas são as formulações que tratam da avaliação. No ambiente educacional, ela compreende três dimensões básicas:
I – Avaliação da aprendizagem.
II – Avaliação institucional interna e externa.
III – Avaliação de redes de Educação Básica.
É a concepção de educação que deve fundamentar as dimensões da avaliação e das estratégias didáticopedagógicas a serem utilizadas. Essas três dimensões devem estar previstas no projeto políticopedagógico para nortearem a relação pertinente que estabelece o elo entre a gestão escolar, o professor, o estudante, o conhecimento e a sociedade em que a escola se situa. (BRASIL, PARECER CNE/CEB n. 7/2010, p. 47).
Qual definição de avaliação institucional está em consonância com o Parecer CNE/CEB n/ 7/2010?
Conforme amplamente documentado na literatura, o Provão nasce no âmbito de globalização e neoliberalismo, em que o ensino superior é caracterizado por massificação e diversificação, por um lado, e maior autonomia institucional, por outro. Neste contexto, o estado, tanto no Brasil como no exterior, buscando conter despesas públicas e valorizando o mercado como mecanismo de alocação de recursos escassos, inicia uma política de “gerenciamento a distância”, garantindo qualidade e responsabilidade social através de processos de avaliação em lugar dos de intervenção e de controle direto. A partir da década de 80, no cenário internacional, um modelo geral de avaliação de ensino superior começa a emergir, caracterizado pela combinação de autoavaliação e avaliação externa realizada por pares (BILLING, 2004). Embora este modelo não tenha se manifestado uniformemente, variando de acordo com as características específicas dos diversos contextos nacionais, é interessante observar que, dentre aproximadamente 40 países para os quais existem estudos na literatura disponível, apenas o Brasil adotou o uso de um exame nacional de cunho obrigatório.
VERHINE, R. E.; DANTAS, L. M. V.; SOARES, J. F. Do Provão ao ENADE: uma análise comparativa dos exames nacionais utilizados no Ensino Superior Brasileiro. Ensaio: Aval. Pol. Públ. Educ. [online], vol. 14, n. 52, p. 293, 2006.
A Lei n. 10.861/2004 instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) e definiu que a avaliação do desempenho dos estudantes dos cursos de graduação será realizada mediante aplicação:
Os principais idealizadores do INEP e dos Centros de Pesquisas Educacionais – respectivamente Manoel Bergström Lourenço Filho (1897-1970) e Anísio Spínola Teixeira (1900-1971) – defendiam, à época da entrada em funcionamento dessas instituições, a ideia de que a educação era um instrumento fundamental para a estabilidade social e para a própria sobrevivência da nação. Um exemplo de como a educação era identificada por Lourenço Filho, no final dos anos de 1930, e por Anísio Teixeira, nos anos de 1950, como diretamente relacionada à consolidação de um Estado moderno, autônomo e desenvolvido no Brasil pode ser tomado pela relação estabelecida por eles entre a educação e o “complexo de inferioridade” do povo brasileiro diante dos países desenvolvidos. A carência de educação escolar sistemática era entendida como a origem, e o seu oferecimento a toda a população, como a solução para tal problema.
FERREIRA, M.S. Os Centros de Pesquisas Educacionais do INEP e os estudos em ciências sociais sobre a educação no Brasil. Revista Brasileira de Educação [online], vol. 13, n. 38, p. 279-292, 2008. Disponível em:<https://http://www.scielo.br/scielo.php?script+sci_arttext&pid=S1413-24782008000200007&lng=pt&nrm=iso> . Acesso em: 08 maio 2016.
De acordo com o excerto acima, o INEP:
“Não se pode dizer que se avaliou apenas por ter observado algo do aluno. Ou denominar por avaliação apenas a correção de tarefas ou testes, e o registro de notas. Nesse caso, não houve a mediação, ou seja, a intervenção pedagógica, decorrente da interpretação das tarefas, uma ação pedagógica desafiadora e favorecedora à superação intelectual dos alunos.” (Jussara Hoffmann)
Para a autora, todo processo avaliativo tem que ter por intenção: