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Ano: 2009 Banca: FCC Órgão: PGE-SP Prova: FCC - 2009 - PGE-SP - Procurador do Estado |
Q12917 Direito Financeiro
A regulação exercida pelo Banco Central do Brasil sobre as instituições financeiras
Alternativas

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Vamos analisar a questão sobre a regulação exercida pelo Banco Central do Brasil sobre as instituições financeiras. Este tema é parte fundamental do estudo sobre o Sistema Financeiro Nacional (SFN) e a atividade financeira do Estado.

Interpretação do Enunciado: A questão aborda a função regulatória do Banco Central do Brasil, que é uma autarquia federal responsável por assegurar a estabilidade e o bom funcionamento do sistema financeiro.

Legislação Aplicável: A regulação financeira no Brasil está fundamentada principalmente na Lei nº 4.595/1964, que define o Banco Central como a autoridade monetária responsável por zelar pela solidez do sistema financeiro.

Tema Central: O foco aqui é entender que o Banco Central exerce suas funções para proteger o interesse do público e evitar riscos sistêmicos no sistema financeiro. Esse tema é relevante para todos que desejam compreender o papel fiscalizador e regulador do Estado sobre as instituições financeiras.

Exemplo Prático: Imagine que um banco está enfrentando dificuldades financeiras. O Banco Central pode intervir para garantir que os clientes desse banco não percam seus depósitos, evitando assim um efeito dominó que comprometeria outros bancos e a economia como um todo.

Justificativa da Alternativa Correta (A): A alternativa A está correta porque identifica que a regulação do Banco Central visa proteger o interesse dos depositantes e afastar o risco sistêmico. Esse tipo de risco ocorre quando a falência de uma instituição pode afetar negativamente todo o sistema financeiro, algo que o Banco Central trabalha para prevenir.

Análise das Alternativas Incorretas:

  • B: A regulação não atua especificamente para evitar ganhos excessivos ou garantir a universalização da oferta de crédito. Essas não são as principais metas do Banco Central.
  • C: A atividade financeira não é considerada um monopólio natural. Monopólios naturais ocorrem em setores onde é mais eficiente que uma única empresa forneça o serviço, o que não se aplica às instituições financeiras.
  • D: A livre concorrência não é o principal objetivo da regulação do Banco Central. Embora a concorrência seja importante, o foco principal é a estabilidade e a proteção dos depositantes.
  • E: A atividade financeira não é um serviço público em regime de autorização. As instituições financeiras operam sob um regime de concessão e fiscalização, mas isso não as classifica como serviço público no sentido estrito.

Conclusão: Ao responder questões sobre o Banco Central e a regulação financeira, é crucial focar na proteção dos interesses dos depositantes e na prevenção de riscos sistêmicos, como destacado na alternativa correta.

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Segundo a Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 173 e 174, há duas formas de intervenção do Estado na atividade econômica, na primeira, diretamente, disputando o mercado com o particular, nos casos de imperativos de segurança ou de relevante interesse público(Ex: das exploradoras de atividade economica, como por exemplo as empresas públicas e as SEM); no segundo, indiretamente, o Estado apenas administra as condutas referentes à área econômica(Ex: agencias reguladoras).
Portanto o BACEN é autarquia especial que regulará as atividades economicas, fiscalizará as exploradoras de atividade economica. É o Estado interventor, não de forma direta, explorando atividade economica, nem muito menos pretando serviço público.
Kaufman (1999) define RISCO SISTÊMICO como a probabilidade de ocorrer  perdas acumuladas devido a um evento que dá início a uma série de prejuízos sucessivos ao longo de uma cadeia de instituições ou mercados, que compõem um sistema. Essas perdas ocorrem porque os bancos estão fortemente interconectados via mercado interbancário e sistema de pagamentos. 

Em finanças, risco sistêmico refere-se ao risco de colapso de todo um sistema financeiro ou mercado, com forte impacto sobre as taxas de juros, câmbio e os preços dos ativos em geral, e afetando amplamente a economia - em contraste com o risco associado a uma entidade individual, um grupo ou componente de um sistema.[1] [2]

Assim, pode ser definido como uma instabilidade potencialmente catastrófica do sistema financeiro, causada ou exacerbada por eventos ou condições peculiares que afetem os intermediários financeiros.[3] Riscos sistêmicos são decorrentes das interligações e da interdependência entre os agentes de um sistema ou mercado, no qual a insolvência ou falência de uma única entidade ou grupo de entidades pode provocar falências em cadeia, o que poderia levar o sistema inteiro ou o mercado como um todo à bancarrota

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